segunda-feira, fevereiro 15, 2021

Tempos difíceis

E foram dias, semanas, meses... muitos!

Completamos, hoje, 11 meses em casa.

Primeiro veio a ideia de que seria um pequeno sacrifício, coisa passageira.

Não foi!

Depois as rotinas forçadas.

Fazer o quê?

Lives de artistas queridos, também presos em suas casas e longe de seus palcos e de seu público, alegraram muitas dessas infindáveis horas de isolamento. Mas até isso vai cansando... artistas e fãs. Chegou o momento de selecionar, priorizar.

Séries, entrevistas, podcasts, conversas on line, exercícos físicos, afazeres domésticos, caminhadas mascaradas... tudo tem seu lugar e sua importância.

O melhor de tudo é ter com quem contar: saber que tem alguém do lado que aguenta a barra junto.


E veio o tempo de decidir o que poderia ser considerado indispensável, supérfluo: muita coisa, quase tudo.

Dentista, cabeleireiro, oftalmologista, passagens aéreas, amigos, consertos & concertos... ficaram presos nas malhas do depois.

Até que aconteceu: pai doente!

E então, ambulância, pronto socorro, internação, acompanhantes, farmácias, lojas de produtos hospitalares, consulta médica...

Tá passando, espero!

Vai passar, quero!

Não vejo a hora de voltar pro isolamento, pro #ficaemcasa, esperando as duas doses de vacina a que cada um de nós terá direito nesses tempos difíceis.

Vamos em frente, fazendo nossas as palavras de Bethânia na live desse final de semana:

Foto e montagem: Ana Oliveira


quinta-feira, dezembro 31, 2020

Breve resumo de 2020



Até março, nossa vida foi bem normal.

No final de janeiro cortamos os cabelos e partimos pra nossa quase tradicional viagem à Bahia. Fomos ver o fevereiro em Santo Amaro e comemorar nossos 20 anos juntas!

E - sorte! - fizemos a loucurinha de interromper a viagem para voltar a São Paulo por um dia pra festa de 15 anos do Viaje na Viagem.

Em fevereiro, fizemos uma viagem rápida ao Rio pra ver o Show de Verão da Mangueira.

Vimos os shows de Chico César em janeiro, lançando seu disco "O amor é um ato revolucionário",  mas o último show que vimos foi o do Teago Oliveira, no Sesc 24 de maio, no primeiro dia de março.

Em 13 de março, recebemos Marcie e Julie aqui em casa, pro almoço. Foram as nossas últimas  visitas.

Para o dia  14 de março, tínhamos ingressos comprados desde o final de 2019 para ver Bethânia no antigo Credicard Hall, hoje Unimed Hall. O show foi suspenso.

Na manhã do sábado, dia 14, já meio amedrontadas, atravessamos a rua e fomos à Ocupação 9 de julho, pra ver e fotografar um voo da Sandra Miyazawa, em homenagem a Marielle, no aniversário de sua morte.


Pronto, chegou o 15 de março, domingo.  

O vírus já estava circulando há uns dias e fizemos nossa última saída, rapidinha e sem máscara. 

E aí começou o #fiqueemcasa, que já dura 292 longos dias...

Tínhamos três viagens preparadas, com voos comprados, hoteis reservados, ingressos comprados... 

Cancelamos tudo!

No comecinho de março, começamos aulas com a Thaís, nossa personal trainer. As aulas seguiram via internet, duas vezes por semana, sem nenhuma falha.

Nessa vibe de exercícios físicos, começamos a fazer caminhadas no terraço do prédio e, mais tarde, nas ruas da vizinhança. Já caminhamos 210 km, o suficiente para configurar 5 maratonas!!!


As idas a Santos, nesse período, contam-se nos dedos de uma mão, infelizmente: foram só 5.

Supermercados e lojas, nunca mais! Só mesmo idas à ótica pra resolver problemas com óculos. Na minha lista devo acrescentar uma necessária visita à dentista.

Chegaram nossos aniversários, setembro e outubro. E as comemorações foram em casa, uma procurando agradar e surpreender a outra. 

Outubro e novembro trouxeram as eleições municipais. Nos iludimos com uma possível vitória da esquerda em São Paulo. Que nada! 

Minha família: pai, madrasta, irmãos e sobrinha, espalhados pelo mundo, tem se reunido pelo Skype semanalmente. Todo domingo tem live familiar, dando conta do que fizemos durante a semana e ouvindo versos do meu pai.

