domingo, dezembro 25, 2011

Noite de Natal

Noites de Natal com família reunida, festa, comilança, fofocas y otras cositas más... faz tempo que me livrei delas. Ô sorte!
Minha família é pequena e "desgarrada".
Pouquíssimas vezes nos últimos 20 anos nos reunimos para a noite natalina ou mesmo para o almoço do dia 25 de dezembro.
Há também os festejos na casa de amigos mais chegados. Desses demorei um pouquinho mais pra escapar.
A verdade é que acho uma delícia ficar quietinha naquela noite em que todos estão enlouquecidos pela agitação própria do momento.
Passei muitas e muitas noites de Natal em casa, lendo, vendo TV, navegando na net e comendo uma coisinha qualquer que encontrei na geladeira.
Ano passado experimentei ir pra um hotel. Fui e gostei.
Esse ano repeti a dose.
Fui pro Hotel Pullman São Paulo Ibirapuera, aqui pertinho de casa.
Fiz a reserva no início de novembro, aproveitando a promoção Super Quarta da Rede Accor. A diária saiu por um precinho bem camarada: R$ 146,48, já com os impostos, por um apartamento superior com cama de casal e vista para a cidade.
No check in tentei trocar por um apartamento com vista para o Parque do Ibirapuera... e para a famigerada árvore de natal. Mas a recepcionista não foi nada amigável, mesmo tendo eu me oferecido pra pagar a diferença. Fiquei com a vista pra cidade, no 3º andar.
Apesar de estar à beira da Av. 23 de Maio, o quarto é bastante silencioso. Nenhuma surpresa, nem para o bem, nem para o mal. Tamanho regular. Bons lençóis e toalhas. Roupão e chinelos para um hóspede apenas. Amenities Terra Brasilis. Utensílios para café... sem café! Internet wi fi grátis e lenta.
O café da manhã não está incluído na diária e custa R$ 42,00. 
Como no dia de Natal é sempre difícil encontrar restaurantes e lanchonetes abertos, decidi tomar um café da manhã reforçado. Perguntei na recepção o horário do café: até 10h30. Ótimo! Desci às 10h15. Mal comecei minha refeição quando o garçon se aproximou e avisou que em 10 minutos o buffet seria retirado. Caso eu quisesse algo mais deveria pegar imediatamente. Obedeci! Afinal, eu só havia comido uma fatia de abacaxi e outra de mamão até aquele momento. Em algumas idas até o buffet trouxe pães, queijos, frios, suco, croissant, bolo. Deixei o café pra pegar depois, imaginando que ele não seria retirado, uma vez que era feito numa máquina. Doce ilusão! Quando terminei o suco e fui em busca do café, encontrei a máquina desligada. Ao ver o meu desapontamento, um garçon se prontificou a me levar uma xícara de café à mesa. Levou uma xícara enorme, cheia de café tipo garrafa térmica... 
E assim, perto do meio-dia, fiz meu check out.
O recepcionista me fez a tradicional pergunta: "Tudo bem durante sua estadia conosco?"
Nem preciso dizer que desci a boca no episódio do café, acrescentando que em minhas viagens pelo mundo nunca tinha vivido tal situação e sugerindo que, se querem tirar tudo às 10h30, que digam aos hóspedes que o café termina às 10h...
Ora, onde já se viu?

segunda-feira, dezembro 12, 2011

Meus 7 links

Faz uns dias que está rolando uma blogagem coletiva entre meus amigos internáuticos.
Quem iniciou foi a Claudia, do blog Aprendiz de Viajante
A coisa funciona como uma... corrente. 
Mas, calma, é uma corrente do bem! 
Cada blogueiro convidado deve escrever um post citando 7 links do seu próprio blog e convidar mais 7 blogueiros.
As regras estão aqui.
Fui convidada por três amigos: 
Com tantos convites assim, não poderia deixar de participar, né?
Então aí vão meus 7 links:

1 - O post mais bonito
Como disseram os meus amigos... Difícil escolher o mais bonito!
Fico com esse que, se não é o mais bonito, mostra uma das coisas que mais curto na natureza:


2 - O post mais popular
Eu gostei de escrever esse post.
Nele conto um pouco sobre a viagem a Bariloche e encerro com uma descrição passo a passo do Cruce de Lagos entre Argentina e Chile.
Pra ficar mais didático, inventei de colocar ilustrações dos meios de transporte usados nesse cruce. Ficou engraçadinho...
Mas eu nunca imaginei que ele fosse fazer tanto sucesso.
Na verdade, essa popularidade tem um nome: Ricardo Freire!
Pois é, ele viu o post, gostou e divulgou no seu Viaje na viagem. Resultado: mais de 1700 acessos!

3 - O post que gerou mais discussão/controvérsia
Nem precisei pensar:
Contei minha experiência com uma agência de viagens virtual e recebi os mais diferentes tipos de comentários. Desde apoio incondicional dos amigos até ataque de gente de quem eu nunca tinha ouvido falar.

4 - O post que ajudou/ajuda mais gente
Difícil saber o alcance de um post em termos de utilidade pública. Mas, a julgar pelos comentários recebidos no blog, no Twitter e no Facebook, acredito que esse
ajudou e ainda ajuda muita gente.
Eu mesma sempre volto a ele quando quero relembrar algumas coisinhas sobre meu plano na TIM.

