segunda-feira, maio 16, 2011

Fim de semana agitado

Escrevo no Ipod, voltando de Assis, capítulo final da viagem que começou na quinta-feira passada com algumas aventuras extras que já foram contadas no post anterior.
Resumindo, cheguei em Londrina pelas asas da Gol. Ficamos, Ana e eu, hospedadas no Blue Tree Premium Londrina, que não correspondeu às nossas expectativas. Jantamos bem no La Gondola com amigos que vivem na cidade. Viajamos para Assis no dia seguinte e continuamos protagonizando aventuras.
Decidimos no meio do caminho que era o momento de trocar o carro. Antes mesmo de chegar em casa, paramos numa concessionária Fiat e numa loja de carros semi-novos. Não encontramos bons negócios. Pena, pensamos! E fomos jantar no único restaurante arrumadinho de Assis, o Tom.
Depois do almoço do sábado, fomos tomar café na costumeira Kopenhagen encravada no supermercado. No estacionamento, demos com um stand de uma concessionária da Citroën. Conversa vai, conversa vem, saímos de carro novo. Maneira de dizer, claro, já que o C3, que responderá pelo nome de Guedes, só será entregue na próxima quarta-feira.
A aventura do domingo ficou por conta de um cupom que Ana ganhou, valendo uma feijoada preparada por uma das lojas maçônicas da cidade. Funciona assim: domingo pela manhã as pessoas pegam sua maior panela de pressão e vão até a maçonaria trocar seu cupom por panelão de feijoada que será devorada no recôndito do lar, com um arrozinho doméstico. Panelaço diferente e divertido! E a feijoada é boa pra danar!
Mas o domingo não terminou aí. Ainda teve um belo show do Passoca, parte da Virada Paulista que estava rolando na cidade. Foi uma delícia acompanhar a narrativa da breve história da música caipira, entremeada de antológicas modas de viola, com que o simpático e talentoso Passoca nos brindou.
E pra completar a vibe aventureira, hoje a Andorinha - empresa de ônibus que tem exclusividade para transportar almas viajeiras entre Assis e São Paulo - mal saiu da rodoviária, parou por meia hora na garagem para, no final, nos transferir de mala e cuia para outro ônibus, sem a mínima satisfação.
E é desse novo/velho ônibus que escrevo, contemplando a pálida lua que já se desenha no céu nesse fim de tarde.
Tão logo eu encontre uma rede wi-fi, esse post estará ao alcance dos olhos de quem quiser lê-lo.
E quando possível for, colocarei aqui a foto da lua que acabo de clicar.

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Cumprindo a promessa!

sexta-feira, maio 13, 2011

De como chegar a Londrina... ops Assis

Sou cliente compulsória da Andorinha, já que só ela faz a rota São Paulo/Assis.
Já andei experimentando a Motta, pra variar, mas o ônibus não entra em Assis, é preciso descer na estrada, o que nem sempre é bom.
E pra variar um pouquinho mais, algumas vezes chego a Assis, via Londrina, quando encontro uma passagem aérea barata para a metrópole paranaense.
E foi assim que, aproveitando uma promoção de passagens a R$59,00 entre Guarulhos e Londrina, saí de casa hoje pela  manhã rumo a GRU. De metrô até o Tatuapé e ônibus comum até o aeroporto, em uma hora e meia eu estava na sala vip Smiles da ala internacional esperando a hora do embarque. Se for fazer esse trajeto use o ônibus 257 que é mais rápido que o 299.
O voo - 7470 - tinha como destino final Buenos Aires. Mas antes parava em Curitiba e Assunção. Meu itinerário tinha conexão em Curitiba. Mas o voo não saiu na hora certa. Curitiba não tinha condições meteorológicas para aterrissagem e não havia previsão de rápida melhora. O tempo de conexão era curto - uma hora e pouco. 
Assim, a Gol decidiu reacomodar os passageiros em um voo direto para Londrina. Só que tinha um detalhe: o tal voo sairia de Congonhas. 
A atuação dos funcionários da Gol foi exemplar. Com eficiência fomos conduzidos à área de resgate de bagagem para que os passageiros que tinham despachado suas malas pudessem reavê-las. Havia somente três passageiros sem malas, eu era um deles. Como prêmio, fomos liberados mais rapidamente e acomodados em um táxi que nos levou até Congonhas em meio ao trânsito matinal. 
Novo check-in, sala de embarque, ônibus e às 12h02 minutos, conforme o previsto, decolávamos rumo a Londrina. Chegamos pontualmente às 13h10, quando a previsão de chegada do voo com conexão era 13h15. Ganhamos, pois, 5 minutos no Paraná e um gostinho de aventura pela capital paulista.
Viva a Gol, que apesar de patrocinar o Rafinha Bastos, soube respeitar seus clientes nesse episódio.

