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domingo, dezembro 31, 2023

2023 em números

Fim de ano é tempo de balanço, né?
Então lá vai o meu breviário, organizado em números:

Num dia de março, demos uma de loucas: vamos ver Chico Buarque e Mônica Salmaso? 
Fomos! 
E valeu cada loucura que fizemos pra chegar ao Tokio Marine Hall naquela quinta-feira, 9 de março.
Voltamos ao Tokio, em maio, pra ver Teresa Cristina em seu show “Teresinha”, cantando músicas do repertório de Bethânia.
Rita Benneditto, comemorando duas décadas de “Tecnomacumba”, nos viu nas plateias e camarins duas vezes no mês de junho. Na Casa Natura e no Sesc Santos.
Ainda no Sesc Santos, em julho, vimos o show de abertura do Santos Jazz Festival apresentando a Orquestra Sinfônica de Santos com Ayrton Montarroyos e Vanessa Moreno para uma homenagem a Edu Lobo e Chico Buarque e, em agosto, Filipe Catto cantando Gal.
O Santos Jazz Festival teve também uma apresentação ao ar livre, com o mar ao fundo: a irreverente Maria Alcina. Vimos e nos divertimos.
Na Casa de Francisca, vimos um show em homenagem aos Tincoãs, Webster Santos e convidados comemorando 30 anos de carreira e Almério cantando com Renato Braz. 
Foram 10 shows. 
Boa marca pra quem esteve longe das plateias nos últimos tempos, né?

Quem dera a vida fosse feita somente de coisas gostosas… 
Quem tem pais idosos sabe bem como é.
Eles vão perdendo a independência e sobram pra nós, filhos, tarefas e decisões que a gente não queria assumir, mas que vão se impondo.
Consultas médicas, contratação de cuidadores, compra de remédios, noites no Pronto Atendimento, uma internação… duas… três.
Nesse ano, foram nove internações

Devagar, vamos voltando às viagens.
O primeiro e o último roteiro do ano nos levaram ao pequeno aeroporto de Porto Seguro/BA. Praia do Espelho em fevereiro. Santo André em dezembro.
Rio de Janeiro duas vezes. 
Buenos Aires em junho, pra curtir um friozinho gostoso.
Em abril, nos hospedamos num yurt, em Jacutinga. Alugamos pelo Airbnb e curtimos muito a hospedagem diferente.


Julho foi a vez de Monte Verde. A cidade nem nos agradou tanto, mas ficamos muito bem hospedadas no Provence Cottage & Bistrô.
E teve a grande viagem dos aniversários.
Começamos por Madri, nossa queridinha.
Depois Atenas e algumas ilhas gregas: Santorini, Paros e Mikonos. 
Barcelona seria o último destino, mas ganhamos uns diazinhos a mais e fomos conhecer Girona. 

2023 foi um ano de muitas vacinas pra nós.
Duas bivalentes para Covid.
Duas doses contra herpes zoster.
E mais gripe, pneumonia e meningite.
Xô doença!

Médicos, gente!
Teve a tradicional visita anual à ginecologista.
Duas consultas com oftalmologistas e mais duas com a dermatologista.
A grande conquista foi a descoberta do geriatra. Todo mundo deveria ter um!

Agora, uma categoria especial!
Shows do querido Chico César. 
Das quase duzentas e cinquenta vezes que já o vimos no palco, cinco aconteceram nesse ano, quando estivemos voltando gradualmente às plateias. 
Do trabalho novo, “Vestido de Amor”, vimos duas apresentações, uma delas aqui em Santos, quase no nosso quintal.
Revimos o agradável “Violivoz”. Chico e Geraldo Azevedo encantados, encantadores e encantando.
Mais um encontro gostoso: Chico, Mariana Aydar e Mestrinho com a Orquestra Jazz Sinfônica, em plena Sala São Paulo. 
E Chico no Candelight? Por essa eu não esperava. Fomos conferir e achamos muito bom. 🥰


Faixa bônus… participação de Chico no show dos 30 anos de carreira do Webster Santos, que já entrou na categoria shows, lá no começo desse post.

E cinema, teve?
Teve sim!
Entre Mulheres
Retratos Fantasmas 
Meu nome é Gal
e
Cafi.
Poucos, mas escolhidos a dedo.