Presas em casa, nos dedicamos a leituras, muitas séries e filmes nos serviços de streaming e muitas lives dos artistas queridos.

Ana se especializou cada vez mais na arte da panificação: fez uma média de 6 pães por mês, para consumo da casa (foram cerca de 72, no ano).

Mesmo com todo essa produção, mantivemos o peso estável: não engordamos, o que não deveríamos mesmo, mas também não emagrecemos, o que teria sido bom.

Mantivemos uma bela disciplina etílica: drinks só nos fins de semana.


E nos dedicamos também a cuidar da horta e do jardim que ficaram exuberantes.

Enfim, tá chegando 2021 (com vacina, esperamos!) e nós sobrevivemos. 

Já é muito!



segunda-feira, dezembro 21, 2020

Ocupação da varanda


Essa foto que me apareceu hoje pela manhã foi feita pela Lourdes no dia em que, finalmente, ocupamos a varanda do apê santista.

Olhando pra ela me ponho a pensar nos bons momentos que esse nosso terracinho nos trouxe.

Ali desfilaram amigos, familiares, comes e bebes, descanso, flores, festas, pores de sol, amanheceres, noites, luas, marés, navios, tartarugas marinhas e até uma arraia que apareceu pra dizer um oizinho bem no início da pandemia.

Postei a foto lembrança no Facebook e meu amigo Claudio sugeriu um mural da varanda. 

De mural pra post no blog foi um pulo.

Selecionei alguns momentos na “varanda mágica”, como diz a Susy, pra comemorar esses 9 anos de ocupação.

Escolhi no Instagram e Facebook a esmo, sem nenhum critério.

Fiz uns prints meio marretas, mas assim dá pra ver a legendas escritas no calor da hora e, de quebra, alguém ainda pode se identificar em alguma curtida ou comentário.

Aí vai:
























E pra terminar:

Dezembro 2015
Foto: Ana Oliveira


Dezembro/2018
Foto: Ana Oliveira


segunda-feira, novembro 30, 2020

Quinze anos

Imagem surrupiada do site https://www.safradistribuidora.com.br

Por estas páginas já passou um pouco de tudo o que tem sido a minha vida, de uns tempos pra cá.

Viagens, shows, escolhas, reclamações, denúncias, histórias, campanhas, experiências, descobertas, dicas, músicas, decepções, alegrias, fotografias e mais um tanto de assuntos povoaram as mais de quinhentas postagens desse blog.

Nos últimos anos, por pura preguiça, falta de organização ou sei-lá-o-quê, as postagens escassearam. Faze o quê? Acontece! E nem por isso posso dizer que esqueci o blog ou o considero menos importante. 

A vida tem lá suas fases e tudo vai se acomodando de acordo com cada uma delas. 

Normal.

Fora do normal, mesmo, é o tempo que estamos vivendo: entregues a um governo execrável e expostos a um vírus funesto.

Meses e meses vendo a vida a passar pela janela, sem nenhum clarão no horizonte: o vírus parece que veio pra ficar e os maus governantes se aferram aos seus poderes. 

É nesse momento e com essa disposição que venho festejar os 15 anos desse companheiro...

Espero dias melhores, mas ainda não vejo a saída.  

Vacina?  

Eleição de candidatos comprometidos com um futuro melhor?

Que venham!



(Mas o jogo não virou...)


terça-feira, abril 14, 2020

Nada

Das belezas que Chico César está criando para esses dias! 💖





NADA

Amanhã não vai ter nada amada
Fique em casa e tome sol
Se tiver casa e sol
Que tal dance nua no quintal
Ponha a alma no varal
Guarde o verão em si

Amanhã não rola nada ainda
Fique linda pra você
Bela como a flor do ipê
Porque eu nem sei como dizer
Medo de fazer sofrer
Te querer longe de mim

Deixa que a saudade derreta
O asfalto e as antenas de tv
Deixa que a distância construa
As pontes de lembrar e esquecer

Amanhã não vai ter nada amada
Nem praia nem futebol
Isso em si não é tão mal
Que tal bote um disco bem legal
Lembre o último carnaval
Outro ainda há de vir

Amanhã não rola nada baby
Cada qual com seu rolê
Tomar banho, cozinhar, ler
Vê, tanta coisa pra fazer
E se a gente não fizer
Nem por isso vai morrer