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O post foi escrito ontem, dia do ocorrido. Mas o Blogger deu piti e ninguém pode postar nada.
Posto hoje, já instalada em Assis, onde cheguei há pouco, de carro com Ana Maria, depois de uma agradável viagem por entre os  muitos milharais que enfeitam a paisagem entre Londrina e a cidade dos três "s", com direito a parada para tortas  alemãs na Strassberg.


sábado, abril 30, 2011

Pra terminar

Vocês já sabem: voltamos a Nova York exatamente dois meses após o regresso da primeira viagem.
Fomos pra participar da  conVnVenção  que reuniu mais de 40 pessoas sob a direção da Marcie, que preparou tudo com muita eficiência. 

Voamos Avianca e tivemos alguns probleminhas... O que nos pareceu começar muito bem, com um atendente gentil que nos colocou numa poltrona na super espaçosa saída de emergência, acabou mal, como já contei aqui.
Os voos tinham conexão em Bogotá. Aproveitamos as 10 horas que paramos lá na ida para revisitar a cidade e ver o que tinha ficado pra trás na viagem anterior, em 2001. 
Animadas pelos depoimentos dos leitores do blog Aquela Passagem, pegamos um táxi no aeroporto e fomos ao Monserrate. Gostamos. Pena que o tempo nublado impedia a visão da cidade ali do alto.