5 - O post cujo sucesso te surpreendeu
Taí um post que escrevi sem nenhuma expectativa. E não é que ele teve quase mil acessos!

6 - O post que não recebeu a atenção que deveria
Como o post tem um monte de dicas pra quem, como eu, conhece pouco a Cidade Maravilhosa, eu esperava mais visitas.

7 - O post do qual você tem mais orgulho
São muitos, mas eu gosto deste em especial:
Por quê?  Bem, porque tive que pesquisar bastante pra escrevê-lo. E também porque tem relação com a obra do meu ídolo musical, Chico César, que me "emprestou" até o nome pro blog.

Pra continuar a corrente "Meus 7 links", indico:

sábado, dezembro 10, 2011

Seis anos!

Ilustração gentilmente surrupiada de todalola.blogspot.com 
Gente, e não é que com esse corre-corre de compra de apê em Santos, mudança e coisa e tal eu deixei passar em branco o sexto aniversário deste blog!
E justo nesse ano em que ele teve mais de 15.000 acessos, mais de um terço do total desde que ele nasceu, em 30/11/2005...
Devo todo esse "movimento" ao Riq Freire, que o colocou na roda dos blogs de viagem aquiaqui e em outros posts anteriores que ainda rendem visitas.
Também não posso deixar de "culpar" meus amigos tuiteiros que sempre retuitam os links dos posts que vou escrevendo aqui.
Assim, com os devidos agradecimentos, considero comemorados os seis anos de vida do "De uns tempos pra cá".
E vamos seguindo em frente! Sempre...



domingo, novembro 27, 2011

Artacho Jurado é o cara...

Tudo bem, podem me julgar!
Eu nunca tinha ouvido falar em Artacho Jurado, até que... compramos um pedacinho de uma obra dele.

Fica em Santos, na Ponta da Praia. É um apartamentozinho com vista pro mar.
Quarto e sala, todo reformado, arrumadinho.
A partir de 2012, vai ser o endereço permanente da Ana e o meu endereço alternativo.
Vira e mexe vamos estar por lá, a ver navios...
Tá bom?

quarta-feira, novembro 02, 2011

Europa 2011: hoteis

E como sempre é bom ter notícias dos hoteis onde viajantes se hospedam, aqui vão as nossas impressões sobre os que nos acolheram durante a viagem a algumas cidades europeias no último verão... de lá.

Madri
Sempre foi nosso "queridinho" na capital espanhola.
Descobrimos na primeira viagem do século e ficamos fãs. 
A localização é perfeita: Calle Fuencarral, em plena Chueca, pertinho da Gran Via. Movimento dia e noite. Gente bonita. Lojas tentadoras.
Fica no terceiro andar de um belo edifício antigo. Tem wi fi grátis e eficiente. Banheiro privativo.  É limpo. Confortável, mas sem luxo.
Ao chegar ao lobby, tem-se a impressão de estar entrando num cenário de Almodóvar. Delícia!
O pessoal da recepção é educado, mas tem o típico humor dos espanhois. Preciso dizer como é?
Em viagens anteriores fizemos a reserva por telefone, já que pelo site a coisa não funcionou. Dessa vez, descobrimos o hostal no Booking e tudo ficou mais fácil.
Preço bem bacaninha. Nesse verão, pagamos 54 euros pelo quarto para duas pessoas.

Hotel Meliã Avenida América
Nosso voo de volta foi transferido para o dia seguinte. Assim, tivemos uma noite extra em Madri por conta da companhia aérea.
Nos levaram ao Meliã, assim mesmo, com à no final.
Foi uma estadia breve.
O hotel fica próximo ao aeroporto e tem boas acomodações.
O serviço foi caótico, já que recebiam hordas de turistas oriundos de voos cancelados.
Usamos o wi fi grátis e enfrentamos um café da manhã tumultuado.
Mas, de graça... sabem como é, né?

Viena
Foi escolhido tendo em vista o horário da chegada ao aeroporto. 
E é realmente uma mão na roda. Basta sair do terminal e atravessar a rua.
Wi fi grátis por 30 minutos, no lobby, como cortesia de chegada, ou seja, só uma vez durante a estadia.
Acomodações razoáveis. Serviço desatento.
A reserva foi feita pelo Hoteis.com
Valor da diária: R$219,59

Ibis é sempre Ibis. Por pior que seja, tem sempre um padrão aceitável. O Ibis Viena Mariahilf é assim, assim. 
Fica perto de umas das principais estações de trem  - a Westbanhof - e longe da cidade. Não tão longe que não se possa caminhar, mas... Melhor mesmo tomar o metrô, que está ali pertinho.
Internet grátis, mas ruinzinha. Funcionava melhor no lobby.
Recepção simpática. Conseguimos até um early check in.
Reservamos diretamente no site da Accor e pegamos uma tarifa promocional - Happy20 - especial para quem reserva, e paga sem direito a devolução em caso de desistência, com pelo menos 20 dias de antecedência. A diária para duas pessoas saiu por 59 euros.

