sábado, julho 16, 2011

Budapeste, eu gostei!

Chegamos a Budapeste num ônibus da Orange Ways, que nos deixou num cruzamento entre duas avenidas grandes, embaixo de um viaduto, na frente de um estádio e na boca de uma escadaria. Baita recepção, hein!
Na vibe do “Maria vai com as outras”, descemos a tal escadaria. Ela levava a uma estação conjugada de algo que não sei o que era e metrô.
Informação em inglês, nenhuma.  Tudo escrito naquela língua cheia de acentos. Pelo mapa vimos que a linha azul que passava por ali nos levaria até perto do hotel reservado.  Ô sorte!
Deciframos as informações do metrô baseadas em algumas leituras anteriores e acabamos comprando com cartão de crédito – não, não tínhamos forints -  um bloquinho de 10 bilhetes  válidos para metrô, ônibus, bonde e trem.
Descemos na estação Deák Ferenc, onde Nossa Senhora da Escada Rolante nos abençoou com suas graças. Sim, carregávamos a bagagem!
Quase chegando à saída, vimos a primeira palavra em inglês: EXIT. Hã hã!
E saindo à rua, lá estava, bem à nossa frente, o Le Méridien. Ufa!
E como prêmio por ter cumprido todas as tarefas dessa difícil gincana, Budapeste decidiu nos encantar, mostrando toda a sua beleza.
Verdade, gente! Amamos Budapeste!
O Le Méridien foi a extravagância da viagem. Sempre fazemos uma...
Confortável e bem localizado. Serviço correto , mas sem exageros. Internet a cabo nos quartos e wi fi lenta no bar. Pagando à parte, havia wi fi no quarto. Nada de abertura de cama e frescurinhas que tais. Quarto espaçoso, limpo. Cafeteira com café solúvel Segafredo. Gostamos!
Já no primeiro pôr de sol, o Danúbio nos conquistou. De Peste, onde estávamos, víamos as cores do poente em Buda. Atravessamos a Ponte das Correntes, subimos com o funicular e fomos ver os últimos tons iluminados do alto de Buda, nos jardins do castelo.  Uma belezura!

Nos outros dois dias em que estivemos na cidade, cumprimos quase todos os lerês. E acreditem, nenhum deles nos pesou.
Vimos a Igreja de Mathias e o Bastião dos Pescadores. Andamos de bonde pelas margens do Danúbio. Visitamos a Basílica de Santo Estevão, com direito a subir por elevador até uma das torres. Fomos a duas sinagogas. Passeamos pelo mercado.  Cruzamos três das dez pontes da cidade: a Széchenyi Lánchíd (Ponte das Correntes), a Erzsébet (Ponte Elizabete) e a Szabadság (Ponte da Liberdade). Comemos vários tipos de  pogácsa da Princess, sugestão do Chico.  Aliás, o Chico nos indicou um montão de coisas boas em Budapeste. Um dia desses vou pedir autorização pra transcrever aqui  todas as dicas que ele nos deu.
Fomos duas vezes ao restaurante Menza - indicado pelo Chico e também pela Patrícia do Turomaquia - ao Eklektika Café e ao Dunacorso.  Nos esbaldamos nas tortas da Gerbeaud. Experimentamos dois banhos, o Gellért e o Rudas (conto depois,tim tim por tim tim sobre eles).  E tomamos sorvetes deliciosos numa sorveria pertinho da Basílica de Santo Estevão. Olha o capricho:

Eu disse que nenhum lerê de Budapeste nos pesou, mas agora me lembrei de um que realmente mereceu o nome de lerê: a Praça dos Heróis. Essa a gente poderia ter passado sem medo de ir para o inferno!
Budapeste é cidade pra voltar sempre que possível. E voltaremos!

quinta-feira, julho 14, 2011

Viena, eu fui!