Dali pegamos outro táxi para o centro e já começamos a sentir que não era tão fácil assim conseguir táxi em Bogotá. 
Queríamos ir ao Museu Botero, mas o motorista não fazia a mínima ideia sobre onde ficava. Parecia mesmo nunca ter ouvido falar no museu... 
Ficamos na Plaza de Bolívar e pergunta daqui, pergunta dali, chegamos ao museu debaixo de chuva. 
Adoramos o museu. A entrada é gratuita, o acervo é muito bom e não tem só Botero. Tem Cézanne, Dalí, Monet, Delvaux, Renoir e outros. 
Mas o que eu adorei mesmo foi ver todas aquelas gordinhas e gordinhos que brotam dos pincéis e cinzéis do artista colombiano. 
Se pegar um táxi na saída do Monserrate já foi difícil, imaginem como foi pra conseguir outro no final da tarde, centro da cidade, com chuva. Eu cheguei a pensar que não conseguiríamos chegar a tempo no aeroporto. Mas acabou dando certo e ainda tivemos tempo de tomar um lanchinho antes do embarque. Sorte, porque depois a coisa foi punk: passamos a pão e água até a manhã seguinte, incluindo o longo tempo que ficamos na fila de imigração no JFK.
Pra fazer a "travessia" entre o JFK e o nosso hotel, usamos o mesmo ônibus+van do NYC Airporter, que já tínhamos usado na viagem anterior. Eles levam de ônibus até a estação central, e dali dividem as pessoas em vans que vão até os hotéis. Funciona bem.
Bentley Hotel não é tão bonito e interessante como aparece no site. A recepção tem um quê de cafona e os quartos deixam um pouco a desejar no quesito conservação e limpeza. Nosso quarto era espaçoso e com enormes janelas, mas os vidros estavam precisando de uma boa limpeza e as cortinas, de uma passagem pela lavanderia. O banheiro tinha aquela desagradável cortina de plástico no box. As amenities eram boas mas reguladíssimas. Só fizemos jus ao kit completo no primeiro dia. Nos outros, apenas shampoo, condicionador e sabonete. Internet paga e cara. Staff, de blasé a antipático. Roupa de cama e banho de boa qualidade. E apenas UM roupão para ser disputado entre as duas hóspedes. Pra completar, uma obra embaixo da nossa janela, cujos incômodos, por sorte, só sentimos no último dia, quando permanecemos por mais tempo no hotel arrumando as malas.
A localização do Bentley tem vantagens e desvantagens. Para uma época como aquela, com gente se acotovelando nas regiões mais centrais, era um bálsamo estarmos afastadas, num canto tranquilo da ilha. Para sair e chegar de metrô, sempre tínhamos que caminhar bastante. Mas quando descobrimos os ônibus, esse inconveniente se minimizou.
Estivemos com @s amig@s da conVnVenção no primeiro encontro oficial e em alguns encontros anteriores que reuniram parte do pessoal que já estava na cidade. Nossa volta a São Paulo aconteceu na noite do segundo encontro dos trips. Como não poderíamos participar do  Harbor Lights Cruise com o grupo,  fomos até o pier para as despedidas e acabamos fazendo parte de um acontecimento inesperado, que o Riq narrou aqui.
Para o traslado hotel/aeroporto, usamos os serviços da Airport Service, que congrega vários prestadores de serviço de limousine. Tudo funcionou perfeitamente. Por 60 dólares, já incluídos pedágio e gorjeta, um motorista nos pegou no hotel e nos deixou no Terminal 1 do JFK, a nosso pedido.
Foi só chegando lá que percebemos que nosso check-in seria no Terminal 4. Engano... ou desculpa para conhecermos o AirTrain? Vocês não contavam com a nossa astúcia!
As peripécias da volta, eu já contei aqui, mas quero acrescentar que, em pesquisa para esse post final, descobri que a Sala Vip da Avianca, que achamos bem caidinha, é considerada a melhor sala vip da América Latina e Caribe. Vejam só!
No início da viagem testei um aplicativo do Ipod para postar no blog. Deu certo. Os posts anteriores foram escritos através desse aplicativo, que é bem simples. Não dá pra colocar fotos nem links, mas é interessante porque dá pra ir blogando no calor da hora e contando como fomos parar no Harlem sem querer, os lugares por onde andamos etc.  Na volta, fiz uma revisão deles, acrescentando apenas os links.
Fotos, algumas, estão aqui, aqui e mais aqui. Mas há muitas outras...
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Alguns trips, escreveram sobre a conVnVenção. Aí vai uma listinha dos que eu já tive notícia:

Do Oscar:
Da Claudia:
Da Marcie

domingo, abril 24, 2011

Pra Nova York de Avianca

Quando decidimos voltar a Nova York dois meses depois da primeira viagem, pra participar da conVnVenção, já era tarde para emitir passagens com milhas.
Procura daqui, procura dali, acabamos decidindo por um voo maluco da Avianca, via Bogotá.
A aventura incluia uma conexão de 10 horas na capital colombiana na ida e outra, de 9 horas, na volta.
Como o horário da ida era melhor, programamos uma saída do aeroporto pra visitar a cidade.
Em São Paulo, pedimos ao atendente do check-in para nos colocar na saída de emergência, onde é sempre mais espaçoso. Conseguimos!
Em Bogotá, passamos rapidinho pela imigração, deixamos as malas no bagageiro - viajamos só com bagagem de mão - pegamos um táxi e caímos no mundo.
Já sabíamos que a cidade estava caótica por conta de uma eterna obra, mas fomos assim mesmo.
Visitamos o Monserrate e o Museu Botero. Gostamos bastante! Enfrentamos uma chuvinha boa na hora de procurar um táxi para voltar, mas deu tudo certo.
No segundo voo - Bogotá/Nova York - já não tivemos tanta sorte com os lugares no avião. Viajamos apertadinhas numa poltrona comum.
O voo saiu com atraso por um problema técnico, o que ocasionou atraso na chegada e ainda mais congestionamento na passagem pela imigração americana. Mas essa história eu já contei...
Viajamos a noite toda apenas com um lanchinho mixuruca servido logo após a decolagem. Ao amanhecer, antes do pouso, nos serviram um copo de água!
Nove dias depois, chegou a hora de voltar.
O voo de volta saía às 0h55 do dia 23. Com exatas três horas de antecedência, lá estávamos nós na já longa fila do check-in, no terminal 4 do JFK.
Para atender aos poucos viajantes da classe executiva, dois guichês. Para os simples mortais da classe turística, apenas um! Resultado: uma hora e meia de fila. E bares fechados depois que nos livramos dela...
Comemos umas bolachinhas que tínhamos na bolsa e embarcamos.
Havíamos pedido as poltronas de emergência e a atendente tinha deixado subentendido que estava OK. Surpresa: as poltronas 11 E e K eram as anteriores à saída de emergência, daquelas que NÃO reclinam...
Bem, dá pra imaginar como chegamos a Bogotá na manhã seguinte, né? E a Avianca ainda nos brindou com outro copo de água como café da manhã!
Saímos direto do avião para as salas de embarque, sem direito sequer a uma escada rolante pra chegar lá em cima.
Como de praxe no El Dorado, as salas de embarque só abrem na hora do voo. Passageiros em trânsito devem se acomodar nas poucas poltronas do corredor.
Conversa vai conversa vem, descobri que portadores do cartão Diners poderiam usar a sala vip da Avianca, mas o acompanhante tinha que pagar 36.000 pesos colombianos, algo como 20 dólares. Nunca vimos isso, mas mesmo assim topamos! Afinal, tínhamos muito tempo de espera pela frente.
A tal sala vip é bem caída. Poltronas velhas, lanchinhos sem graça à vontade e banheiros em reforma, portanto fora de uso. Mas tem wi-fi sem limite de uso.
Foi ali que vivemos as quase 9 horas de espera até o embarque no voo para São Paulo.
Na hora do embarque mais um barraco: depois que todos os passageiros já estávamos na sala, fomos "convidados" a sair e formar uma fila no corredor para sermos readmitidos na sala um a um. Caprichos colombianos!
Já no avião, mais um quiprocó: as enormes - as maiores que já vimos em toda a nossa carreira de viajantes - e inúmeras malas "de mão" permitidas aos passageiros não cabiam nos bagageiros de bordo, como já tinha acontecido no voo JFK/Bogotá, em menor escala. Dessa vez, demorou pra resolver a questão.
E assim, saímos com atraso, sentadas na penúltima poltrona do avião, a 22, que, em um delírio, chegamos a acreditar que poderiam ser as da saída de emergência. Mas pelo menos elas reclinam...
Quer viajar com a Avianca? Fica, vai ter água!

sábado, abril 23, 2011

Com vista para o Central Park

No nosso último dia em Nova York, fizemos uma bela descoberta.
O Restaurante Robert, no 9º andar do Museum of Artes and Design, o madmuseum.
A descoberta foi totalmente casual. Queríamos tomar um drinkezinho olhando pro Central Park. 
Andamos, andamos... De repente, Ana olha pra cima e vê umas mesinhas lá no alto de um prédio no Columbus Circle.
Fomos conferir. Tomamos o drink e almoçamos.
Não é preciso visitar o museu, nem mesmo pagar o ingresso. Basta entrar, pegar o elevador e subir ao 9º andar. Assim que as portas se abrem, você já está no Robert, de cara com o Central Park.
Ambiente é moderno e tranquilo. Serviço razoável. Comida boa e pagável: menos de 30 dólares por um menu com entrada, prato principal e sobremesa. Olha aí o steak com fritas que a Ana comeu:

E quem, como nós, não conseguir chegar a tempo de pegar uma mesa próxima dos janelões sobre o parque, poderá se conformar com a visão de alguma partezinha dele proporcionada pelo jogo de espelhos que há no salão.
Se você for lá, não deixe de observar a iluminação pra lá de moderna. Preste atenção na faiança. E não pule o banheiro. Vá, mesmo senão estiver precisando, só por um dever turístico-investigativo. Escolha o do fundo!
Na saída passe na lojinha, no térreo. Nem precisa comprar nada. Há coisas lindas, mas meio carinhas. Na dúvida, faça como a Ana, compre uma camiseta. E saia feliz pra dar uma voltinha no Central Park.