domingo, março 22, 2026

África de cabo a rabo - Parte 11

 02 de outubro

Nosso dia em Assuã: 

Logo cedo, fomos conhecer a famosa barragem, construída nos anos 60, que deu origem ao Lago Nasser.


Próxima parada, Templo de Philae, ao qual se chega de lancha, cheio de imagens bonitas ainda preservadas.


Por fim, escalamos a pedreira para ver um obelisco inacabado, em granito vermelho.

Maior furada: sol, calor, subida... 😡

Cansadas, fomos aproveitar o último dia de nossa janela para o Nilo e passar a tarde vendo o ir e vir dos barcos.



03 de outubro

Hora de dizer adeus à nossa maravilhosa janela do barco e partir para os últimos dias no Egito. 


Pegamos uma feluca, conduzida por um senhor núbio, para dar uma volta pelo Nilo.


No meio do caminho da volta, mudamos para uma lancha, conduzida por dois garotos, que nos levaram a conhecer uma colorida aldeia núbia, na Ilha Elefantina.


Pintura no Animalia, na Ilha Elenantina.

Os barqueiros juniores nos deixaram em nosso hotel, em outra aldeia núbia.


No final da tarde, Ana criou coragem e mergulhou nas águas geladas do Nilo, ali na "nossa" ilha. Imagina se ela ia perder essa oportunidade!


Charlotte, Amélia e eu preferimos fazer alguns exercícios na beira da água.

E foi no Anakatu, à beira do Nilo, com acesso bem raro à internet, que ficamos descansando e nos preparando para a odisseia do dia seguinte: visitar Abu Simbel e depois voar de volta para o Cairo. 

04 de outubro


Nos despedimos da nossa pousada na beira do Nilo e, comodamente instaladas num tuk tuk 🙄, fomos encontrar nosso motorista, que nos levou até as maravilhas que são os templos de Abu Simbel. 
Viagem longa. Mais de 300km cada trecho, cumpridos com uma velocidade alucinante.
Lá, vimos muitas cenas na vida de Ramsés II: coroação, batalhas e também algumas de sua vida com Nefertari, a principal esposa, a quem foi dedicado o segundo templo de Abu Simbel.

Nas paredes, havia inclusive provas de como a imbecilidade humana não é recente: nomes do século XIX foram rabiscados nas milenares paredes dos templos.

Fim das nossas aventuras egípcias!

Adeus, pirâmides, adeus templos, adeus Ramsés II e sua mania de grandeza...

No aeroporto de Assuam, aguardando nosso voo para o Cairo, levei um tombo e torci meu pé direito. Segui o resto da viagem manquitolando, mas nem por isso deixamos de dar umas voltas pelo Cairo e, depois, por Madri.

05 de outubro

Aproveitamos esse último dia pra passear no entorno do nosso hotel.

Era domingo e o trânsito estava calmo, então pudemos caminhar até o nosso restaurante predileto, o Abou Tarek, explorando alguns cantinhos da cidade. 


E até nos arriscando a tomar um cafezinho num lugar insólito...

Por fim, chegou a hora de preparar as malas para começarmos a volta para casa, não sem antes descansar uns poucos dias na nossa querida Madri. 



E, finalmente , chegamos ao último capítulo desse longo relato fotográfico mostrando um pouco do que foi a nossa viagem que começou no extremo sul da África e seguiu para o extremo norte, ou seja, "África de cabo a rabo", como a chamou meu irmão Sylvio.

As fotos e textos são meus e da Ana.

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Décimo capítulo 


sábado, março 14, 2026

África de cabo a rabo - Parte 10


Da nossa janela-cinema sobre o Nilo.


 30 de setembro

O dia começou com a visita às tumbas de três reis chamados Ramsés, no Vale dos Reis: o terceiro, o quarto e o nono. 

Depois fomos conhecer o Templo Funerário de Hatshepsut, a rainha que reinou vestida de homem.

De volta ao barco, começamos finalmente a navegação pelo Nilo.


01 de outubro

E chegou o dia do aniversário!

Divando em Edfu

Pela manhã , visitamos o belíssimo e cheíssimo Templo de Hórus, em Edfu.


À tarde, fomos visitar o templo de Kom Ombo, dedicado a duas divindades: Hórus, o deus-falcão, e Sobek, o deus-crocodilo. Apesar das tentativas de destruição, muita coisa ficou preservada.


E terminamos o dia comemorando!



Esse é o décimo capítulo do relato fotográfico dessa longa viagem pela “África de cabo a rabo”, expressão cravada pelo meu irmão Sylvio, já que começamos no extremo sul e seguimos para o norte do continente africano.

Quase todas as fotos são da Ana. Algumas, poucas, são minhas… 

Vou apressar o relato antes que chegue o dia da nova viagem. Acompanhe!

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quinta-feira, janeiro 15, 2026

África de cabo a rabo - Parte 9

28 de setembro

Chegamos a Luxor. 