Jardins do Belvedere
Escolhemos Viena para começar nosso pequeno périplo pelo leste europeu porque das três cidades que pretendíamos visitar – Viena,  Budapeste e Praga – aquela era a que tinha o vôo mais barato a partir de Madri.
E assim chegamos a Viena por um voo da Niki, parceira da Air Berlin. Viagem boa, embora o avião fosse um pouquinho apertado.
O aeroporto de Viena nos surpreendeu: tem rede de wi fi grátis e boa. Coisa rara! 
Como chegamos tarde da noite, ficamos no NH Vienna Airport, hotel que é mesmo uma mão na roda pra quem tá chegando a Viena pelo ar. É só sair do terminal e atravessar a rua. Pronto! Barulho? Nenhum!
Já o serviço do hotel não é lá essas coisas. Por exemplo: pedimos um travesseiro a mais e não nos foi concedido... Internet, só 30 minutos grátis, no check in.
No dia seguinte, zarpamos para a cidade. Um ônibus saindo do aeroporto nos deixou na Westbanhof, bem pertinho do nosso hotel, o Ibis Mariahilf.
Conseguimos um early check in, nos instalamos e saímos pra turistear.
Sabíamos que o Ibis ficava longe do centro, mas não tanto...
Ainda no aeroporto, tínhamos comprado tickets de transporte ilimitado por 72 horas. Assim, a distância não foi problema. Usamos e abusamos dos trens, metrô e bondes. E o melhor: não precisa ficar passando o bilhete a cada entrada. É só validar na primeira viagem e sair usando. Eu gostei!
No primeiro dia de passeios vienenses, passamos pelo Museum Quartier, comemos cachorro quente na barraquinha da Bitzinger's Würstelstand e torta Sacher no Café Sacher. Visitamos a Catedral de Santo Estevão, com direito a andar pela cripta e subir na torre e fomos girar na roda gigante do Riesenrad.
Pra ver o Danúbio, pegamos um trem até  Florisdorf e passamos sobre o rio na ida e na volta. Era hora do pôr do sol.
Mais um dia começou. Dia de ir ao Belvedere, ver Klimt e apreciar os lindos jardins. Olha aí no início do post pra ver que estou falando a verdade. Parecem tapetes!
Como experimentar o schnitzel era lerê obrigatório, enfrentamos a fila do Figlmüller e tivemos nossa experiência vienense com um schnitzel de peito de frango. Bom, mas não espetacular.
A melhor parte do dia aconteceu na praça em frente à Prefeitura da cidade. Dica da Mari Campos e da Marcie: concerto ao cair da noite. Uma delícia. Muita gente. Uma montagem bem contemporânea da ópera Fidélio, de Beethoven, no telão e barraquinhas de comida de diversos países. Parecia a Festa das Nações, aquela festa antiguinha da nossa infância, na escola. Quem lembra?
No último dia, mais museus. Fomos ao Leopold e ao Albertina. Mais Klimt,  Schiele, Monet, Picasso e outros. Repetimos o hot dog com cerveja no Bitzinger's Würstelstand e, depois de consultar os oráculos – amigos do Twitter – decidimos ir ao lerê maior: o Schönbrunn, um dos palácios da família real.
O dia tinha sido dos mais quentes. Nosso (pouco) interesse no palácio era pelos jardins, já que interiores palacianos não fazem a nossa cabeça... No dia anterior tínhamos pulado o Hofburg da Sissi.
Chegamos ao Schönbrunn perto das 5 da tarde, com o sol ainda a pino. O último trenzinho que percorre os jardins reais já havia partido.
O fiacre coletivo que também leva a um passeio pelas alamedas externas estava para sair com a lotação esgotada. E o caminho para pedestres não era fácil.
Decidimos esperar a volta do fiacre. O condutor nos informou que retornaria em 30 minutos e faria mais uma viagem se houvesse bom número de interessados.
Rolou!
Demos uma volta pelos jardins e constatamos que, para nós, a única vantagem foi ganhar ponto positivo no boletim de lerês, como bem disse nossa amiga Flávia.
Devo dizer que o atendimento no Ibis também não foi dos mais corteses. Percebemos que à noite o ar condicionado não funcionava. Chamamos a portaria pedindo para ligar e recebemos a sugestão de abrir a janela... Em seguida, nos ofereceram um ventilador. E pensar que nosso critério para escolha de hotéis começava com o item ar condicionado!
Na verdade, parece que atendimento não é o forte dos comerciantes vienenses. Além dos dois episódios nos hotéis, também fomos tratadas com pouca cortesia pelo garçon do Figlmüller.
Informação em inglês também foi coisa difícil por lá.
De bom no Ibis Mariahilf houve a internet grátis e a vista da janela; Olha aí:
E assim, Viena, para nós, entrou na mesma categoria em que a Marcie a coloca, segundo sua declaração no Twitter: “Vi, está visto. Não preciso voltar".

