segunda-feira, abril 20, 2009

Agora a moda é o Twitter

A primeira vez que ouvi falar do assunto foi uns dias antes de sair de viagem para o velho mundo, em janeiro desse ano.
Mas acho que estava "atrasadinha" pois a novidade não era assim tão nova...
Quem me contou foi Ana. Ela, sempre antenada, já conhecia o miniblog e ficou mais interessada nele ao ouvir a notícia de que a primeira foto do avião que teve um pouso forçado sobre o rio Hudson em janeiro/2009 veio de um post no Twitter.
Como estávamos de partida para uma viagem de 30 e poucos dias, achamos que a ferramenta poderia ser útil pra contarmos e mostramos aos amigos nossos passos nas terras geladas da Europa invernal.
E assim começou minha relação com o Twitter.
Logo depois da minha volta, recebi de Juliana, uma correspondente de Brasília, um número da Revista Pix, onde uma das matérias era sobre o dito cujo.
Logo depois, o Twitter estava na capa da Revista Época.
Enfim, virou moda!
Mas o que é o tal Twitter?
É uma espécie de blog onde, a partir de uma pergunta - O que você está fazendo agora? - os participantes são convidados a escrever sobre seu dia-a-dia, usando no máximo 140 caracteres.
Pode-se também postar fotos, músicas, links.
Fica tudo ali, exposto. Qualquer um pode ler e quem quiser pode seguir os participantes.
E há participantes de toda classe: desde os famosos até simples mortais como eu...
É possível postar pela net, pelo celular e por um sem número de aplicativos que dão acesso ao miniblog.
Bem, já deu pra ver que é uma febre.
Quer saber mais? Dê uma busca no Google e... boa sorte!
Pra me encontrar por lá: http://twitter.com/carmemsil
E mais... os meus últimos twitters aparecem aqui nesse blog, bem aí do lado esquerdo da tela.
Ô vida moderna!

domingo, abril 05, 2009

MÚSICA DA PARAÍBA HOJE... E SEMPRE

Eu já tinha ouvido falar em Pedro Osmar.
Pedro era para mim uma figura quase mítica.
Nas minhas longas pesquisas sobre a carreira de Chico César, sempre aparecia esse tal de Pedro Osmar, o guru de Chico. E o Jaguaribe Carne e toda a história da música da Paraíba.
Curiosa, andei procurando mais sobre Pedro na internet. Conheci algumas músicas, algumas idéias.
E um dia, numa participação de Chico num show no Canto da Ema, me aparece Pedro Osmar. Estava na platéia e foi convidado a subir ao palco.
Ele existia. Era de carne, osso... e barba!
De longe, fui acompanhando parte da carreira dele em São Paulo, nos últimos tempos.
Vi alguns shows, alguns projetos coordenados por ele.
Até que um dia, numa apresentação do meteórico grupo Sampapeba, em Santo André, conversamos rapidamente.
O Sampapeba apresentou-se em Assis. Conversamos um pouco mais.
Depois, Ana e eu o presenteamos com uma jóia rara conseguida havia pouco, uma cópia de um CD gravado a partir de um LP do início dos anos 80: Música da Paraíba Hoje, onde está a primeira gravação de Chico César, junto com mais outros e outras que surgiam na Paraíba naquele então... tudo com o dedo de Pedro Osmar e seu irmão Paulo Ró.
E então nos tornamos amigos.
Algum tempo depois, Pedro disse que gostaria que conhecessemos algumas coisas nas quais vinha trabalhando há algum tempo. Marcamos um encontro em minha casa.
E Pedro aparece com um punhado de novidades.
Além dos desenhos que ele vem produzindo desde que veio morar em São Paulo, trouxe também os CDs que seguiram aqueles LPs dos anos 80 (Música da Paraíba Hoje vol. 1 e vol. 2).
São 5 CDs, produzidos à custa de muito trabalho, negociação e colaboração dos amigos, onde Pedro garimpa tudo o que foi surgindo na cena alternativa musical da Paraíba e, depois, de São Paulo.
Documentos de valor inestimável.
Além de mostrar esse trabalho a Ana e a mim, Pedro queria ajuda na divulgação do material.
Topamos a parada!
E desde então temos usado os meios de que dispomos para difundir esse trabalho, enquanto esperamos o lançamento do próximo CD da série. Outro documento histórico, dessa vez mostrando a rica poesia paraibana, na voz de seus próprios autores.
O que já está aí, a música paraibana e paulista, pode ser visto e baixado, com o aval do produtor, nos seguintes endereços:
E quem quiser conhecer alguns desenhos do Pedro... estão aí:

sexta-feira, março 20, 2009

O homem que lê vale mais

Na minha infância, me lembro, essa frase aparecia na Folhinha de São Paulo, dando título a uma coluna onde se indicavam livros interessantes para crianças dos anos 60.
Quis confirmar essa lembrança e fui ao todo-poderoso Google. Nada!
Assim, a informação fica por conta da memória de uma garotinha de 10 ou 11 anos que pensa ter lido isso num jornalzinho infantil.
Tendo sido ou não título de coluna de jornal, a frase: O homem que lê vale mais é tida como dito popular - isso o Google confirma.
E se o homem que lê vale mesmo mais, o que dizer da mulher que lê?
Deve valer muitíssimo mais, claro!
Brincadeiras à parte, já fui de ler muito. Adolescente, revirava a Biblioteca Municipal Circulante do bairro do Ipiranga. A série Biblioteca das Moças era a minha predileta. Lia também o que se mandava na escola: Machado de Assis, José de Alencar, Joaquim Manuel de Macedo...
Mais tarde, descobri Agatha Christie e Simenon. Li as coleções inteiras. Confirmei então minha predileção pelo romance policial.
Daí foi um pulo para os personagens perversos e amorais de Patricia Higsmith, de quem li tudo também.
Próxima descoberta no gênero policial: Patricia Cornwell e sua Dra. Kay Scarpetta. Essa já bem mais recente, de quem venho lendo também toda a obra.
Outra descoberta: Luiz Alfredo Garcia-Roza e seus personagens e cenários cariocas. Não perdi nenhum até agora!
Entre uma descoberta e outra fui lendo mais coisas que me caíram sobre as mãos e sob os olhos. Coisas de que gostei, outras de que não gostei tanto. Leituras obrigatórias de cada época. Indicações de amigos. Romances água com açúcar. Relatos de viagens. De tudo um pouco.
E aí chegou a internet, essa devoradora do tempo da gente.
As leituras foram ficando de lado... quase esquecidas.
Não digo que não li nada desde o boom da internet, mas li muito menos, isso sim! Livros e livros, comprados ou emprestados foram se acumulando no armário.
Para 2009 tomei uma decisão: coloquei todos os livros não lidos numa prateleira bem à altura dos meus olhos. Cada vez que abro o armário dou com eles. E... mãos à obra, ou melhor, olhos à leitura!
Para a longa viagem à Europa, objeto dos posts anteriores, levei dois livros, escolhidos com a ajuda de Ana. Ambos se passavam em Paris, um dos locais a que fomos.
Bem, quem leu os posts da viagem deduziu que não houve tanto tempo para leitura. Mas iniciei um deles: O enigma de Paris.
O outro: Um livro por dia - Minha temporada parisiense na Shakespeare and Company, voltou intacto para a prateleira.
Leitura iniciada não pode ser definitivamente interrompida. Isso é regra que dificilmente transgrido.
Assim, O enigma de Paris foi retomado depois da chegada ao Brasil. Passei boas horas entretida com a narrativa de Pablo De Santis, onde a personagem Sigmundo Salvatrio conta a participação dos Doze Detetives - uma sociedade dos 12 melhores detetives do mundo - em plena preparação da Exposição Universal de 1889, em Paris.
E voltei à prateleira em busca de nova leitura. Escolhi O reino das mulheres - O último matriarcado. Um relato muito interessante feito pelo médico, fotógrafo e jornalista Ricardo Coler, quando visitou a comunidade Mosuo de Loshui, um pequeno povoado na China. Ali as mulheres mandam e os homens... obedecem. A organização familiar é totalmente diferente do que conhecemos no ocidente: a família é constituída de mãe, filhos, irmãos. Casamentos como conhecemos não existem. As Mosuo decidem inclusive com quem vão dormir a cada noite. Li as mais de 200 páginas rapidinho e voltei à prateleira.
Dessa vez, escolhi dois livros curtos para a viagem entre São Paulo e Assis que fiz ontem.
O primeiro foi Chocolate amargo, de Renata Pallottini. Li todos os poemas - mais de 70 - no ônibus, na primeira etapa da viagem. O livro é bonito e tem até cheiro de chocolate. Verdade! Estive na Editora Brasiliense há algum tempo, quando o Chocolate amargo estava sendo preparado. Já conhecia então o projeto, mas o cheirinho de chocolate foi surpresa no dia do lançamento.
O segundo livro eleito para a viagem de ontem foi Saga lusa, da Adriana Calcanhoto. Comecei na segunda etapa da viagem e já estou no meio da leitura, me divertindo com a narrativa bem-humorada que Adriana faz do surto que a acometeu numa turnê portuguesa. Será que aconteceu mesmo? Não importa, o texto é bom e divertido!
É isso: a mulher que lê vale mais!

