segunda-feira, maio 17, 2021

#ficaemcasa



Estávamos no finalzinho do verão, há 14 meses, quando nos encerramos em casa pra cumprir uma quarentena, cuja duração não estava bem clara naquele momento.

Passou outono, inverno, primavera, verão e outono de novo...

E aqui estamos, ainda.

Nesse tempo, Ana e eu criamos rotinas e lançamos mão de tudo o que apareceu para vencer esses dias da forma mais leve possível.

Passamos a ver séries e filmes na TV e lives de artistas queridos.

O cinema doméstico mantivemos. Sempre tem algo interessante pra ver.

Das lives cansamos um pouco, estamos selecionando só as melhores...

Cuidamos da limpeza da casa, das plantas. De vez em quando, uma ou outra arrumação.

Ana reina na cozinha. Pesquisa e inventa receitas deliciosas. Faz pão sempre. E drinks incríveis nos finais de semana.

Compras, só pela internet: comida, bebida, presentes, utilidades, inutilidades... Até floreiras e mudas de plantas compramos nesse tempo.

Lemos e montamos quebra-cabeças. Agora mesmo estamos às voltas com um de 2 mil peças!


As notícias estão sempre em dia através das redes sociais e podcasts.

Mantivemos nossos treinos duas vezes por semana, com supervisão da Thaís, nossa personal trainer, e fizemos muitas caminhadas no terraço do prédio e na rua. Essa semana fomos caminhar no parque. Gostamos e pretendemos repetir.


Cabeleireiro nunca mais. Já estamos aptas a revezar com Rapunzel em sua torre prisão. É só pedir que a gente joga as tranças...

Conversas com amigos e familiares, só mesmo pelas telinhas, salvo algumas raras oportunidades em que foi absolutamente necessário estar em contato.

Fomos a Santos umas poucas e rápidas vezes.

Eu já tomei as duas doses da Coronavac e Ana uma dose da AstraZeneca.

E aqui estamos, saudáveis, em compasso de espera.

segunda-feira, fevereiro 15, 2021

Tempos difíceis

E foram dias, semanas, meses... muitos!

Completamos, hoje, 11 meses em casa.

Primeiro veio a ideia de que seria um pequeno sacrifício, coisa passageira.

Não foi!

Depois as rotinas forçadas.

Fazer o quê?

Lives de artistas queridos, também presos em suas casas e longe de seus palcos e de seu público, alegraram muitas dessas infindáveis horas de isolamento. Mas até isso vai cansando... artistas e fãs. Chegou o momento de selecionar, priorizar.

Séries, entrevistas, podcasts, conversas on line, exercícos físicos, afazeres domésticos, caminhadas mascaradas... tudo tem seu lugar e sua importância.

O melhor de tudo é ter com quem contar: saber que tem alguém do lado que aguenta a barra junto.


E veio o tempo de decidir o que poderia ser considerado indispensável, supérfluo: muita coisa, quase tudo.

Dentista, cabeleireiro, oftalmologista, passagens aéreas, amigos, consertos & concertos... ficaram presos nas malhas do depois.

Até que aconteceu: pai doente!

E então, ambulância, pronto socorro, internação, acompanhantes, farmácias, lojas de produtos hospitalares, consulta médica...

Tá passando, espero!

Vai passar, quero!

Não vejo a hora de voltar pro isolamento, pro #ficaemcasa, esperando as duas doses de vacina a que cada um de nós terá direito nesses tempos difíceis.

Vamos em frente, fazendo nossas as palavras de Bethânia na live desse final de semana:

Foto e montagem: Ana Oliveira


quinta-feira, dezembro 31, 2020

Breve resumo de 2020



Até março, nossa vida foi bem normal.

No final de janeiro cortamos os cabelos e partimos pra nossa quase tradicional viagem à Bahia. Fomos ver o fevereiro em Santo Amaro e comemorar nossos 20 anos juntas!

E - sorte! - fizemos a loucurinha de interromper a viagem para voltar a São Paulo por um dia pra festa de 15 anos do Viaje na Viagem.

Em fevereiro, fizemos uma viagem rápida ao Rio pra ver o Show de Verão da Mangueira.

Vimos os shows de Chico César em janeiro, lançando seu disco "O amor é um ato revolucionário",  mas o último show que vimos foi o do Teago Oliveira, no Sesc 24 de maio, no primeiro dia de março.

Em 13 de março, recebemos Marcie e Julie aqui em casa, pro almoço. Foram as nossas últimas  visitas.

Para o dia  14 de março, tínhamos ingressos comprados desde o final de 2019 para ver Bethânia no antigo Credicard Hall, hoje Unimed Hall. O show foi suspenso.

Na manhã do sábado, dia 14, já meio amedrontadas, atravessamos a rua e fomos à Ocupação 9 de julho, pra ver e fotografar um voo da Sandra Miyazawa, em homenagem a Marielle, no aniversário de sua morte.