Teatro nem sempre foi a nossa praia, mas nesse 2023 também rolou.
"Viva o povo brasileiro", que ainda está em cartaz no SESC 14 bis, com trilha sonora linda feita por quem? Chico César.
E mais, "Teoria King Kong" e "Traidor".



Um vez, passeando em Peruíbe, encontramos o Tarang, um restaurante natural. Comida boa, artesanal, saudável. Gostamos e voltamos outras vezes. 
Passamos a ir a Peruíbe periodicamente só pra isso…
Interrompemos as idas durante a pandemia
Esse ano, em junho, voltamos. Achamos uma mesinha no jardim feita pra nós.
Foi bom.
Retornamos em agosto e queremos voltar mais vezes!

A pandemia mudou muitos dos nossos hábitos, para sempre.
Mesmo com a diminuição de casos, mantivemos alguns comportamentos essenciais.
Mas, apesar de todos os cuidados, pegamos Covid em outubro.
Foi a única vez.
Ô sorte!

E que venha agora o novo ano, com mais coisas boas que ruins. 🤞


domingo, setembro 12, 2021

Ousadia


Janeiro de 2020


Depois de ensaiar por mais de um ano, decidi pedir as contas na “firma”.


Isso mesmo! 


Pensavam que eu não tinha emprego fixo, né?


Tinha, sim!


Verdade que a jornada era leve: duas tardes por semana, em horário e dias não fixos e com férias a qualquer momento.


Mas era o suficiente pra me prender por aqui mais do que eu gostaria e eu tinha outros planos para 2020.


O que eu queria, mesmo, era liberdade pra flanar: ir pra Santos e ficar por lá, sem dia certo pra voltar; ir ao cinema no meio da tarde; chegar cedo e com folga para o show da noite; viajar mais ainda do que já viajava…


Comuniquei ao chefe, no caso meu próprio pai, que não queria mais aquele compromisso e já pusemos o pé na estrada: as festas de Santo Amaro/BA e a comemoração dos nossos 20 anos juntas nos chamavam...


Mal sabíamos que aquela viagem pra Bahia seria a primeira e última daquele ano. Depois dela, só mesmo um bate-e-volta ao Rio, em fevereiro, com direito a muita chuva durante a curta estadia.


Daí, pronto, o mundo começou a acabar… e ainda não desacabou!


Passados quase 18 meses, enfim começamos a ousar. 


Pic nic na praça Buenos Aires
Foto: Ana Oliveira

Primeiro atrevimento: um pic nic no parque aqui pertinho.


Fomos a pé, levando comidinhas compradas on line no Pão e Talho.


Primeira vez sem máscaras fora de casa.


Baita ousadia!


Próxima temeridade: viajar!!!!!!! Afinal nossos aniversários estão aí.


Sim, vamos viajar para destinos próximos, com hospedagem em casas escolhidas com muito critério. Descartamos condomínios, casas na cidade, hotéis…


Escolhemos casas bonitas em lugares isolados.


Nada de restaurantes no programa. Levaremos nossas comidinhas. Quem sabe pinta mais um pic nic!


Vamos de carro, evitando estradas muito complicadas e fins de semana movimentados. Temos a sorte de poder viajar durante a semana...


Assim, passaremos o meu aniversário em Serrinha, na região de Bragança Paulista, numa bela casa com vista pra represa.


Para o aniversário de Ana, tínhamos escolhido uma casa espetacular no meio da mata e perto do mar, na região de Ubatuba. Demos uma bobeada e alguém reservou o paraíso antes de nós. Acontece, né?


Ficamos bem chateadas e… decidimos reservar a casa para meados de outubro.


E pro aniversário, como ficamos?


Ah, encontramos uma casa domo super arrumadinha, bem pertinho de São Paulo. 


Domo? Isso, um domo geodésico. Uma construção arredondada como as primeiras habitações da terra.


Olha ela, a Casa Domo Brasil
Foto do https://www.airbnb.com.br/

E lá vamos nós!


Nada mal para uma dupla que queria viajar, viajar e viajar e foi surpreendida por uma pandemia sem fim, não é mesmo?


terça-feira, junho 15, 2021

15 meses

Quanta coisa passou nesse tempo. 

Sustos, surpresas, esperanças, limitações, novos hábitos… 

Acompanhando os acontecimentos, fomos entendendo que a coisa não seria rápida, nem fácil. Não foi, nem está sendo, tranquilo para os cidadãos que têm um governo amigável, atento. Que dirá pra nós, brasileiros, sujeitos às mais desanimadoras notícias a cada amanhecer. 