quarta-feira, julho 06, 2011

A caminho de Viena

Se em Madri fizemos a linha flâneur, os próximos dias prometem comportamento totalmente contrário.
Lá, pudemos nos dar ao luxo de andar a esmo revendo lugares, visitando uma única exposição temporária, conferindo a reabertura do já conhecido Mercado de San Miguel e descobrindo uma ou outra coisa pelas dicas de amigos, como os deliciosos biscoitinhos da La Cure Gourmand que a Paty do Turomaquia nos indicou.
Agora a coisa muda de figura. Quando sairmos desse Airbus A320 da Niki, de onde escrevo, estaremos numa cidade completamente nova para nós: Viena.
Como chegaremos de noitão, reservamos para essa noite um hotel quase dentro do aeroporto, o NH Vienna Airport.
Amanhã nos mudamos para o Ibis Wien Mariahilf e começamos nossas aventuras vienenses.
Acabou a folga! Como bem diz meu pai: turismo é ação!

Cadê o urso que estava aqui?

E depois da longa viagem narrada em post anterior, chegamos à quente Madri.
Eu já disse uma vez aqui que Madri é como se fosse a nossa casa na Europa. Sempre que possível, escolhemos chegar por ali. O aeroporto é fácil de dominar. Há metrô pra qualquer canto da cidade. Uma beleza!
Temos também nosso hostal cativo, o Sonsoles, na Fuencarral, em plena Chueca, bairro descolado da Madri. Foram tantas as vezes que nos hospedamos ali, que já somos quase amigas do dono... E ser amiga dos sisudos espanhóis, convenhamos, não é arte fácil.
Nesses anos todos - dez - de visitas ao bairro, assistimos à evolução de Chueca e, principalmente, da rua Fuencarral. O que antes era um bairro degradado, reduto gay quase marginal, hoje é point de belas lojas das mais famosas grifes. A rua foi até convertida em calçadão para facilitar as andanças dos consumidores. É tanta gente bonita sassaricando que até parece uma festa.
O bom de estar numa cidade já conhecida é não ter nenhum compromisso de se entregar aos lerês (passeios turísticos obrigatórios, segundo @riqfreire). É só flanar pela cidade, revendo os lugares prediletos: uma lojinha aqui, um restaurante ali, uma praça acolá... uma delícia.
E foi nesse vai-e-vem que notamos a falta dele! O urso! Aquele que sempre esteve ali na Calle del Carmen com Sol. Aquele que, impassível, se deixava fotografar ao lado, em cima, embaixo de todo e qualquer turista. Aquele que já se havia convertido em um símbolo da cidade, reproduzido ad eternum em postais, chaveiros, ímãs, bibelôs...
Cadê? Cadê o urso que estava aqui?
(Escrevo esse post no avião, a caminho de Viena. O texto irá ao ar assim que encontrarmos uma rede de internet. Quando tiver um tempinho, ainda durante a viagem, vou inserir aqui a foto que Ana tirou do ponto onde "morava" o nosso urso.)

(E chegando em casa, vou procurar escanear minha primeira lembrança do dito cujo: uma foto que meu amigo Miguel tirou do bichinho mostrando também o nome da rua, que, afinal, é também o meu nome: Carmen!)
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Mistério desvendado: Olha onde está o danadinho: aqui!
A prometida foto, aquela, a primeira com que Miguel me presenteou, não está onde eu pensava estar. Vou ter que procurar mais.
Por enquanto, fiquem com essa, do inverno de 2009, com Charlotte  ao pé, toda agasalhada.

(atualizado em 17/08/2011)

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Bem, o urso já está definitivamente entronizado em plena Plaza del Sol, como se viu na atualização acima.
Só faltava mesmo que eu cumprisse a promessa de colocar aqui a foto que marcou o início de minhas relações com "El oso y el madroño".
Aí está ela! Acho que foi clicada em 1991. Miguel, o autor, poderá me corrigir, caso eu esteja enganada.
(atualizado em 18/08/2011)

segunda-feira, julho 04, 2011

Madri, estamos quase chegando!

A viagem foi longa.
Começou com a van do Diners entre o Maksoud Hotel e aeroporto de Guarulhos.
Depois, um 737 da Aerolíneas Argentinas até Buenos Aires, Aeroparque.
Lá, filas e mais filas até chegar ao ônibus que nos levou a Ezeiza, um oferecimento da Aerolíneas.
Com uma hora de atraso, decolamos num 747-400 meio velhinho mas confortável rumo a Madri.
O medo de que as cinzas do vulcão chileno interferissem na viagem foi infundado. Ele se comportou como um lorde.
Estamos chegando e a previsão do tempo promete uma temperatura de 30 graus.
Os próximos dias serão de pura aventura. Oba!