segunda-feira, agosto 19, 2013

Andanças pelo Reino Unido: Cardiff

E como verão é tempo de ver o mar, fomos ver as águas do Atlântico Norte nos domínios da Rainha.
Começamos com Cardiff, a capital do País de Gales.
Fizemos a viagem de trem, saindo da estação Paddington. Duas horas depois, desembarcamos na estação central de Cardiff.
O Radisson Blu Hotel é um luxo e fica pertinho da estação central. 
E a cidade é uma delicinha. Mistura antigas construções a outras, mais modernas, e o resultado é bem agradável.
Almoçamos no Prezzo, andamos pelas ruas centrais e chegamos ao castelo na hora do fechamento.
Mais tarde, caminhamos até Cardiff Bay. Dá pra ir a pé, viu gente?
Nos encantamos com o modernoso Millennium Centre e seu totem  molhado. 
Andamos pela região dos bares. Tomamos uma cerveja no Terra Nova Bar & Kitchen com vista pra baía. 
Dia seguinte, fomos ver o castelo, agora aberto, mas não tivemos vontade de entrar. Nos limitamos a ver por fora e seguimos nas andanças pelo centro até a Prefeitura.
A igreja St. John the Baptist estava em reforma, mas ainda assim dei uma entradinha furtiva e tirei uma foto da pia batismal, pra minha coleção...
Passamos pelo Mercado Central e andamos pelas galerias da cidade.
Voltamos a Cardiff Bay, dessa vez de ônibus, pra ver uma e outra coisinha no Millennium Centre. Chegamos bem no final de uma apresentação de um grupo de deficientes visuais, produzido pela UCAN.
Almoçamos no Bosphorus Turkish Restaurant na beirinha da água e ainda tivemos tempo de, na volta à cidade, comprar uns sapatinhos novos, na Hush Puppies do St. David's Shopping. Loucas por sapatos? o/
Pra despedir, tomamos mais uma cervejinha num curioso pub, frequentado por figuras também curiosas, que fica bem na frente do Radisson: o Golden Cross.
Foto: Ana Oliveira
Fim da tarde/começo da noite, voltamos à estação central pra pegar o trem pra Londres. 
Encontramos a estação toda organizada pra receber um grande número de visitantes: haveria show do Bruce Springsteen no Millennium Stadium, ali pertinho. Bem que tínhamos visto alguém do staff no hotel no dia anterior...
Não vimos o Bruce, nem o estádio, mas voltamos pra movimentada Londres, e pro novo hotel em Earl's Court, felizes com as quase trinta horas de lazer em Cardiff.
Tem mais fotos aqui!
E outras aqui!

terça-feira, agosto 13, 2013

Andanças pelo Reino Unido: Londres

Foto: Ana Oliveira
19 de julho, tarde quente e ensolarada e a gente chegando ao nosso quarto no Hotel Royal National. Que susto!
Sim, já conhecíamos o hotelzão... Ficamos lá no inverno de 2009. E como nevava, não sentimos nenhuma falta do ar condicionado... 
Agora, imaginem um quarto com janelas que não abrem, sol da tarde batendo na cama e SEM ar condicionado. Enlouquecemos! 
Pedimos pra mudar e fomos prontamente atendidas: nos deram um quarto na ala interna, com janelas para o pátio. Sem sol, mas com todo o barulho do mundo. 
De manhã cedinho, grupos de turistas iniciando passeios com guias falantes. Durante o dia, muito movimento. 
À noite, bares movimentadíssimos. 
Um pedaço do inferno!
Foi nesse cenário que vivemos por três noites e foi também ali que recebemos a triste notícia do falecimento de nosso amigo mais que querido, Senshô, o que nos tirou do eixo por um bom tempo.
Nem preciso dizer: Royal National no verão, nunca mais!
Para as outras noites nos mudamos para o The Nadler Kensington e ficamos fãs, apesar do acréscimo de 50% no nosso orçamento para diárias de hotel.
Mas... sobre hotéis, prometo um post tipo prático, no final de tudo.
A exemplo de nossa passagem por Paris, em Londres também não corremos atrás dos pontos turísticos obrigatórios, os chamados lerês. (Não sabe o que é lerê? O Ricardo Freire explica aqui, no Dicionário da Bóia.)
Andamos pelas ruas, seguindo roteiros nada lógicos, determinados no início de cada dia. A cidade estava cheíssima. Difícil caminhar pelas ruas principais sem esbarrar em muita, muita gente.
Planejada mesmo, só tínhamos uma visita a Greenwich pra encontrar a Helô e o Martin.
A Helô sugeriu que a gente fosse de barco. Topamos. Fomos... e voltamos navegando pelo Tâmisa, com belas vistas da cidade, apesar do céu cinzento.
Em Greenwich foi impossível pisar no famoso meridiano, tal era a multidão que estava por lá naquela manhã de sábado.
Ó nóis aí!
Nossos amigos nos levaram ao Cutty Sark Pub, onde, com vista para o rio, fomos iniciadas na arte de tomar Pimm's.
E... tenho que contar que ficamos viciadas na coisa e tomamos muitas outras vezes durante a estadia nas terras do Reino Unido.
Tomamos até um especial, no The Three Tuns Pub, em homenagem ao Senshô, no momento da cerimônia de sua cremação, como Ana conta nesse belo post.
É uma bebida refrescante, feita com o Pimm's propriamente dito, soda, frutas e pepinos picados. Bom, viu?
Na volta, trouxemos um litro de Pimm's pra casa... Tudo culpa da Helô e do Martin!
Nossa grande "descoberta" londrina foi a Neal Street, uma rua cheia de lojas de sapatos. Ai, ai!
Aproveitamos pra comer várias vezes no Wagamama, nosso queridinho já de outras viagens. Fomos ao Covent Garden Market, à Beatles Store na Baker Street e ao Kahve Dunyasi na Picadilly Street.
Andamos muito!
E no dia em que fomos ver - e ouvir - a exposição Vermeer & Music na National Gallery, tivemos a surpresa de ver o quarto plinto da Trafalgar Square habitado por um belo galo azul. Era a estreia da escultura de Katharina Fritsch por ali. Ô sorte!
Nossa última aventura na capital inglesa foi passar umas horinhas numa cápsula do Yotel, em Heathrow. Vimos a dica nesse post do Viaje na Viagem e fomos experimentar. Gostamos! Olha que chuveirão gostoso tem por lá:

Mais fotos... E mais...

domingo, agosto 11, 2013

Andanças pelo Reino Unido: Oxford


Começamos nosso giro pelo reino de Elizabeth II revisitando Oxford.
Já tínhamos estado ali no frio inverno de 2009
Dessa vez, vimos a cidade fervilhante, sob um lindo céu azul.
Fomos diretamente de Luton a Oxford. Foi uma boa ideia. Evitamos o caminho entre o aeroporto e o centro de Londres e desembarcamos direto no terminal rodoviário de Oxford, do ladinho do  The Bocardo Guest Accommodation, onde já tínhamos nossa reserva para aquela noite.
O The Bocardo fica justamente em cima do Jamie's Italian. Adivinha se a gente não foi jantar lá?
Pensamos também em repetir a dose no almoço do dia seguinte, mas acabamos achando a que comida do Jamie um pouco mais de óleo do que permitia nossa dieta e mudamos de planos. Almoçamos uma deliciosa comidinha natural, no descolado Vaults&Garden, nos jardins de St. Mary the Virgin, com vista para o Radcliffe Hall.
Foto: Ana Oliveira

Aproveitamos o dia longo pra andar pela cidade, rever o Wadham College que nos abrigou em 2009 e localizar outros pontos conhecidos que exploraríamos no dia seguinte.
E foi assim que revimos a Bodleian Library e a Divinity School, a igreja St. Mary the Virgin e mais outros pátios, outras igrejas, outras ruas e muita gente indo e vindo em todas as direções. Olha essa cena noturna aí do lado.
Fizemos uma e outra comprinha,  fomos ao correio expedir livros que se uniram à nossa bagagem na passagem por Lisboa, andamos e fotografamos a esmo.
Oxford no verão é uma festa!
Mais fotos, aqui.
E mais, aqui.

segunda-feira, julho 22, 2013

Portugal em três atos

I - Porto
Pelas asas da EasyJet, chegamos ao Porto num fim de tarde... ou seria um começo de noite? Difícil definir isso no verão europeu, quando o sol se põe perto das dez da noite. 
Bem, a verdade é que o sol ainda não havia  desaparecido quando fizemos o check in no Park Hotel Porto Aeroporto, que, como indica o nome, fica mesmo ali em frente ao aeroporto, a uma distância caminhável. Mas ó, se você pilota uma mala de rodinhas, prepare-se: as calçadas são recobertas de pedrinhas portuguesas! 
Nossa passagem pelo Porto foi rapidíssima.
Jantamos com Ana Luísa - amiga portuguesa - em Leça da Palmeira, uma cidade praiana bem pertinho do aeroporto.
Seguimos viagem na outra manhã.
Para colorir a curta estadia, levamos uma advertência do fiscal do metrô. Por falta de informação, compramos um bilhete errado para a área em que viajávamos. Fomos pegas em flagrante minutos antes de descer do trem em Campanhã. Foi lavrado um auto de infração e fomos orientadas a escrever um e-mail à companhia administradora do metrô para justificar a "traquinagem". Acontece...

II - Coimbra


O trem que tomamos no Porto nos deixou na estação Coimbra B. 
Nossa intenção de deixar a mala maior no guarda-volumes foi frustrada: não há esse serviço naquela estação. 
Apelamos para um táxi e em poucos minutos  estávamos diante das escadarias do Hotel Quinta das Lágrimas. 
(Sim, finalmente conseguimos usar aquele famoso voucher sobre o qual eu falei nesse post aqui.)
O hotel é muito agradável. Fazia um calor saárico. Motivos mais que suficientes pra justificar o fato de termos ficado por lá quase que a maior parte dos dois dias em que estivemos na cidade. 
Abandonamos a idéia de ir a Conímbriga. Reservamos uma manhã para explorar as velhas ladeiras de Coimbra. E curtimos nossos dias de princesas naquele palácio do século XVIII.

III - Lisboa

Quem disse que viemos à Europa só pra passear?
Não, mesmo! 
Fomos a Lisboa a trabalho. Por isso, escolhemos o Hotel NH Campo Grande, um quatro estrelas BBB, próximo da Universidade. 
Chegamos de trem na estação Entrecampos, que tem nos seus meandros subterrâneos uma saída bem na frente do hotel. Mas, desavisadas e cansadas, não tivemos paciência de procurar essa via. Acabamos saindo pelo lado errado e tomando um táxi para evitar uma caminhada sob o sol do meio-dia arrastando malas pelas calçadas de pedrinhas portuguesas, outra vez...
O taxista foi muito ético. Evitou uma volta enorme e nos deixou, de mala e cuia, a poucos passos do hotel. 
Nos dois dias em que estivemos por lá, Ana cumpriu suas obrigações profissionais no evento acadêmico e ainda arrumamos um tempinho para conhecer o restaurante Bica do Sapato, à beira do Tejo, indicação das melhores de nossas amigas Vange e Cilmara. Pena que não pudemos ficar mais tempo por lá, curtindo a paisagem. 
Na última noite da nossa estadia portuguesa, ainda tomamos um café com a poetisa Maria Teresa Horta.
Foi breve a nossa temporada de 2013 em Portugal. 
As minhas fotos estão aqui e aqui. Divirtam-se!
Mais fotos,  da Ana, aqui.

segunda-feira, julho 15, 2013

Paris sem Louvre, pode?

Parece que ir a Paris e não ver o Louvre, ou pelo menos a pirâmide que fica por cima da sua entrada, é como ir a Roma e não ver o Papa.
E o que estará reservado aos cometem  pecados como esses?
Pergunto porque, nas três vezes em que estivemos em Roma, não visitamos Sua Santidade.
Agora, acabamos de visitar Paris sem lançar nenhum olhar para a famosa pirâmide.
Confesso também que só vimos a Torre Eiffel de longe, bem longe...
Tá, podem jogar pedras!
A verdade é que já estivemos por lá umas quantas vezes (quatro, na verdade!) e achamos que poderíamos escapar desses lugares já consagrados e conhecer outros encantos da cidade.
Começamos dedicando algum tempo às estreitas ruas do Marais. Vimos a Rue des Rosiers na sua tranquilidade matinal e no seu burburinho noturno. Topamos com o Museé Carnavalet e nos encantamos com seus jardins. Comemos no Chez Marianne. Contornamos toda a Place des Vosges (e achamos que está meio decadente...). Tomamos sorvete no Amorino.
Falando em sorvete, experimentamos também o Berthillon, diretamente do fabricante, na Île de St. Louis.  
Escolhemos também conhecer algumas galerias e passagens cobertas.
Começamos pela Galerie Véro Dodat, onde comemos super bem na Brasserie que leva o mesmo nome da galeria e compramos pares de meias na Cordonnerie Minuit moins 7.
Em seguida, fomos ver os mosaicos da bela Galerie Vivienne.
A caminho da Passage Verdeau, descobrimos a Passage Jouffroy, da qual não tínhamos nenhuma informação, mas foi um super achado: há ali uma loja da La Cure Gourmand, que já conhecíamos de Madrid. Nem preciso dizer que compramos uns biscoitinhos, né?
Passeio gostoso e facinho de fazer a pé. Olha aí o mapa com os pontos assinalados:


Visualizar galerias de paris em um mapa maior

Picnic no Canal de Saint-Martin é a coqueluche desse verão parisiense. Vai chegando a hora do almoço e o pessoal vai sentando na beira do canal e tirando seus comes e bebes da sacola.
Nós fizemos também o nosso picnic. 
Singelinho, né?
Notre-Dame, também não entramos, não... Mas entramos em outras igrejas: a de St. Louis e St. Paul, no Marais; a de Saint Laurent, pertinho da Gare d'el Est e a de Saint-Julien-Le-Pauvre, em pleno Quartier Latin.
Demos uma voltinha rápida pelo Jardin du Luxembourg, num fim de tarde ensolarado, antes do jantar no Au Père Louis com Marina e Rodrigo, minha sobrinha e seu namorado, quase parisienses.
E encerramos nossas andanças numa manhã de sábado com direito a feira livre e Fromagerie Laurent Dubois em Saint German e um cafezinho sobre as águas do Sena, no Kiosque Flottant, indicação supimpa da nossa amiga Sut-Mie nesse post aqui
Partimos do Charles de Gaulle para o Porto, no fim da tarde de sábado. Nosso vôo EasyJet saiu do terminal  2, portão 56. Nunca tinha visto uma sala de embarque tão agradável: poltronas e espreguiçadeiras coloridas e até um piano vermelho à disposição dos passageiros. 
Foram apenas 69 horas em Paris, mas renderam, viu?
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Quer ver mais algumas fotos? Clica aqui! E aqui.