Temos ficado o máximo possível dentro de casa. 

Compras só pela internet. Shows só nas telinhas. Encontros com amigos e familiares só nas calls. Treinos só on line. Viagens só na lembrança e na imaginação. 

Por sorte temos janelas ensolaradas, ar e luz circulando pela casa o dia todo. 

A faxineira, que vinha quinzenalmente, foi dispensada e a limpeza da casa passou a ser de nossa responsabilidade. E, vejam só, a casa tem estado até mais limpa do que antes, já que as faxinas  são feitas com mais frequência.

O ferro de passar, que era manejado também pela faxineira, não foi ligado nesses 15 meses. E nem faz falta, viu! 

E as novas rotinas? São tantas: 

Roupas e sapatos pra ficar em casa e pra ir à rua. 

Máscaras para entregar o lixo pro funcionário que passa diariamente pra recolher. 

Máscaras para pegar as compras que chegam, todas, pelo elevador, encaminhadas pelos porteiros do prédio. 

Máscaras poderosas para ir à rua. 

Pano úmido com água sanitária na porta de entrada. 

Higienização rigorosa de tudo o que chega da rua. Embalagens recebem névoas de álcool 70%. Frutas e legumes vão para a pia para um banho com esponja e sabão. Verduras passam um tempinho na água sanitária diluída. Sacos plásticos que serão reaproveitados na cozinha também tomam banho na solução água + água sanitária. Aliás, gastamos rios de água sanitária para desinfetar as coisas e para manchar as roupas… 

A cozinha e o bar estão por conta da Ana. De lá saem comidinhas caprichadas, pães maravilhosos, drinks criativos y otras cositas más… Mas há uma regra: álcool só nos finais de semana. 

 A TV, que quase nunca era ligada, agora tem função todas as noites. O que a gente vê? Séries, fimes, algum show e só. 

Notícias chegam pela internet, principalmente pelas redes sociais. Mas outra regra é não ler noticia ruim à noite. 

Nos primeiros tempos, dávamos voltas no terraço do prédio, buscando sol e movimento. Depois começamos a caminhar na rua. Ultimamente, temos preferido caminhar no Parque da Aclimação. 

Entre todas essas andanças, já contabilizamos quilometragem equivalente a seis maratonas, ou seja 6 x 42,195, o que totaliza 253,17km caminhados, com alguns momentos de corridas. Não é fácil! 

Ontem, no Parque da Aclimação, dando início à 7a. maratona da pandemia.

E vamos inventando coisas: Começamos a cultivar gerânios e nossas floreiras estão alegres; montamos alguns quebra cabeças, o último tinha 2000 peças e levamos quase três semanas pra terminar… 

Fomos algumas poucas vezes a Santos, sempre rapidinho. Aqui em São Paulo, tudo é mais fácil pra nós. Sem contar também que aqui estamos mais disponíveis para alguma emergência. 

Médicos, exames, dentista e cabelereiro ficaram adiados para o segundo semestre, quando Ana já terá completado as duas doses da vacina AstraZeneca. Até lá, mesmo estando eu em dia com as duas doses da CoronaVac, vamos manter o isolamento. 

Resistiremos! 

Até quando?

segunda-feira, fevereiro 15, 2021

Tempos difíceis

E foram dias, semanas, meses... muitos!

Completamos, hoje, 11 meses em casa.

Primeiro veio a ideia de que seria um pequeno sacrifício, coisa passageira.

Não foi!

Depois as rotinas forçadas.

Fazer o quê?

Lives de artistas queridos, também presos em suas casas e longe de seus palcos e de seu público, alegraram muitas dessas infindáveis horas de isolamento. Mas até isso vai cansando... artistas e fãs. Chegou o momento de selecionar, priorizar.

Séries, entrevistas, podcasts, conversas on line, exercícos físicos, afazeres domésticos, caminhadas mascaradas... tudo tem seu lugar e sua importância.

O melhor de tudo é ter com quem contar: saber que tem alguém do lado que aguenta a barra junto.


E veio o tempo de decidir o que poderia ser considerado indispensável, supérfluo: muita coisa, quase tudo.

Dentista, cabeleireiro, oftalmologista, passagens aéreas, amigos, consertos & concertos... ficaram presos nas malhas do depois.

