Aqui em casa, aniversário funciona assim: eu sempre estou em casa nesse dia e sempre espero os amigos. Não convido ninguém... quem quiser e puder, que venha.
Eu começo a curtir bem antes. Penso num cardápio, preparo a casa, a roupa que vou vestir e uma lembrancinha pra cada pessoa que aparecer por aqui.
Dessa vez, duas semanas antes as lembrancinhas já estavam prontas. Aproveitei o boom do retorno de Herbie - o fusca - e usei a imagem dele na lembrancinha. Eram uns copinhos desmontáveis, desses que as crianças usam - ou usavam - pra tomar água na escola. Ficaram lindinhos! O motivo da escolha dessa imagem fica mais que claro... Eu comemorava 53 anos de idade!
Numa sacolinha de papel, coloquei um copinho para cada pessoa e mais... um CD - usado - do meu acervo. A idéia era me desfazer de coisas que eu uso pouco. Cada CD ia envolto em uma folha com a letra da música "De uns tempos pra cá", de Chico César.
Sobrou espaço... coloquei ainda um mini shampoo, resultado das coletas que fiz nos últimos tempos, nos hotéis por onde andei.
O cardápio: cuscuz marroquino. De sobremesa, dedinhos de noiva - um docinho sírio.
Na quinta-feira, começaram a chegar as visitas: Claudio, de Curitiba (mas que vinha chegando de Salvador...). Lu e Léa, de Cuiabá. Chegaram praticamente juntos, no final da tarde.
À noite, chegou Ana. Fomos em comitiva à rodoviária, esperá-la. Fomos jantar numa cantina. No caminho, peguei a roda dianteira do carro num buracão. Na saída do restaurante, o pneu estava arriado. Trocamos, ou melhor, ajudamos o Claudio a trocar...
E com essas e mais aquelas, nos primeiros minutos do dia 15 estávamos passando em frente ao MASP, na Av. Paulista.
No dia seguinte Ana e eu trabalhamos desde cedo preparando tudo: a comida e a casa.
E o pessoal foi chegando. Gente de diferentes tribos: família, amigos antigos, amigos novos.Teve até massagista. Léa, depois de beber algumas doses de uísque, começou a fazer massagem no pessoal.
Da família, estavam meu pai; Selma, minha irmã e Marina, minha sobrinha:
Olintho foi o último a chegar: veio depois do teatro, passava das duas quando chegou aqui. O porteiro o anunciou e resolvemos pregar uma peça nele: ficamos todos em silêncio, com as luzes apagadas e a porta entreaberta. Só escutamos sua voz: "Tem uma cena armada..." E caímos na risada. Ele disse que incialmente levou um susto, mas depois sacou...
Tínhamos pensado em usar nossas djalabas marroquinas, pra combinar com o cardápio. Foi impossível. Fazia um calor saárico!

Pensamos em fazer ao menos uma performance com as djalabas ne hora da sobremesa, mas acabamos nos esquecendo.
Três e meia da madrugada estávamos tirando as coisas da sala pra poder armar o circo dos colchões para os hóspedes. Lu foi lavando parte da louça à medida que íamos tirando.
No dia seguinte, Claudio partiu pra Curitiba logo que nos levantamos, por volta das 11 da manhã. Lu, que tinha bebido muito vinho na noite anterior, ficou de ressaca, passando mal. Léa terminou de lavar a louça. Arrumamos tudo e nos sentamos para almoçar: reedição do jantar da véspera.
As fotos de tudo isso podem ser vistas e revistas. Estão aí, é só clicar: