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segunda-feira, outubro 09, 2006

Água e areia - Parte II

Quem já viu a primeira parte desse relato percebeu que a viagem não foi nada convencional.
Começando pela minha aparência: totalmente loira! Ra, ra, ra! Eu já fui loira um dia...
Continuando a aventura:
Enquanto estávamos em Jericoacoara, hospedadas na Pousada Casa do Turismo, bem em frente ao ponto final da jardineira que trazia os turistas de Fortaleza - via Jijoca, ocupamos parte de nosso tempo em busca de uma maneira de sair dali sem ser pela via convencional: jardineira até Jijoca e ônibus da empresa Redenção até Fortaleza, com direito a parada em Itapipoca. Queríamos algo diferente. Conseguimos!
A Pousada Capitão Thomaz tinha uma jardineira que fazia o transporte de seus hóspedes até Camocim, cidade próxima - 34 km - mas separada de Jeri por muita água e areia. O transporte não tinha data nem hora certas. Tudo dependia da maré, dos hóspedes da tal Pousada - que não era a nossa - e da disponibilidade de assentos. Topamos esperar. Tudo se confirmou para o primeiro dia de fevereiro. E lá fomos nós, de mochila nas costas e carregando uma cadeira/rede que Ana comprou em Jeri.
O caminho incluía, rios a serem atravessados por dentro da água, balsa, a cidade de Tatajuba totalmente soterrada pelas dunas e finalmente, Camocim. Paulo, o motorista da jardineira, nos deixou na rodoviária da cidade. Nosso destino era Parnaíba, cidade no norte do Piauí, onde está o Delta do Parnaíba.
Passagens compradas, mochilas no guarda-volumes, passamos pelo correio e despachamos a tal rede/cadeira diretamente para Assis. Ufa!
E saímos pra conhecer a cidade. Localizada às margens da foz do rio Coreaú, Camocim nos trouxe bons momentos. Andamos por lá, conhecemos seu casario antigo, almoçamos num restaurante na beira-rio e partimos.

Parnaíba nos interessava por diversos motivos. O primeiro deles era estar pisando em solo piauiense! Era também dali que saía um barco de linha para Tutóia, no Maranhão. E além disso, havia o passeio pelo Delta do Parnaíba.
Cidade feia. Nos hospedamos no Hotel Cívico. Feio e ruim, mas com boa localização para os nossos propósitos. Fomos ao Porto das Barcas tratar da viagem para Tutóia. Só haveria barco no dia 5 de fevereiro...
Tínhamos, pois alguns dias naquela cidade. Tratamos de preenchê-los: passeio pelo Delta, praias, lagoa do Portinho.


Uma noite, saímos em busca de um orelhão pra mandar notícias pra casa. (Naquele tempo a internet ainda não era tão difundida...) Caminhando pelo asfalto topamos com uma cobra que fazia o mesmo trajeto que nós. Será que também pretendia telefonar?
E ainda tínhamos alguns dias até a partida do Barco Cidade de Tutóia...
Decidimos então visitar o Parque Nacional de Sete Cidades, 140 km ao sul de Parnaíba.
Em mais uma viagem de ônibus, partimos para Piripiri! O Parque fica a 26 km da cidade. Fomos de taxi e já deixamos contratada a volta para o dia seguinte.
Nos hospedamos no Parque Hotel Sete Cidades, que fica logo na entrada do Parque.
O lugar é simples e tranqüilo. Ali conhecemos Pitty, um pássaro simpático que pousava no ombro ou na mão do garçon e dos hóspedes.
Visitar o Parque foi uma tarefa árdua e inesquecível. Foram aproximadamente 12 km de trilha sob o sol do semi-árido, visitando as "sete cidades", ou seja, sete grupos de rochas com formatos curiosos, além de imensos paredões com inscrições rupestres datada de cerca de 6000 anos.

Cansadas, mas felizes, fizemos a viagem de volta para Parnaíba.
No dia seguinte sairia nosso barco rumo a Tutóia. Mas isso é assunto para o próximo capítulo.
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Pra quem quiser saber mais sobre o Parque Nacional de Sete Cidades, deixo dois links um link que me pareceu interessante:
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Fotos da viagem inteirinha, aqui.
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(Atualizado em 12/01/2013)

domingo, outubro 08, 2006

Água e areia - Parte I

Era o ano da graça de 2002. Pelas asas da velha e boa Varig, saímos de São Paulo no dia do aniversário da cidade - 25 de janeiro - para cumprir um longo roteiro por terras do nordeste brasileiro.
Primeiro destino: Fortaleza. Como ainda não conhecíamos a imperdível Sorveteria 50 sabores - que só nos foi apresentada em 2006 por nossa amiga Adrissa - circulamos pela capital cearense conhecendo praias e mercados.
Intrépidas, nos aventuramos pelo centro antigo da cidade e fomos parar no Teatro José de Alencar. Fomos de ônibus. Aventura arriscada! Para chegar até lá tivemos que cruzar uma feira local que nos arrepiou os cabelos. Mas valeu, o teatro dedicado ao criador de Iracema é belíssimo.
A etapa seguinte - Jericoacoara - apresentou um problema: por um lapso, a reserva do hotel estava feita para a noite seguinte à da chegada.
O contratempo foi contornado da seguinte forma: dormiríamos a primeira noite em Jijoca, a cidadela que antecede as dunas que devem ser vencidas para se chegar a Jeri.
A viagem até Jijoca foi feita de ônibus, com uma inesquecível parada para jantar em Itapipoca.
O improviso saiu melhor que a encomenda. Na Pousada do Paulo, desfrutamos da linda paisagem da lagoa de Jijoca e aproveitamos o dia para navegar por aquelas límpidas águas.

E foi assim que trocamos a jardineira já incluída na passagem de ônibus Fortaleza/Jericoacoara, por um dia à beira da lagoa e por uma viagem pelas dunas em Toyota , rumo ao mais lindo pôr-de-sol do Brasil.
Jericoacoara nos encantou! Cada cantinho da cidade tinha uma surpresa para nossos olhos.
Guiadas por Valter, um dos muitos guias-mirim da cidade, caminhamos até a Pedra Furada. Passeio para uma manhã inteira caminhando por entre pedras, água e areia. À tarde, escalamos a bela duna do Pôr-do-sol para nos juntarmos à multidão que participava do espetáculo diário que o astro-rei proporciona aos seus admiradores.


E foi assim que terminou aquele janeiro.
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Fotos desta e de outras etapas da viagem, aqui.
(Atualizado em 12/01/2013)

quarta-feira, agosto 16, 2006

Pra lá e pra cá - parte 1

Julho e agosto foram meses de muitas viagens.
Tudo começou com o "desejo e necessidade" de gastar as milhas Varig, que ameaçavam criar asas...
Pensamos em alguns destinos possíveis e nos pusemos a campo, ou melhor, ao telefone, checando junto à Central Smiles quais as possibilidades de conseguir um bilhete prêmio. Dentro de nossa escala de prioridades, Fortaleza figurava como a terceira ou quarta, mas foi a primeira a satisfazer nossas possibilidades de dias e horários dentro do que a Varig ainda podia nos oferecer.
Assim, embaladas pelas asas precisas da Varig, saímos de Sampa no dia 10 de julho, quase on time (só 30 minutos de atraso...) e chegamos sãs e salvas às terras cearenses.

Nosso programa incluiu Canoa Quebrada, a menos de 200 km de Fortaleza. A viagem foi loooonnnnga, mas interessante.

Passamos por um monte de cidadezinhas cearenses. Conhecemos as famosas falésias do lugar e caminhamos pela Broadway canoense debaixo de uma lua está cheia lindíssima. Precisava mais alguma coisa?

Precisava, sim! Conhecer Lagoinha.
Fomos num tour bate-e-volta, mas valeu. Lá, fizemos um passeio três-em-um: fomos de pau-de-arara até a beira da lagoa de Almécegas. Depois de uma parada num barzinho e banho na lagoa, fomos de catamarã até o outro lado, onde nos esperavam uns bugueiros que nos levaram pelas dunas e pela praia, de volta ao hotel que servia de ponto de apoio ao passeio. Comemos conchas de Santa Rita (conhecem?) e uma muqueca de lagosta deliciosas. Depois banho de mar e piscina. E muita preguiça. Foi muito bom! Gostamos ainda mais que de Canoa Quebrada.

Logo nos primeiros dias de nossa estadia por lá, tivemos notícia da primeira surpresa que a Varig nos reservava: para a volta, o horário da conexão em Recife havia mudado... Seriam quase 10 horas de espera por lá. Pensamos em aproveitar para dar um giro pela capital pernambucana...

Na véspera da partida, Varig nos apresentou mais novidades! O vôo que sairia de Fortaleza no dia 17 de julho pela manhã estava cancelado. Como nosso bilhetes eram Smiles, só a própria Smiles poderia nos reacomodar em outro vôo, ou endossar nosso bilhete para outra companhia, ou ainda DEVOLVER AS MILHAS, o que nos deixaria sem vôo de volta!!! Bem, a Smiles só funciona de segunda a sexta a partir das 8 da manhã. Esperamos o primeiro horário da segunda-feira e ligamos para lá para descobrir o que nos reservavam os astros, ou melhor, as estrelas da Varig.

Enquanto isso, seguimos nos divertindo em Fortaleza: pôr-do-sol na ponte dos Ingleses, show da Vanessa da Mata na praia, sorvete na melhor sorveteria do Ceará: "50 Sabores" , camarão na praia com Adrissa - nossa amiguinha orkutiana...

Sobre os camarões, o lugar funciona assim: há um mercado de peixe e camarão, onde a pessoa escolhe e compra o seu produto. Ao lado há uns botequinhos onde as cozinheiras preparam o camarão que a pessoa comprou. Interessante... e barato!

O "50 Sabores".tem sorvete de tudo o que se possa imaginar. Estivemos lá 4 ou 5 vezes nesses dias.

E a questão da passagem de volta se resolveu sem muita crise. Ligamos para a Smiles logo às 8 da manhã da segunda-feira. A criatura que nos atendeu estava perdida. Disse-nos que tudo tinha que ser resolvido no balcão da Varig, no aeroporto. Disse também que não havia nenhum vôo para São Paulo naquele dia e que uma das opções seria ESPERARMOS A VARIG VOLTAR A OPERAR ESSE VÔO!!!!!!!!!!!!!!
Bom, tocamos pro aeroporto e lá soubemos que o tal vôo da manhã tinha saído, SIM, só que com outro número! E, como havia informado a atendente da Varig no domingo pela manhã quando ligamos, havia SIM um vôo para São Paulo com escala em Recife, saindo às 15h15 daquele dia. Daí, pra passar o tempo, pegamos um taxi para o shopping mais próximo do aeroporto - o Iguatemi. Fizemos umas pequenas comprinhas... de roupas. Almoçamos e voltamos pro aeroporto.
Como vêem, "dos males o menor".

ffffff

Outras viagens desse período serão relatadas nos próximos dias.

Além disso, um álbum de fotos mostrando mais um pouco do que vimos pra lá e pra cá...