Até que aconteceu: pai doente!

E então, ambulância, pronto socorro, internação, acompanhantes, farmácias, lojas de produtos hospitalares, consulta médica...

Tá passando, espero!

Vai passar, quero!

Não vejo a hora de voltar pro isolamento, pro #ficaemcasa, esperando as duas doses de vacina a que cada um de nós terá direito nesses tempos difíceis.

Vamos em frente, fazendo nossas as palavras de Bethânia na live desse final de semana:

Foto e montagem: Ana Oliveira


quinta-feira, dezembro 31, 2020

Breve resumo de 2020



Até março, nossa vida foi bem normal.

No final de janeiro cortamos os cabelos e partimos pra nossa quase tradicional viagem à Bahia. Fomos ver o fevereiro em Santo Amaro e comemorar nossos 20 anos juntas!

E - sorte! - fizemos a loucurinha de interromper a viagem para voltar a São Paulo por um dia pra festa de 15 anos do Viaje na Viagem.

Em fevereiro, fizemos uma viagem rápida ao Rio pra ver o Show de Verão da Mangueira.

Vimos os shows de Chico César em janeiro, lançando seu disco "O amor é um ato revolucionário",  mas o último show que vimos foi o do Teago Oliveira, no Sesc 24 de maio, no primeiro dia de março.

Em 13 de março, recebemos Marcie e Julie aqui em casa, pro almoço. Foram as nossas últimas  visitas.

Para o dia  14 de março, tínhamos ingressos comprados desde o final de 2019 para ver Bethânia no antigo Credicard Hall, hoje Unimed Hall. O show foi suspenso.

Na manhã do sábado, dia 14, já meio amedrontadas, atravessamos a rua e fomos à Ocupação 9 de julho, pra ver e fotografar um voo da Sandra Miyazawa, em homenagem a Marielle, no aniversário de sua morte.


Pronto, chegou o 15 de março, domingo.  

O vírus já estava circulando há uns dias e fizemos nossa última saída, rapidinha e sem máscara. 

E aí começou o #fiqueemcasa, que já dura 292 longos dias...

Tínhamos três viagens preparadas, com voos comprados, hoteis reservados, ingressos comprados... 

Cancelamos tudo!

No comecinho de março, começamos aulas com a Thaís, nossa personal trainer. As aulas seguiram via internet, duas vezes por semana, sem nenhuma falha.

Nessa vibe de exercícios físicos, começamos a fazer caminhadas no terraço do prédio e, mais tarde, nas ruas da vizinhança. Já caminhamos 210 km, o suficiente para configurar 5 maratonas!!!


As idas a Santos, nesse período, contam-se nos dedos de uma mão, infelizmente: foram só 5.

Supermercados e lojas, nunca mais! Só mesmo idas à ótica pra resolver problemas com óculos. Na minha lista devo acrescentar uma necessária visita à dentista.

Chegaram nossos aniversários, setembro e outubro. E as comemorações foram em casa, uma procurando agradar e surpreender a outra. 

Outubro e novembro trouxeram as eleições municipais. Nos iludimos com uma possível vitória da esquerda em São Paulo. Que nada! 

Minha família: pai, madrasta, irmãos e sobrinha, espalhados pelo mundo, tem se reunido pelo Skype semanalmente. Todo domingo tem live familiar, dando conta do que fizemos durante a semana e ouvindo versos do meu pai.

Presas em casa, nos dedicamos a leituras, muitas séries e filmes nos serviços de streaming e muitas lives dos artistas queridos.

Ana se especializou cada vez mais na arte da panificação: fez uma média de 6 pães por mês, para consumo da casa (foram cerca de 72, no ano).

Mesmo com todo essa produção, mantivemos o peso estável: não engordamos, o que não deveríamos mesmo, mas também não emagrecemos, o que teria sido bom.

Mantivemos uma bela disciplina etílica: drinks só nos fins de semana.


E nos dedicamos também a cuidar da horta e do jardim que ficaram exuberantes.

Enfim, tá chegando 2021 (com vacina, esperamos!) e nós sobrevivemos. 

Já é muito!



domingo, março 24, 2019

Na ocupação

Hoje faz um ano que viemos morar no centro de São Paulo.

Um ano de novas experiências, novas descobertas.

Um ano "fiscalizando", das nossas janelas, a Ocupação Nove de Julho.

Já teve festa, show, almoço, exposição, gravação de videoclipe.

