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segunda-feira, agosto 18, 2014

Jerash

Colunas do Templo de Artemis - Jerash/Jordânia
Foto: Ana Oliveira
Podem me julgar: eu nunca tinha ouvido falar em Jerash... Pra mim, Jordânia sempre significou Petra e ponto!
E confesso que o nome Jerash passou batido para mim quando o vi escrito no roteiro da Turimagia – a agência espanhola que nos vendeu o pacote para a Jordânia.
Pra completar, o tal passeio às ruínas foi programado para o último dia da nossa estada em terras jordanianas.
Encantada com as emoções de Petra, Mar Morto, Wadi Rum, Aqaba, castelos, isso e aquilo, só na véspera do dia marcado para a visita é que fui procurar saber o que nos esperava. E caí no lugar certo: esse post da Mari Campos, Jerash, a Pompeia do Oriente, que estava guardadinho no meu arquivo, mas que eu não tinha lido com atenção ainda.
O dia começou com uma visita à Fortaleza de Ajloum. Em seguida, veio o filé mignon: as ruínas da antiga cidade romana.

Foto: Ana Oliveira

Conduzidos por Sufian, o nosso guia/professor, circulamos pelas praças, arcos, teatros e templos milenares, ouvindo histórias e imaginando como teria sido a vida naquele lugar.
O ponto alto da visita foi o Templo de Artemis, com suas colunas de altura estonteante, que – juro! – balançam ao com a força do vento. Sufian usou um pequeno artifício para nos mostrar o movimento das gigantonas e Ana fez um clipezinho pra comprovar. Olhaí:


Demos a Jerash o segundo lugar no nosso ranking da viagem. O primeiro foi conferido a Petra!
As andanças pelo terreno acidentado de Jerash nos deixaram famintos e ficamos encantados quando o guia anunciou a hora – tardia – do almoço. A pouca distância do sítio arqueológico, está o Artemis Restaurant que, se não tem comida excepcional, compensa qualquer falha servindo toneladas de pão árabe quentinho, recém saído de um forno de pedra que se vê logo na entrada do restaurante. Delícia!

Quer ver mais um pouquinho do nosso olhar sobre a "Pompeia do Oriente"? Aí estão minhas fotos: 

Quer uma descrição pormenorizada, apaixonada e poética de cada pedacinho de Jerash? Leia o post completíssimo do Arnaldo:
Pra ter ideia do tamanho do lugar:

sábado, março 22, 2014

Petra

Penso que não há mais novidades a escrever sobre Petra.
A belíssima cidade dos nabateus, Patrimônio da Humanidade e uma das sete maravilhas do mundo moderno, já foi cantada e re-cantada por todos os que já estiveram por lá.
Pra confirmar, deixo relatos de duas blogueiras competentíssimas contando e mostrando tudo, tudinho o que você precisa saber para curtir Petra dia & noite. 
A Mari Campos, do blog Pelo Mundo e a Claudia Beatriz, do blog Aprendiz de Viajante contam tudo sobre Petra nos quatro posts a seguir. E como eu já disse acima, competência é o que não falta pra nenhuma das duas. Clique aí e viaje com elas:
Dito - ou melhor, escrito - isso, conto a minha experiência e mostro as minhas fotos.
Quando Ana e eu escolhemos ir à Jordânia, nesse inverno de 2014, nosso objetivo primeiro era visitar Petra. Compramos numa agência espanhola, a Turimagia, um pacote de uma semana no Reino Hachemita da Jordânia, agradecemos a Allah e à Travelzoo pelo precinho camarada que encontramos, pedimos um visto pro Abdullah II, com anuência da Rania, e fomos.
Chegamos a Petra num final de tarde, dois dias depois de nossa aterrissagem em terras jordanianas.
A ante-sala de Petra é a Pequena Petra e foi por ali que começamos.
Sol dourando as montanhas na Pequena Petra
Depois da pequena, a grande Petra.
Nosso hotel, o Guest House, ficava bem na entrada do parque arqueológico. Mão na roda! E mais, um dos melhores da viagem. Destaco o bar do hotel, o Caverna, montado numa caverna original, toda de pedra.
No dia seguinte logo cedo, partimos pras ruínas acompanhadas de nosso guia Sufian.
Sufian foi um ótimo guia turístico durante todo o vai-e-vem na Jordânia. 
Fala espanhol, é professor de história e tem uma paciência de Jó.
Visitar a antiga cidade dos nabateus não é para os fracos... de físico e de coração. O caminho é longo e cheio de surpresas.
Logo na entrada há cavalos que levam turistas por um trecho de aproximadamente 400m. Mais adiante, burros e charretes pilotados pelos beduínos se propõem a levar turistas pelos caminhos da velha Petra. Os burros podem chegar até o final do percurso, subindo inclusive os 850 degraus para chegar ao Monastério. As charretes, levam até o Tesouro. E passam zunindo entre os pedestres... Um perigo!
Sufian nos aconselhou a declinar dos cavalos, burros e charretes. Afinal, estávamos ali para conhecer os 4km do caminho de  palmo a palmo. E foi o que fizemos. Andando e parando, conhecemos altares e fachadas, observamos beduínos pastores e suas cabras, inspecionamos o sistema hídrico, ouvimos histórias, desbravamos o estreito desfiladeiro, fotografamos e... quando estávamos quase pra chegar ao ponto mais esperado do percurso, Sufian nos fez uma proposta: que fechássemos os olhos e seguíssemos assim até a praça, para só então abri-los e dar de cara com Al-Khazneh, a grande fachada esculpida na pedra, conhecida como o Tesouro de Petra.
Foto: Ana Oliveira
Para muitos, o trajeto termina ali. Mas não para nós. Depois das muitas fotos de praxe, Sufian nos conduziu por mais e mais caminhos, visitando tumbas e igrejas, subindo e descendo morros, atravessando ponte, por mais de 2km, até que chegamos ao final do caminho. Ali a opção era entre subir ao Monastério ou voltar para o ponto de partida. Era hora do almoço. Comemos e deixamos os 850 degraus para os fortes. Voltamos por nossa conta, parando para ver uma pedra diferente aqui, uma escultura ali um beduíno acolá. Passamos pelo Tesouro e fizemos, então, a experiência de vê-lo através da fresta entre as pedras. A luz estava fantástica e conseguimos belas fotos.
Foto: Ana Oliveira
Foram mais de 8km de surpresas. A cada passo, a cada olhar, um oh!
Petra não nos decepcionou. Foi eleita a atração nº 1 da nossa viagem pelo reino de Abdullah & Rania.
E temos fotos pra comprovar o merecimento dessa classificação.
Aí estão elas: Petra