Do avião, pudemos ver o efeito do Nilo sobre a vegetação: nas margens, muitas plantações; no horizonte, o deserto espreita.

Do aeroporto já fomos direto ao impressionante e imenso templo de Karnak, com esfinges, estátuas e colunas decoradas por toda parte. 


Do outro lado da avenida, o templo de Luxor, menor mas não menos impactante. 


Na última foto, a distração do restaurador, que posicionou a pedra ao contrário e deixou um pé virado para o alto…

Ramsés II andou por esses dois templos e deixou estátuas por toda parte.

Olha essa: Nefertari, a principal esposa de Ramsés II, em miniatura, ao lado do tornozelo de uma das estátuas do rei (a bolinha no lado direito é justamente o osso do tornozelo de Ramsés).

Pra terminar a jornada, uma cerveja alusiva ao nosso passeio do dia anterior, por Sakkara, com o Nilo ao fundo.

29 de setembro

Enquanto vocês dormiam, a gente já estava sobrevoando Luxor ao amanhecer… 



O passeio começou cedo. Ainda estava escuro quando chegamos ao local. Parecia que nada ia acontecer.
De repente, tudo tomou vida. Gente e mais gente. Balões e mais balões. Subimos ao amanhecer e vimos o sol iluminar a cidade. Foi bem bonito!

Quando estávamos preparando a viagem e vi a referência ao passeio de balão, fui logo dizendo que não iria.
Mas… fui!
Fui e gostei.
A “navegação” é tranquila, suave. 
O que assusta um pouco é o fogo logo ali, ao vivo, acima das nossas cabeças.

Pra quem não estava querendo andar de balão,
a pessoa está alegrinha até demais! 🤷🏼‍♀️

E foi nesse dia que, finalmente, embarcamos no M/S Royal Lilly, o barco no qual faríamos nosso cruzeiro pelo Nilo nos próximos dias.
A cabine era bem agradável. Tinha um janelão inesquecível! 

Olha a vista da nossa janela!

O Royal Lilly estava ancorado bem perto do Templo de Luxor e foi fantástico ver o templo iluminado naquela noite!


Fomos dormir felizes na nossa primeira noite a bordo, mas ainda ancoradas no porto de Luxor.

Esse é o nono capítulo do relato fotográfico dessa longa viagem pela “África de cabo a rabo”. Quem deu esse nome para a nossa viagem foi meu irmão, Sylvio, quando soube que começaríamos no extremo sul e seguiríamos para o norte do continente africano.

99% das fotos são da Ana. 🤷🏼‍♀️

A viagem continua. Volte que vai ter mais histórias.

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sábado, dezembro 06, 2025

África de cabo a rabo - Parte 8

27 de setembro

Nosso último dia no Cairo começou com uma visita a Sakkara, uma necrópole com muitas pirâmides e mastabas, que também são túmulos, mas em forma retangular. 


 Diante da falsa porta na mastaba da Princesa Seshseshet Idut

Vimos muitas pinturas e relevos nas paredes: escribas, oferendas, caçadas, danças… de tudo um pouco.


Ali em Sakkara há pirâmides menores nas quais se pode entrar. São ambientes escuros e apertados. Criei coragem e fui ver a pirâmide Teti por dentro.

Acesso

Parede

Teto de estrelas

A seguir, visitamos uma escola onde crianças aprendem a fazer tapetes.

E, por último, fomos ao museu de Mênfis, ver o colosso deitado de Ramsés II, uma versão menor de esfinge e muitas outras peças descobertas na região.



Pra terminar bem esse passeio, fomos almoçar de novo um koshary no restaurante de Abou Tareck, com o nosso motorista e o nosso guia, de quem nos despedimos, porque no dia seguinte partiríamos para Luxor.

E aí, cometemos nossa segunda desobediência à ordem expressa da nossa agente de viagens, a Mô Gribel, para JAMAIS sair pelo Cairo sem a companhia do guia, e lá fomos nós pra night… 

Contratamos um passeio à Torre do Cairo e acabamos indo parar no restaurante da torre giratória do Hilton Cairo Grand Nilo Tower Hotel, cuja localização já havia nos encantado dois dias antes, quando nos jogamos na primeira insubordinação e fomos sozinhas passear de feluca pelo Nilo, ao entardecer. 😝

O restaurante não é excepcional, mas a experiência de estar ali girando vagarosamente e admirando diferentes ângulos da cidade à beira do Nilo foi bem boa. 

Foi giro, como diriam nossos irmãos portugueses. 🤣

E assim nos despedimos do Cairo.

Próxima parada, já contei: Luxor.

Lá vem mais calor! 🥵


Esse é o oitavo capítulo do relato fotográfico dessa longa viagem pela África, que começou pelo sul e teve sequência no norte do continente.

As fotos são minhas, da Ana e do nosso guia Ahmed.

Vai ter mais!

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