Daqui do alto, acompanhamos a pintura do muro, o trabalho na horta, a movimentação dos moradores.

Foto: Ana Oliveira

Hoje teve almoço na ocupação. Quem cozinhava era a Neka. Aquela Neka, a Neka Menna Barreto, a dos banquetes, sabe?

Fui lá, como já fomos outras vezes. A comida estava deliciosa e a casa, cheia.

Depois de comer, fiquei ali no pátio, vendo quem entrava e quem saía. Muita gente!

Vai daí que passa uma das voluntárias (há muitas e muitos, principalmente em dias de almoço) convidando para uma visita guiada ao prédio. Opa! Presente!

Os interessados, nos reunimos na entrada e esperamos pela Selma, uma moradora que fez o papel de guia nessa aventura pelo prédio dos anos 40.

São 14 andares, mas os elevadores não funcionam. Fomos pelas escadas.

O que já vai logo chamando a atenção é a limpeza das escadas e dos corredores. Tudo antigo, com marcas do tempo, do uso e do desuso, mas tudo limpo e organizado. 


São 130 famílias morando ali.

Selma nos contou que para ser admitido como morador é preciso aceitar e cumprir regras: "homem que bate em mulher tá fora!" Drogas e bebida não são permitidas.

A boa convivência é incentivada. Há coordenadores por andar e qualquer desavença é tratada em reunião com os envolvidos, além das reuniões periódicas com todos os moradores.


A brinquedoteca é uma graça. Tudo organizado. Ali fazem atividades para as crianças e há pessoal voluntário para cuidar dos pequenos no caso de a mãe precisar se ausentar.

No mesmo ambiente, está uma pequena biblioteca infantojuvenil. Tudo conseguido através de doações.

Selma nos levou à casa dela, no 8º andar , ou será no 9º? Perdi a conta...

Pequena, mas toda arrumadinha. Sala com TV, quarto do neto todo enfeitado com motivos infantis, máquina de costura e uma área externa de onde se vêem... as nossas janelas.

É ali: três janelas clarinhas, no penúltimo andar, à esquerda,
acima do único toldo que se vê na fachada.
Visitamos também um apartamento que está em reforma. Os moradores trabalham em esquema de troca: um ajuda o outro fazendo aquilo que sabe. Nessa reforma, o marido da Selma está ajudando na parte elétrica. E eles também tiveram ajuda de outros moradores quando estavam reformando o deles.

Enfim, uma comunidade de gente como a gente. 

terça-feira, outubro 16, 2018

Oi, sumida!

Então, já vivemos mais de dois terços de 2018 e nada de postagem por aqui! 😱
Bom, vou fazer um resumo do que rolou e, depois, tento contar as viagens com mais detalhes. 🤞
Começamos o ano com a tarefa de reformar o novo apartamento e só demos conta disso no final de março, quando enfim mudamos pro novo endereço. 👯‍♀️
Durante o período das obras, demos duas escapadinhas ao Rio de Janeiro: uma em fevereiro, pra ver Gil cantando no Circo Voador e outra em março, pra ver Bethânia cantar no Vivo Rio.
Nesse meio tempo, algumas idas e vindas a Santos, muita loja de materiais e eletrodomésticos e alguns shows.

E a casa nova ficou assim
Foto: Ana Oliveira

O que você leu até agora, foi escrito no início de setembro... 
Hoje, 16 de outubro, retomo o post.
Será que agora vai?

E depois? 
Depois veio tanta coisa... 

De viagem, tivemos:

Uma viagem a Paris e Lisboa, que quase não aconteceu por conta de doença em família.
Bahia pra ver Chico e Rita cantarem em Mucugê.
Aniversário coletivo em Visconde de Mauá/RJ.
Aniversário da Ana em viagem rapidinha a Piedade/SP


De shows:

Vários do Chico César e um do Chico Buarque
Alguns da Rita Benneditto e mais um da Maria Bethânia, dessa vez com Zeca Pagodinho.

E teve muita política:

Assassinato de Marielle Franco
Prisão de Lula
Muitas manifestações pelas ruas.
E eleições...

E no meio disso tudo, seguem os compromissos familiares agravados por doença e idade, a tarefa de alugar o apartamento de onde saímos (que já nem é mais nosso...), o clima entristecedor da situação do país e uma fascite plantar bem chatinha que ainda assombra meus passos.