domingo, março 08, 2009

Dia Internacional da Mulher

Para a mulheres e para os homens com alma feminina que aparecerem por aqui hoje e sempre.
e

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

De volta a Londres

Depois de todas as aventuras narradas no 12 posts anteriores, terminamos nossa viagem em Londres, no dia 20 de fevereiro de 2009.
Como nosso voo seria somente no final do dia, deixamos mais uma vez nossas malas no Royal National Hotel. Eram quase 11 da manhã, hora do check-out, e o guarda-volumes do hotel estava concorrido, com uma fila imensa. Parece que é o maior hit deixar as malas ali. Também, pudera! Com os preços dos guarda-volumes nas estações e aeroportos... Nem sei se já contei: 6 libras por volume, por dia, enquanto que no Royal National cobram 50 centavos de libra.
De metrô, fomos até a Catedral de St. Paul. O tempo estava bem melhor, embora ainda frio. Havia céu azul e sol.
A visita à catedral custava 10 libras. Achamos caro e não entramos. Afinal, já a conhecíamos de outros tempos. Nos limitamos a entrar em sua cripta transformada em restaurante. Vejam só!
Essa "moda" é bastante comum nas igrejas britânicas. Na cripta de St. Gilles, em Edimburgo, há um café. Na de St. Mungus, em Glasgow, um restaurante. Isso sem falar das igrejas que foram totalmente despidas de suas funções religiosas e hoje servem para atividades totalmente diversas: discoteca, teatro, restaurante, escritório.
Nesse final de manhã, caminhamos ainda pela margem do Tâmisa tendo como fundo a London Eye e o Big Ben.
Fomos até a Trafalgar Square, sempre cheia de gente, faça chuva ou faça sol.
Passamos pelo Palácio de Buckingham e chegamos ao Big Ben justo a tempo de ouvir as badaladas das duas da tarde.
Almoçamos pela região, num restaurante da rede Garfunkel's, cuja propaganda dizia que nenhuma viagem ao Reino Unido seria completa sem uma refeição em uma de suas unidades. A comida não era lá essas coisas, mas o ambiente era acolhedor.
Voltamos ao hotel de ônibus. Bom pra ver a paisagem!
Resgatamos nossas quatro malas e partimos para o aeroporto de Heathrow de metrô.
O Royal National tem também essa facilidade: está a uma quadra e meia da estação Russell Square, na Picadilly Line, que vai direto ao aeroporto por um precinho bem camarada de 4 libras.
Check-in feito, ficamos flanando pelo aeroporto até a hora da partida, 21h10.
Depois de algum tempo de voo, a telinha de TV do assento de Ana deixou de funcionar e junto com ela a luz de leitura, que permanecia acesa ainda que se acionasse o botão para apagá-la.
A aeromoça solicitada a resolver o problema não conseguiu nada. Pediu desculpas e se dispôs a arrumar outro lugar para Ana.
Como o avião estava cheio e os pouco assentos disponíveis eram bem ruins, Ana agradeceu e ficou ali mesmo. A comissária desviou a luz e pronto!
No mais, o voo foi tranquilo.
Ao final da viagem, a aeromoça veio com um presentinho para Ana, para compensar o incômodo: uma garrafa de champanhe francesa.
Por volta das 4 da manhã, foi servido o café. As opções eram: tortilha espanhola ou breakfast inglês. Bah!
Escolhemos o breakfast inglês. Tinha salsicha, champignon e ovos mexidos. Ficou intacto. Comemos apenas um bolinho doce e chá.
Chegamos em casa de táxi, por volta de 7 da manhã.
Surpresa: a caixa que havíamos despachado de Madri nos esperava na portaria do prédio. Ô sorte!
Final perfeito para uma viagem maravilhosa!
As fotos desse dia em Londres estão aí:
Londres, outra vez!