Budapeste
Sempre fazemos uma extravaganciazinha em nossas viagens. Dessa vez foi em Budapeste.
Escolhemos o Le Meridien com o olho nas suas 5 estrelas e na localização central.
E acertamos! O hotel fica em Peste, na Erzsebet Ter, a poucos passos da estação Deák Ferenc, a principal.
As acomodações são bem boas. O banheiro, tão grande que quase nos perdíamos lá. Boas amenities, DOIS roupões de banho e DOIS chinelinhos.
Recepção afável, mas sem exageros...
Wi fi grátis só no bar. Mas conseguimos usar no lobby, nas proximidades do bar. Afinal, não dava pra tomar um drink a cada tuitada, né?
Reservamos pelo Hoteis.com. Usamos um cupom de desconto que tínhamos guardado e a diária saiu por meros R$272,38. Nem tão extravagante, né?

Praga
Escolhemos o hotel seguindo indicação do Riq Freire.
Boa pedida!
Fica um pouquinho longe do metrô, mas pertinho dos lerês turísticos de Praga. E o bonde passa em frente...
Recepcionistas agradáveis. Houve um problema com a  nossa reserva e eles se desculparam com dois drinks grátis e uma garrafa de vinho. Bom, né?
Acomodações razoáveis.
Wi-fi grátis. E café da manhã, simples mas suficiente.
Reservamos também pelo Hoteis.com e a diária com desconto saiu por R$ 134,23. Nada mal!

Porto
Passamos apenas 12 horas no Porto, com uma noite no meio. E, como tínhamos um encontro para o jantar, decidimos nos hospedar no centro. 
O Ibis Centro fica a uma distância caminhável da estação Bolhão do metrô e tem preço bem razoável. Com a tarifa ¨Preço especial de verão - 10 euros", reservada diretamente no site da Accor, nossa estadia saiu por 45 euros.
A recepção fica num andar superior, é preciso usar o elevador. Fomos bem recebidas e tivemos acomodação no padrão Ibis.
A internet é grátis, mas funciona num sistema tão difícil que, cansadas e apressadas, não conseguimos decifrar.

Faro
Nosso objetivo principal em Faro era participar de um congresso que acontecia na Universidade do Algarve. Assim, a localização do Ibis Faro e foi bem conveniente pra nós: próximo do campus, a meio caminho do aeroporto, da praia e do centro. Com carro alugado, funcionou super-bem.
Recepção simpática. Quartos tipo Ibis. 
Café da manhã gostosinho, pago à parte, com vista para a piscina do hotel.
Wi fi grátis no lobby, com o mesmo sistema do Ibis Porto Centro, mas dessa vez nos dedicamos a entender o funcionamento. E conseguimos.
Pegamos a mesma tarifa ¨Preço especial de verão - 10 euros" e pagamos 69 euros por noite. Reserva feita diretamente com a Accor.

Lisboa
A dica do Gustavo foi uma ótima pedida. 
Em pleno centro velho de Lisboa, com duas estações de metrô bem próximas, mais ônibus, trem e restaurantes, a localização do hotel foi perfeita para nós.
A decoração toda moderninha minimiza os efeitos do pouco espaço dos quartos. Tudo funciona super-bem. Inclusive o café da manhã, servido em mesas coletivas.
O wi fi é grátis e as recepcionistas são muito simpáticas.
Fizemos a reserva diretamente no site do hotel e pagamos 74,70 euros por noite.

sábado, outubro 15, 2011

O L'Hotel Porto Bay visto de perto

Uma vez ou outra, Ana e eu resolvemos experimentar algum bom hotel em São Paulo, sempre na busca do lugar ideal para comemorar as coisas boas da vida.
E dessa vez tínhamos muito a comemorar: nossos aniversários, o final do episódio vesícula/pancreatite e ainda o dia do professor.
Escolhemos o L'Hotel Porto Bay para esses festejos.
A reserva foi feita na véspera, através do Hoteis.com. Aproveitamos um cupom de desconto e a diária salgadinha ficou um pouquinho mais palatável.
Já no check in um pequeno incidente: não encontravam a nossa reserva. Foi preciso acionar o iPod com a confirmação e esperar uns incômodos minutos até que alguém resolvesse a questão. 
O hotel prometia - e cumpriu - café da manhã, internet wi fi e estacionamento incluídos na diária. 
Lençóis e toalhas de ótima qualidade e amenities da L'Occitane, também estavam lá nos seus devidos lugares.
Mas o que a gente não esperava era ter essa vista da janela:
Logo nós que adoramos uma vista bonita...
Outra surpresa: nosso quarto era daqueles que se comunicam com o quarto contíguo através de uma porta.... Sim, ela estava trancada! Mas isso não impedia que a gente participasse de todas as conversas que nossos vizinhos travavam e vice-versa, certamente. Mais, eles tinham uma incurável tosse noturna. Dá pra imaginar? 
Tá certo, o hotel não tem culpa da construção de um shopping bem ao lado de suas janelas e nem da tosse ou da voz aguda de seus hóspedes. Mas com o hotel semi-vazio, como constatamos depois, não custava "espalhar" mais os hóspedes e escolher os quartos com vistas mais agradáveis para acomodá-los. Apenas uma questão de atenção. Não custa nada e agrada o cliente. 
Dizer que o quarto é pequeno seria mentira. Mas o espaço de circulação é estreito. Olhaí:
Pequeno mesmo é o banheiro. O vaso sanitário fica tão próximo da pia que até o papel higiênico fica escondidinho embaixo dela...
Delícia é o chuveiro. Uma senhora ducha! Pena que que o ralo seja insuficiente para esgotar a capacidade de água que ela jorra... Chato também é ter que encarar a velha, boa e ineficiente cortina no chuveiro... Ai que saudades do blindex!
Posso falar? Eu tenho um nojinho de cortinas de box...
O release do hotel falava também em roupões de banho e sandálias havaianas. Havia, sim! UM roupão tamanho P, que não abrigava o corpinho de nenhuma de nós duas, e UMA havaiana tamanho 43/44, grandinha até pra Ana que calça alguns números a mais que eu...

E pra completar o rol de reclamações - chata, eu? - ainda havia o antiquado espelho do interruptor precisando de limpeza, uma e outra manchinha no carpete e instalações elétricas meio precárias...


E a governanta que bateu na porta às 22h, quando já estávamos nos preparando para dormir, para ver se precisávamos de novas toalhas e trazer a previsão do tempo acompanhada de dois mini chocolates da Kopenhagen?
Fizemos um passeito pelas instalações do hotel e demos com uma piscininha sem graça no último andar. Um fitness center razoável e duas belas banheiras de ofurô.
Banhos de ofurô são grátis e devem ser marcados com antecedência, nos disse a recepcionista local. 
E o café da manhã não apresentou surpresas... nem para o bem, nem para o mal. Itens de ótima qualidade e  pouca diversidade, servidos num ambiente bonito, com janelas para o lado contrário do nosso quarto. Bem melhor, viu? Nota dez para a variedade de queijos. Mamão e figo chegaram à mesa de frutas bem depois de nossa passagem por ela. Notinha baixa para o café - ou seria para o garçon? - que foi servido diretamente na xícara enquanto ainda comíamos as frutas.
No check out nos perguntaram se tudo correu bem durante a nossa estadia. Lavramos nossos protestos, claro! O recepcionista apenas pediu desculpas...

sexta-feira, outubro 07, 2011

Europa 2011: transportes


Eu sempre gosto de saber como os viajantes se locomovem pelo mundo afora. Avião, trem, ônibus, bicicleta, riquixá...
É sempre bom ter notícias atualizadas e opiniões abalizadas sobre isso, né?
Então, aqui vai minha contribuição para os que também buscam esse tipo de informação.
Em julho estivemos sassaricando entre Madri, Viena, Budapeste, Praga, Faro e Lisboa. Dá pra imaginar o périplo?
As passagens intercontinentais foram emitidas pela Aerolíneas Argentinas. O voo incluía escala em Buenos Aires, com troca de aeroporto: chegada pelo Aeroparque e partida de Ezeiza.
Fizemos a compra antes da erupção do Puyehue - o vulcão chileno que atrapalhou as férias de muita gente no inverno de 2011.
Escolhemos a Aerolíneas pelo preço e incluimos no plano de despesas o translado entre os aeroportos. Mas - olha a surpresa! - com um pouco de paciência, conseguimos um transporte patrocinado pela própria companhia aérea. Como? Bem, primeiro enfrentamos uma fila na loja da Aerolíneas para pegar um voucher. Depois outra fila no balcão da Manuel Tienda León, empresa que faz o transporte. E por último a fila para esperar e entrar no ônibus. E nem preciso contar que tudo era beeem desorganizado!  Mas como não tínhamos nada pra fazer mesmo...
A volta já foi bem mais tumultuada, como eu contei aqui. Culpa do vulcão? Nem só...
Em Madri, nosso transporte oficial é o metrô, sempre. Do aeroporto ao centro e vice-versa e pra um ou outro passeiozinho mais longe do hotel. Nessa viagem, como carregávamos uma mala em lugar das tradicionais mochilas, prestamos mais atenção às escadas rolantes ... e sentimos muita falta delas em algumas estações.
Entre Madri e Viena, viajamos pela Air Berlin, uma low cost bem decente. Já a conhecíamos de outros carnavais e não tivemos nenhuma decepção. O preço dos bilhetes foi o melhor que encontramos para o trecho - 90 euros por pessoa - e assim ficou definido que começaríamos a conhecer o leste europeu pela capital da Áustria.
Entre o aeroporto de Viena e o centro, usamos o serviço de ônibus da Vienna Airport Lines, que funciona bem e não é caro: por 7 euros chegamos rapidinho à Westbanhof, pertinho do nosso hotel.
Ainda no aeroporto, compramos o ticket "72 Stunden Wien", que incluía ônibus, metrô, bonde - que dá voltas incríveis - e trem. Tudo integrado e fácil, por 13,60 euros, durante 72 horas. E usamos bastante.
Próximo destino Budapeste. Optamos pelo ônibus da Orange Ways - a 15 euros por cabeça, com wi fi a bordo -  depois de pesquisar horários e preços dos trens.
O ônibus saiu pontualmente da estação Praterstern (numa avenida tranquila atrás da estação) e nos deixou em  Budapeste ao lado da estação Népliget, na linha azul do metrô. Dali é um pulo pro centro. E o metrô aceita cartão de crédito para a compra dos bilhetes, uma mão na roda pra quem está chegando do mundo do euro, sem um mísero forint húngaro no bolso.
Em Budapeste, além do metrô, usamos o bonde 2, que faz um trajeto bonito pela margem do Danúbio.
Rumo a Praga. Mais uma viagem, a 20 euros, pela Orange Ways. Saímos da mesma estação Népliget e, dessa vez, houve um bom atraso na saída. O trajeto é longo, as paradas curtíssimas e o wi fi não funcionou... Chegamos de noitão à estação Florenc, em Praga. 
E aí o bicho pegou. O metrô não aceita cartão. As placas informativas são poucas. Mas nós conseguimos, como eu contei aqui.
Em Praga, pra circular pela parte histórica, não é necessário o uso de transporte, exceto pra subir ao castelo. Fomos duas vezes, com o bonde 22. Só se entra no bonde com o bilhete em mãos.  Ao comprá-lo é preciso decidir qual tempo de validade dele. Compramos os nossos numa loja de revistas perto do hotel, com validade de apenas 30 minutos, porque só usamos para a ida. Voltamos a pé. 
E também usamos  o funicular, em Budapeste para ir ao Castelo e em Praga,  para subir ao bairro de Petrín.
Saímos de Praga por via aérea e para chegar ao aeroporto usamos os ótimos serviços da Prague Airport Transfers, que nos custou 23 euros. A reserva pode ser feita por e-mail e a confirmação é rapidinha. Dica do Riq Freire.
Nosso próximo destino era Faro, no sul de Portugal. Chegar lá sem gastar o salário do mês foi o nosso maior desafio. Fizemos um sem número de simulações de voos e acabamos optando por um tour de três voos: Praga/Milão/Porto pela Easyjet, com intervalo de mais ou menos 3 horas no aeroporto de Malpensa, em Milão (175 euros por pessoa). E, na manhã seguinte, Porto/Faro pela Ryanair (41 euros por pessoa).
A Easyjet já era nossa velha conhecida e não nos surpreendeu em nada. Saiu tudo como o esperado. E ainda aproveitamos a lojinha a bordo pra comprar baterias extras para nossos iPods.
Na Ryanair éramos estreantes e aprovamos o serviço. Cumprimos a nossa parte e eles cumpriram a deles.
Nessas low cost a bagagem de mão é limitada a 10 kg e para despachar bagagem é preciso pagar taxa antecipada. Hard!
Esse trajeto maluco nos proporcionou uma noite no Porto e a oportunidade de conhecer o novo - e lento - metrô da cidade. A linha que leva do aeroporto ao centro tem intervalo de 20 minutos entre as partidas e vai se arrastando pela caminho num sem fim de paradas. Haja paciência!
Em Faro, alugamos um carro, já reservado anteriormente na Air Auto. Bom preço: 108 euros por 4 dias de locação. Um Nissan Micra em estado razoável, com ar condicionado. A maior dificuldade foi encontrar o quiosque deles, que fica no meio de um dos estacionamentos do aeroporto.
Na única vez em que usamos táxi em Faro, tivemos uma experiência desagradável. O motorista deu piti porque faríamos uma corrida pequena: do aeroporto ao centro da cidade... Descemos, deixamos o mal educado falando sozinho e fomos de ônibus mesmo!
De Faro viajamos até Lisboa de trem a 22 euros por pessoa. Compramos os bilhetes pela net, antes de sair do Brasil.
De Lisboa voltamos a Madri, nosso ponto de chegada e de partida.
Planejamos a viagem pelo Trem Hotel Lusitânia, nosso velho conhecido. De outras vezes fizemos a viagem e curtimos muito. Dessa vez, nem tanto... O velho trem precisa de manutenção e mais cuidados com a limpeza. A viagem custa 104 euros em cabine com duas camas e café da manhã incluído. Sai de Lisboa às 22h30 e promete chegar a Madri às 09h03 do dia seguinte. Mas nesse dia atrasou...
Foto: Ana Oliveira

quarta-feira, setembro 28, 2011

Pro calor de Budapeste... banhos!

Caminhar por Budapeste em pleno verão europeu é para os fortes!
É um sobe e desce, ponte pra Buda, ponte pra Peste. E o termômetro nas alturas.
Não é à toa que os famosos banhos da cidade ficam apinhados de gente. Todo mundo querendo relaxar nas piscinas de águas medicinais.
E nós, claro!, fizemos o mesmo.
E fomos logo a dois banhos: o Géllert e o Rudas.
Começamos pelo mais famoso.

Hotel Géllert em foto emprestada de Viagens-a-2, postada em www.viajantes.minitube.pt
.
Atravessando a bela - e verde... - Ponte da Liberdade, no sentido Peste/Buda, chega-se ao Hotel Géllert, onde está também o balneário.
A entrada é monumental:

Difícil é dar conta das informações - tudo em húngaro - para poder definir que tipo de ticket comprar. 
Mas, com um pouquinho de inglês e muito de mímica, acabamos decidindo e recebemos nossas pulseirinhas magnéticas, que - depois descobriríamos - é exatamente igual à do Rudas. Comparem!
As instalações do Géllert têm um tom de luxo decadente. Muitas colunas, mármores, cúpulas, piscinas, cabines... Mas tudo precisando de uma boa repaginada, pra não falar também de uma boa faxina.
Mais por intuição que por informação, acabamos descobrindo os passos seguintes e logo depois estávamos (des)vestidas, com nossos pertences guardadinhos num armário individual, de posse de toalhas, enfim, preparadas para estrear na piscina principal das termas, que naquele momento estava coalhada de gente. 
Foto: http://www.chemaxon.com/ugm-presentations/2010-europe/ 
A água é boa, morninha. Há uma espécie de hidromassagem que só descobrimos mais tarde, quando retornamos de um tour autodirigido que empreendemos pelas instalações, passando por uma piscina de ondas ao ar livre, um bar e corredores labirínticos.
Piscina de ondas
http://www.llworldtour.com/2007/08/15/buda-or-pest-take-your-pick/
Quando pensávamos já ter visto tudo, acabamos descobrindo uma parte menos turística e mais medicinal das termas do Géllert, composta de piscinas com diferentes temperaturas, onde mulheres, nuas ou semi-nuas, se deixavam tratar pelas águas termais. Nos juntamos a elas e ficamos mais um bom tempinho por ali, no esquenta/esfria, de piscina em piscina...
Imagem surrupiada do site do Budapest Hotels
Só faltou mesmo conhecermos as massagens... As cabines que nos pareciam destinadas a esse fim estavam vazias.  
No dia seguinte, uma terça-feira, fomos ao Rudas. E pra nossa sorte, terça-feira é o único dia em que as mulheres podem usufruir das piscinas desse banho. Pode?
Chega-se até lá atravessando a Ponte Erzsébet, também no sentido Peste/Buda, mas devo confessar que chegamos tanto ao Géllert quanto ao Rudas a bordo do bonde 2, cujo trajeto beira o Danúbio na sua margem Buda.
No Rudas tudo é mais roots. Pouco luxo. 
As piscinas ficam num único ambiente. No centro, uma maior, octogonal, ladeada por outras menores, com diferentes temperaturas. Pouca luz, proveniente de pequenos orifícios na cúpula central e de uma ou outra luminária.
Foto retirada de waterglobe.blogspot.com
Ao fundo, sauna seca e sauna úmida, com uma curiosa ducha gelada proporcionada por um balde suspenso acionado por uma corda. Roots... eu disse!
Passamos ali boas horas, entrando e saindo das diversas piscinas e saunas. 
Nossos pertences permaneceram guardados em cabines individuais dotadas inclusive de espelho. 
De banho tomado e alma fresca, saímos para o fim de tarde à beira do Danúbio. Uma delícia!
Que nós amamos Budapeste, eu já contei aqui.
Agora, quanto aos banhos, querem saber de qual dos dois a gente mais gostou? 
Façam suas apostas senhores!

quarta-feira, setembro 07, 2011

Última parada: Madri!


A viagem pelo Trem Hotel Lusitânia já foi melhor.
Dessa vez achamos tudo meio caidinho. E além do mais, houve um pequeno atraso na chegada, que foi fatal para os nossos planos.
É que tínhamos comprado, na primeira passagem por Madri, ingressos para ver a badalada exposição do pintor Antonio López no Museu Thyssen-Bornemisza, com entrada marcada para as 11h, horário que nos pareceu perfeito para chegar, deixar a bagagem no Hostal Sonsoles e seguir para o Museu. Com o atraso, tivemos que mudar de planos: deixamos a as malas no bagageiro da estação Chamartin e fomos direto para a exposição. 
Não conhecíamos o artista. Decidimos ir por indicação da Patrícia. Valeu o corre-corre na manhã calorenta de Madri. Adoramos as obras do pintor.
Nessa rápida estada em Madri, fizemos mais algumas comprinhas, andamos pela cidade, revisitamos o Mercado de San Miguel e comemos no nosso restaurante predileto, o Puerto Rico, vocês já sabem... 

Fomos também conhecer um lugar novo para nós: o terraço do Círculo de Bellas Artes
A dica foi do Boa Viagem. Nunca tínhamos ouvido falar dessa possibilidade.
A vista lá de cima é uma delícia. Quase 360°. Dá pra ver um por um todos os grandiosos edifícios da Gran Via, a Plaza de Cibeles, o Parque del Retiro, a Puerta de Alcalá... Ficamos um tempão lá, vendo e revendo a cidade do alto, localizando pontos conhecidos. A foto que abre esse post dá uma pequena ideia do que vimos. 
E foi assim que, ainda com as imagens da bela Madri na retina, partimos para Barajas, com tempo justo para o check in no voo AR1133, com destino a Buenos Aires.
O que aconteceu depois, eu já contei aqui.
Vejam  e acolá algumas fotinhos dessa que é a nossa cidade predileta na Europa. 

terça-feira, setembro 06, 2011

E depois de Faro...

... Lisboa!

Partimos de Faro numa calorosa tarde de sexta-feira, a bordo de um trem que nos levou até a capital.
Depois do trem, metrô. E chegamos ao Hotel Gat Rossio.
Charlotte adorou a decoração do hotel. Dá uma olhada nesse detalhe:
E nós também aprovamos!
Lisboa é outra daquelas cidades que já conhecemos de antigos carnavais. Daquelas em que não há "obrigação" de fazer nada, nenhum lerê.
Mesmo assim, fizemos alguns passeiozinhos turísticos: fomos conhecer a Casa Fernando Pessoa e a Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva.
Andamos pra lá e pra cá, revendo lugares, lojas, livrarias, cafés.
Fomos comer em restaurantes já conhecidos, como o Antigo Primeiro de Maio. E em outros, que não conhecíamos, como o ótimo Casa da Mó, indicado pelo Gustavo; o agradabilíssimo Café In, à beira do Tejo, onde chegamos pelas mãos do casal Luís Barros e Maria Teresa Horta e o simplérrimo Ti-Natércia, indicado pela Renata.
Fala sério, você entraria num lugar como esse? Só fomos mesmo porque a Renata disse que ali havia comido o melhor bacalhau nas natas de sua viagem. Ela tinha razão... e mais não digo!
As livrarias lisboetas aumentaram consideravelmente o peso e o volume da nossa singela bagagem. Como ainda tínhamos alguma estrada pela frente, enfrentamos a fila do correio e enviamos uma caixa com 10kg de livros y otras cositas más diretamente para São Paulo. Fica caro, sim, mas vale cada centavo de euro.
E assim, leves e soltas, partimos no Trem Hotel Lusitânia, ou, como se diz na terrinha, Lusitânia Comboio Hotel, rumo a Madri.

Fotos? Temos sim!
Aí estão, as minhas e as da Ana.

segunda-feira, agosto 08, 2011

Passeando pelo Algarve

Em Faro, a organização do 10º Congresso da  Sociedade Internacional de Lusitanistas programou um dia de passeio para os participantes. E lá fomos nós visitar a Fortaleza de Sagres e a cidade de Lagos com o pessoal.
Em Sagres o vento quase nos impediu de curtir a bela paisagem, mas ainda assim caminhamos por lá e avistamos ao longe o Cabo de São Vicente, ponto mais a sudoeste da Europa. Pena que não nos levaram até lá...
Cabo de São Vicente
Em Lagos, cidade mais do que turística, almoçamos e caminhamos debaixo de um sol causticante até a Igreja de Santo Antonio com seus altares trabalhados em ouro - dizem que é ouro brasileiro - e museu anexo. Aproveitamos um tempinho ainda pra ver a Igreja de Santa Maria, pertinho do mar.
Meio desanimados pelo dia cansativo e pouco produtivo que tivemos, decidimos programar para o dia seguinte um passeio pelas cidades na direção sudeste, por nossa conta e risco.
Saímos cedo em direção a Vila Real de Santo Antonio, quase na fronteira com a Espanha. Antes e sem programar, passamos pelo castelo de Castro Marim, de onde se avistava o Rio Guadiana com uma margem portuguesa e outra espanhola.
Vila Real de Santo Antonio, às margens do Guadiana e do Oceano Atlântico, foi a surpresa boa do passeio, com suas edificações copiadas da parte antiga de Lisboa, uma enorme praça central dedicada ao seu idealizador, o Marquês de Pombal, e a imagem de da poetisa local Lutegarda Guimarães de Caires plantada à beira mar. 
Monte Gordo, uma freguesia da Vila Real,  nos pareceu ser um lugar dedicado somente a veraneio, com banhistas indo e vindo carregando suas cadeiras de praia. Passamos rapidinho por ali, a caminho de Tavira.
O Rio Gilão, que corta a cidade de Tavira, não é lá essas coisas. Tem até um cheirinho meio desagradável... Na verdade, a terra onde teria nascido Álvaro de Campos nos decepcionou um pouco.
Num antigo mercado às margens do Gilão, nos sentamos em um restaurante para almoçar. Entre outras coisas, pedimos uma salada de grão de bico com bacalhau. A salada estava azeda. Devolvemos. Nenhuma palavra, de explicação ou de desculpa, nos foi dita. Na hora da conta, lá estava a salada. Foi preciso discutir para não pagar o que não havíamos consumido. Conseguimos, mas tanto o garçon quanto a dona do restaurante juravam que a salada estava ótima!
De Tavira seguimos rumo a Olhão, mas no caminho demos com a Matriz de Nossa Senhora da Luz de Tavira, na freguesia de Luz de Tavira. Paramos. À entrada da igreja, demos com esse simpático e incontestável aviso:
Seguindo viagem, chegamos a Olhão. Estávamos no meio da tarde de uma quinta-feira de verão e tivemos a maior dificuldade para estacionar próximo da Igreja Matriz de N. S. do Rosário, bem no centro da cidade.
Conseguimos, depois de dar uma enorme volta pela cidade, com direito a contemplar a Ria Formosa, que também reina por ali. Valeu como um city tour.
Fim de tarde, voltamos alegrinhos para nossa última noite em Faro.
Nem preciso dizer que jantamos à beira da ria.
***
As fotos dessas escapadas pelo Algarve estão nos álbuns já publicados no post sobre nossa estada em Faro. Repito os links para facilitar: as minhas e as da Ana .

domingo, agosto 07, 2011

Faro, surpresa boa!