De bom, a nossa cumplicidade e o carinho dos amigos que volta e meia aparecem pra nos ver e conhecer a casa nova.

E assim, a gente vai levando...

Visconde de Mauá set/2018
Foto: Vilma Queiroz


domingo, dezembro 31, 2017

2017 em 12 selfies



Janeiro em Milão
O ano começou com a perspectiva da viagem à Índia.
Milão foi escolhida como primeira escala. Coisas de quem viaja com milhas... 😜
Aproveitamos pra rever o alto do Duomo e pra conhecer a “Santa Ceia”.


Fevereiro em Varanasi
A viagem pela Índia foi um sucesso. E deixou saudades.
E ainda teve o Nepal, na sequência. 😍


Março em Recife
O motivo da viagem foi ver Dona Maria cantando, mas aproveitamos pra dar uma olhadinha no edifício que serviu de cenário para o filme Aquarius. 🎬


Abril em Santos
Viajar de navio levando mãe e pai já virou tradição. Dessa vez fomos com o MSC Preziosa, parando em Búzios e Balneário Camboriú. 🚢


Maio em São Paulo
Já tínhamos visto a exposição de Yoko Ono quando estreou em Buenos Aires. Quando “O céu ainda é azul, você sabe...” chegou ao Tomie Ohtake, voltamos. 🌌


Junho em São Paulo
Parada gay? Essa a gente não perde! Esse ano foi em cima do trio elétrico. 🌈


Julho em São Paulo 
Procurando um novo lugar pra morar na metrópole, despertamos para as joias arquitetônicas da cidade. 
Uma das curiosidades era conhecer o conjunto de edifícios “Três Marias”. Fomos e registramos. 🏡



Agosto em Quito
E pra não perder o costume, uma viagenzinha de tiete: Quito pra ver Chico cantar. 💖
Acabamos nos apaixonando pela cidade.


Setembro em Santos
A diva veio cantar na nossa (segunda) cidade. Não dava pra perder, né? 🎤
E ainda tivemos direito ao camarim!



Outubro em Machu Picchu
Voltamos ao Peru para comemorar o aniversário  da Ana. 
E a velha montanha não nos escapou dessa vez... 🏔



Novembro no Rio de Janeiro
Viagem relâmpago pra ver mulheres que fazem poesia. 🛫



Dezembro em Santos
A varanda santista faz seis anos! 🎂

sexta-feira, abril 17, 2015

De um mês pra cá

Prestando contas do último mês:

15 de março de 2015

Era dia de manifestação. Alguns brasileiros prometiam movimentar o país.
Tínhamos ingressos, comprados em novembro de 2014, para ver Maria Bethânia no longínquo HSBC Brasil.
Pra escapar da possível confusão, fomos direto de Santos para o já conhecido Mercure Nações Unidas. De lá pro HSBC é um pulinho. Fomos a pé.
O show foi um primor.
Testamos nossa paciência na fila pra entrar no camarim. Conseguimos.
Dona Maria foi simpaticíssima.
Ó o resultado:

Eu não contei procês que, no camarim de Maria Bethânia, rolou uma cena muito linda. Contei pra ela, antes de pedir autó...

Comigo a coisa não foi tão, digamos, íntima, mas nem por isso foi menos emocionante. Na hora da foto a diva disse que meu cabelo é show... Ui!


17 de março de 2015

Passadas as emoções do show e do encontro com a diva, a vida voltou ao normal e chegou a hora da primeira revisão do carro. Lá fui eu para a concessionária Citroën mais acessível de casa: a Saint-Etienne.
Bem, eu já conhecia aquela oficina. Não gostava nada do atendimento, mas em nome da acessibilidade, lá fui eu. E me surpreendi! 
Sim, foram muitas surpresas: atendimento bem amável, preços altíssimos, rapidez dos serviços, mas... nenhuma das minhas reclamações sobre o carro foi resolvidas. 
Saí de lá no dia seguinte com os mesmos barulhos no teto e o mesmo tapete enroscando no pedal. #coisas da vida

20 de março de 2015

Março foi mesmo um mês de bons shows.
Dessa vez fomos duas noites ao Auditório Ibirapuera ver Ceumar e Juçara Marçal. Delícia!
Olha a gente aí, na foto do Daniel Kersys com as divas:


25 de março de 2015

Era quarta-feira e embarcamos no navio Costa Favolosa pra um passeiozinho com nossos pais octogenários. Ana com a mãe dela e eu com meu pai. Presente de aniversário para eles, que aniversariam em abril. 
Cruzeiro curtinho. Fomos até Porto Belo/SC e Ilha Grande/ RJ. 
No domingo pela manhã já desembarcávamos felizes em Santos.
Aí está nossa selfie:


E aqui ainda tem um pequeno álbum dos melhores momentos da viagem.