Pronto, chegou o 15 de março, domingo.  

O vírus já estava circulando há uns dias e fizemos nossa última saída, rapidinha e sem máscara. 

E aí começou o #fiqueemcasa, que já dura 292 longos dias...

Tínhamos três viagens preparadas, com voos comprados, hoteis reservados, ingressos comprados... 

Cancelamos tudo!

No comecinho de março, começamos aulas com a Thaís, nossa personal trainer. As aulas seguiram via internet, duas vezes por semana, sem nenhuma falha.

Nessa vibe de exercícios físicos, começamos a fazer caminhadas no terraço do prédio e, mais tarde, nas ruas da vizinhança. Já caminhamos 210 km, o suficiente para configurar 5 maratonas!!!


As idas a Santos, nesse período, contam-se nos dedos de uma mão, infelizmente: foram só 5.

Supermercados e lojas, nunca mais! Só mesmo idas à ótica pra resolver problemas com óculos. Na minha lista devo acrescentar uma necessária visita à dentista.

Chegaram nossos aniversários, setembro e outubro. E as comemorações foram em casa, uma procurando agradar e surpreender a outra. 

Outubro e novembro trouxeram as eleições municipais. Nos iludimos com uma possível vitória da esquerda em São Paulo. Que nada! 

Minha família: pai, madrasta, irmãos e sobrinha, espalhados pelo mundo, tem se reunido pelo Skype semanalmente. Todo domingo tem live familiar, dando conta do que fizemos durante a semana e ouvindo versos do meu pai.

Presas em casa, nos dedicamos a leituras, muitas séries e filmes nos serviços de streaming e muitas lives dos artistas queridos.

Ana se especializou cada vez mais na arte da panificação: fez uma média de 6 pães por mês, para consumo da casa (foram cerca de 72, no ano).

Mesmo com todo essa produção, mantivemos o peso estável: não engordamos, o que não deveríamos mesmo, mas também não emagrecemos, o que teria sido bom.

Mantivemos uma bela disciplina etílica: drinks só nos fins de semana.


E nos dedicamos também a cuidar da horta e do jardim que ficaram exuberantes.

Enfim, tá chegando 2021 (com vacina, esperamos!) e nós sobrevivemos. 

Já é muito!



segunda-feira, dezembro 21, 2020

Ocupação da varanda


Essa foto que me apareceu hoje pela manhã foi feita pela Lourdes no dia em que, finalmente, ocupamos a varanda do apê santista.

Olhando pra ela me ponho a pensar nos bons momentos que esse nosso terracinho nos trouxe.

Ali desfilaram amigos, familiares, comes e bebes, descanso, flores, festas, pores de sol, amanheceres, noites, luas, marés, navios, tartarugas marinhas e até uma arraia que apareceu pra dizer um oizinho bem no início da pandemia.

Postei a foto lembrança no Facebook e meu amigo Claudio sugeriu um mural da varanda. 

De mural pra post no blog foi um pulo.

Selecionei alguns momentos na “varanda mágica”, como diz a Susy, pra comemorar esses 9 anos de ocupação.

Escolhi no Instagram e Facebook a esmo, sem nenhum critério.

Fiz uns prints meio marretas, mas assim dá pra ver a legendas escritas no calor da hora e, de quebra, alguém ainda pode se identificar em alguma curtida ou comentário.

Aí vai:
























E pra terminar:

Dezembro 2015
Foto: Ana Oliveira


Dezembro/2018
Foto: Ana Oliveira


segunda-feira, novembro 30, 2020

Quinze anos

Imagem surrupiada do site https://www.safradistribuidora.com.br

Por estas páginas já passou um pouco de tudo o que tem sido a minha vida, de uns tempos pra cá.

Viagens, shows, escolhas, reclamações, denúncias, histórias, campanhas, experiências, descobertas, dicas, músicas, decepções, alegrias, fotografias e mais um tanto de assuntos povoaram as mais de quinhentas postagens desse blog.

Nos últimos anos, por pura preguiça, falta de organização ou sei-lá-o-quê, as postagens escassearam. Faze o quê? Acontece! E nem por isso posso dizer que esqueci o blog ou o considero menos importante. 

A vida tem lá suas fases e tudo vai se acomodando de acordo com cada uma delas. 

Normal.

Fora do normal, mesmo, é o tempo que estamos vivendo: entregues a um governo execrável e expostos a um vírus funesto.

Meses e meses vendo a vida a passar pela janela, sem nenhum clarão no horizonte: o vírus parece que veio pra ficar e os maus governantes se aferram aos seus poderes. 

É nesse momento e com essa disposição que venho festejar os 15 anos desse companheiro...

Espero dias melhores, mas ainda não vejo a saída.  

Vacina?  

Eleição de candidatos comprometidos com um futuro melhor?

Que venham!



(Mas o jogo não virou...)