quinta-feira, março 30, 2006

Infinito portátil - o show

Foi ontem, no teatro do Hotel Crowne Plaza.
Tapete branco no palco, todo mundo descalço e vestido de branco. Casa cheíssima. Tinha até gente sentada no chão.
Rubi estava em plena forma. Cantou como nunca, uma música grudada na outra, o público nem tinha oportunidade de bater palmas. Quando deu uma brechinha foi um aplauso sem fim.
Além das músicas do disco, cantou outras que nunca ouvimos na voz dele. Por exemplo, Blues da piedade, do Cazuza e Por tudo o que for, do Lobão. Aí está a foto que tirei do roteiro de um dos músicos.

Ceumar participou também. Vestida de branco, entrou no palco com um ramo de flores e entregou ao Rubi. Juntos cantaram Tristeza e uma versão que eu não conhecia daquela música Tiro ao Álvaro, do Adoniran. A melodia era a mesma mas as palavras eram bem outras: falavam de amor.

Rubi voltou para o bis duas vezes.
E, claro, após o show apareceu no saguão para o costumeiro "beija-mão".
Foi assim... simplesmente emocionante!

terça-feira, março 28, 2006

De praia em praia

Falemos de cidades à beira-mar: Sitges, Torremolinos e Marbella, todas na Espanha.
De Barcelona a Sitges, é um pulinho. Fomos de trem. A cidadezinha é linda, com ruelas estreitas que vão dar no mar. Chegamos na hora da "siesta". Tudo estava tranqüilo. Comércio fechado. Fomos andando, andando ... e demos com a igreja, no final da rua principal. Por uma fresta se via o mar. Impossível não lembrar do Rooms by the sea de Hopper, reproduzido no início desse texto. Ana se superou reproduzindo a cena.

Sitges nos encantou... Mar, palmeiras, sereia e até um gatinho preto posando para as lentes de Ana.

Nosso parco catalão nos diz que "no embruteu les parets" é uma advertência contra as pichações nos muros. Mas a foto gerou polêmica no fotoblog de Ana. Houve até quem dissesse que a tradução era: " não perturbe o gato"...
Torremolinos fica pertinho de Málaga... Chovia. Mas nem por isso deixei de fotografar Europa, a filha do rei da Síria, montada no touro branco em que se transformou Zeus para conquistá-la.

A cidade fica no alto. Para chegar até a praia, há que se descer por uma longa e estreita rua-escadaria, onde fica a Bodega Quitapeñas, com seu belo painel de azulejos.
Não podemos dizer que a chuva nos atrapalhou: pelo contrário, suas gotas e poças nos proporcionaram belas imagens de estátuas e flores.

Marbella, visitamos de passagem, a caminho de Ronda. Encontramos um restaurantezinho agradável à beira-mar e nos juntamos às gordinhas da decoração... Quase passamos despercebidas!

Essas e outras fotos estão aí:

sexta-feira, março 24, 2006

De Barcelona a Málaga, via Milão

Chegamos a Barcelona num movimentadíssimo final de tarde de sábado. A Rambla estava quase intransitável.
No hostal nos ofereceram a oportunidade de ficar em um apartamento, a duas quadras da Rambla. Aceitamos sem pestanejar. Vejam a localização:

Já no dia seguinte pela manhã fomos rever o Palau de la Música Catalana, onde haveria um concerto. Foi então que conhecemos o violinista Ara Malikian, lindo e talentoso, que já apareceu em páginas anteriores desse blog. Aí vai o link pra quem quiser ver, ou rever:
Fotografamos o Palau por dentro e por fora, registrando sua suntuosidade e colorido.
Barcelona não era novidade pra nossas lentes, por isso as dirigimos para focos menos usuais: uma confeitaria antiga, um prédio adornado com sombrinhas japonesas, o horizonte tingido pelas cores do pôr-do sol em plena Rambla, um monumento moderno contrastando com os velhos edifícios da Barceloneta.
De Barcelona seguimos para Milão, onde enfrentamos o dia mais frio de nossa temporada no inverno europeu. Ali nos esperavam Leonardo, eternizado em pedra, fitando dia e noite o Teatro Scala, além de Chico César e Ray Lema, que cantavam juntos no Teatro Dal Verme, levando aos ouvidos milaneses a música do Brasil e do Congo num espetáculo inesquecível. Esse episódio também já foi narrado nesse blog, ainda no calor da hora...

Nosso próximo destino foi Málaga, na costa sul da Espanha. Lá contemplamos por fora e por dentro a bela catedral apelidada de "La Manquita". O motivo? A igreja tem apenas uma das torres. A segunda nunca foi terminada...
Para nos aquecer do frio das noites malagueñas, nos tornamos clientes freqüentes de "La Tetería", onde, a cada noite, provávamos chás deliciosos. Na tentativa de eternizar esses momentos, trouxemos pra casa um pedacinho da casa de chá:

Ainda em Málaga, visitamos a Alcaçaba e o Castelo de Gibralfaro, sinais da presença árabe no sul da Espanha.

Fotos desse trecho da viagem:

segunda-feira, março 20, 2006

Palma de Mallorca

Acostumadas à vida insular, dos Açores rumamos para as Baleares. Visitamos Palma, na Ilha de Mallorca.
A cidade nos surpreendeu positivamente, com seus prédios antigos e imponentes e sua catedral magnífica - por dentro e por fora - que podíamos ver do terraço do Hostal Apuntadores, onde nos hospedamos por obra e graça do acaso... e da internet.
A foto, tomada numa exposição na "lonja" de Palma, ilustra o poema " Mulheres correndo, correndo pela noite", Herberto Helder:

"O rosto no meio das letras, sufocado a um canto, de repente."
Mais fotos podem ser vistas no álbum abaixo:
Palma de Mallorca - Espanha

quinta-feira, março 16, 2006

Teatros do Espírito Santo

Os coloridos impérios ou teatros do Espírito Santo que quebram a brancura das freguesias terceirenses, são uma das formas mais acabadas e interessantes da arquitetura popular açoriana e das peculiaridades da sua forma de viver e sentir.

Cada freguesia - veja no mapa acima - tem um ou mais impérios. São mais de cinquenta. Remontam, na sua maioria, ao séc. XIX - substituindo os primitivos impérios, parte dos quais seriam, como se supõe, de madeira e desmontáveis.

Os impérios têm no topo da fachada a pomba branca ou a coroa, apresentam sempre três vãos frontais, com uma porta central ladeada por janelas e são elevados em relação ao nível da rua.

Anexas aos impérios encontram-se as "despensas", onde se guarda o pão, a carne, o vinho que vão ser utilizados nos festejos, quando a sopa do Divino Espírito Santo, a alcatra, o pão e o vinho são distribuídos a todos os participantes.

Quando estivemos na Ilha, comemos a "alcatra" - um dos pratos típicos de lá. Trata-se de um cozido de carne com vinho, feito em panela de barro. Bom!!!! Lembra um pouco o barreado que se come lá pelas bandas de Morretes, no Paraná.

Na Ilha Terceira culto ao Divino Espírito Santo se realiza, num período de oito semanas. Desde na Páscoa até o domingo da Trindade.

Há todo um calendário de eventos tradicionais que compõem esses festejos. Quem tiver curiosidade de saber mais sobre a festa e/ou sobre a Ilha Terceira, pode visitar o seguinte site:

Ilha Terceira 

Em nosso recorrido pela Ilha, Ana fotografou todos os impérios pelos quais passamos. Eu também fotografei alguns...

Confiram!

                     
Impérios