04 de abril de 2015

Bem que eu disse que foi um tempo de shows.
Fim de semana com mais Ceumar. Dessa vez, nossa queridinha mostrava seu último trabalho: Silencia, no SESC Vila Mariana
Teve dois shows... e nós fomos nos dois, claro!
Taí o álbum de fotos feitas por Ana, que era fotógrafa credenciada pelo SESC, coisa rara.

07 de abril de 2015

Escolhemos esse dia especial pra experimentar o Espaço Girassol.
Compramos um pacotinho de massagem em dupla e passamos três horas por lá, relaxando com música suave, entre a maca e a banheira com óleos essenciais e luzes coloridas.

08 de abril de 2015

Desde fevereiro estamos preparando uma viagenzinha para junho. Passagens, pacote, hoteis, trens... Tá quase tudo pronto.
Vai ter Alemanha, Croácia, Itália e França. 
A parte central da viagem será a Croácia. Vamos com um pacote da Freeway.
Dentre os preparativos, fomos a uma palestra sobre o destino, promovida pela própria Freeway, na Livraria Cultura. 
Foi essa aí:


A parte do Milan Puh foi bem interessante. Ele apresentou trechos literários relacionados com vários lugares por onde passaremos durante a viagem. #eugostei

E o mais importante desse período: Ana deu o start para o modo aposentadoria!
Olha só a carinha de felicidade da quase aposentada:


quinta-feira, março 05, 2015

Comemorando sempre

Há 15 anos, o início de fevereiro é tempo de festa pra nós.
Foi num 7 de fevereiro que começamos nosso relacionamento e, dali em diante, a cada ano comemoramos a data. Algumas vezes viajamos, outras ficamos por aqui mas sempre preparamos programas especiais pra celebrar.

Ó a gente comemorando em Barcelona, em 2006,
num apê que chamávamos de nosso naqueles dias.

2007, festinha singela no hotel, numa tarde chuvosa, em Alter do Chão.


Bem melhor... em Canterbury, olhando a bela Catedral, em 2009.

Ano passado, quisemos comemorar os 14 anos com um passo importante: o casamento
Dia 7 de fevereiro caía numa sexta-feira, dia mundial de festa... mas não dia de casamento, no nosso cartório.
Nos casamos no dia seguinte e assim acrescentamos um dia a mais pro nosso calendário festeiro. Agora são dois dias seguidos!
Para a dupla comemoração do mês passado  15 anos juntas + 1 ano de casadas  ficamos em São Paulo.
Reservamos um quarto vip no Renaissance São Paulo Hotel.
Escolhemos o Renaissance porque queríamos dar um rolê no Bloco Soviético que saía do Tubaína Bar, ali pertinho, na tarde do sábado. 
Quando lemos esse post do blog Falando de Viagem, mostrando o Clube Lounge, um lugarzinho bacana onde você pode ficar o quanto quiser, com comes&bebes&wifi&vistabonita o tempo todo, achamos bem interessante poder estar ali e decidimos pelo quarto vip, que era a primeira categoria que dava acesso ao Clube. Decisão acertadíssima!
Chegamos cedo e, no check-in, comentamos com o recepcionista Carter que estávamos comemorando nosso casamento. Os olhos dele brilharam! Depressinha ele nos levou para o Clube Lounge com a promessa de conseguir um quarto melhor, já que o que havíamos reservado ainda não estava disponível.
E Carter não deixou por menos: nos brindou com uma Suite Vinoy, chocolates, uma garrafa de champanhe e muita cumplicidade.


Quando voltamos do Tubaína, encontramos o banheiro decorado assim, ó:


Nos deliciamos com tudo: upgrade, atenções, lounge... Foi uma comemoração e tanto.
No dia seguinte, depois do checkout, ainda aproveitamos o lounge por mais um bom tempo e voltamos pra casa felizes.
As comemorações foram encerradas com um bom jantar no A Bela Sintra.
Ano que vem tem mais!