Foto: Ana Oliveira
Chegamos a Faro pelas asas da Ryanair, depois de um belo périplo pelos aeroportos europeus, como já contei aqui.
Faro era, na verdade, a razão da nossa viagem porque ali aconteceria o 10º Congresso da Sociedade Internacional de Lusitanistas, para o qual Ana estava inscrita.
Era um destino novo e, como tal, mereceria algum estudo anterior, como aconteceu com Viena, Budapeste e Praga, nossos portos anteriores nessa viagem. Mas, nem sei porque, não foi assim. 
Chegamos ao Algarve com pouquíssimas informações e com uma wish list praticamente vazia. A única indicação era para visitar Albufeira. E acabamos nem chegando lá...
Nos instalamos no Hotel Ibis Faro, que ficava a meio caminho entre o campus da universidade e o centro da cidade, e tratamos logo de descobrir o caminho para o local onde aconteceria o congresso.
Com essas e mais aquelas, já era hora do almoço. Decidimos explorar a região da Praia de Faro, em busca de um lugar pra comer. 
Encontramos. Um luxo à beira mar, quase pé na areia, o restaurante Suigeneris, onde comi a melhor comida de toda a viagem, um risoto de camarão inesquecível. E os sucos... ah, os sucos! E a vista... Pra completar, ainda tinha wi fi livre.
O centro da cidade só fomos conhecer no dia seguinte. A princípio achamos meio sem graça. Mas foi apenas por um instante, até que descobrimos a cidade antiga, com suas ladeiras, igreja e vistas estonteantes para a ria. E chegamos ao alto bem na hora do pôr do sol, um espetáculo!
Faro é assim. Tem mar e ria. A Ria Formosa, que faz jus ao nome e domina toda a região. Onde quer que se esteja, há sempre pelo menos uma nesguinha dela à vista.
Ría Formosa  - Faro, Portugal 
Nos dias em que estivemos por lá, usamos e abusamos dos restaurantes à beira da ria. Não são lá essas coisas em termos de culinária, mas a vista compensa tudo.
Virou e mexeu, lá estávamos nós, conferindo a alta da maré, as cores do pôr do sol e a formosura da Ria Formosa.
E ainda no dia da partida, fomos mais uma vez perambular pela cidade velha, com direito à subida na torre da Sé pra ver a ria e a cidade do alto.
O aeroporto da cidade não é lá muito grande, mas é movimentadíssimo. Faro é a porta de entrada para as belas praias do Algarve. Acostumados a levar turistas para as praias mais distantes, os motoristas de táxi que fazem ponto por ali parecem não gostar muito de fazer pequenas corridas. Aconteceu conosco!
No nosso último dia em Faro, fomos ao aeroporto entregar o carro alugado. Dali iríamos ao centro, esperar a hora da partida do trem para Lisboa, nosso próximo destino. Consultamos os horários e preços do ônibus que fazia aeroporto/centro e achamos que a melhor opção seria um táxi. Éramos três pessoas - meu pai estava conosco - e o preço sairia quase o mesmo, além de não precisar esperar o ônibus.
Enquanto decidíamos isso, meu pai foi até o banheiro e com isso ficamos um tempinho paradas próximo ao ponto do táxi. Assim que meu pai voltou, pegamos o primeiro táxi da fila. Quando dissemos para onde íamos, o motorista ficou uma fera. Comentou que tínhamos estado ali até aquele momento sem decidir tomar o táxi e agora o fazíamos justo na vez dele, disse que para o centro deveríamos ir de ônibus e coisa e tal... Pedimos que ele parasse imediatamente, mas ele seguiu reclamando e não parou.
Quando estávamos passando pela cancela do estacionamento, ele teve que parar. Aproveitamos para descer sem dar ouvidos para as ameaças dele, que incluíam até chamar a polícia para nos obrigar a pagar a bandeirada.
Voltamos ao ponto do ônibus e fomos tranquilos para o centro.
Isso lá é jeito de tratar o turista, seu motorista?
***
Aqui e aqui tem fotos dessa parte da viagem, incluindo os passeios que fizemos pela região e que serão assunto de um próximo post, aguardem!

sexta-feira, julho 29, 2011

A caminho de Faro

Saindo de Praga, nosso próximo destino seria Faro, no Algarve, sul de Portugal.
Preparar essa travessia foi um dos maiores desafios da viagem. O planejamento foi feito ainda no Brasil e acabou definindo a sequência da viagem até esse ponto.
As empresas aéreas “normais” cobravam tarifas exorbitantes. Pensamos então em usar as low cost.
Voos diretos, nem pensar, para os dias e horários que nos interessavam. Queríamos gastar o mínimo de tempo possível, e tínhamos que estar em Faro na segunda-feira, dia 18 de julho. Ana participaria de um congresso de literatura ali.
Procura daqui, procura dali, ficamos com umas seis opções de itinerários malucos, envolvendo translados de ônibus e avião.  Optamos pelo que nos pareceu mais ”tranquilo” ...
Olha só, que fácil: saímos de Praga no final da manhã de domingo rumo a Milão, pelas asas da Easyjet. De Milão, ainda pela Easyjet, voamos para o Porto. 
Foto: Ana Oliveira
Esse segundo vôo teve um pequeno atraso que, conjugado com a lerdeza do metrô do Porto, quase nos fez perder um encontro já agendado com a poetisa Ana Luísa Amaral. Imaginem que o tal metrô – que na verdade é um trem – tem intervalos de 20 minutos entre as partidas e chegamos à plataforma justo quando estava saindo um trem... 
Mas deu certo. Ana Luísa lamentou o atraso por não poder nos levar a um restaurante à beira-mar, em Leça da Palmeira, onde ela mora. Jantamos na cidade e fizemos um passeio noturno, de carro, à beira do Douro, contemplando uma das mais lindas vistas da cidade. Foi bem bom!

Dia seguinte, cedinho, enfrentamos mais uma vez o tal metrô rumo ao aeroporto para voar até Faro.
Foi nossa estreia na Ryanair. A julgar pelo que tínhamos ouvido falar da companhia aérea mais barata do planeta, esperávamos mais dificuldades. Tudo correu muito bem e chegamos lampeiras a Faro no início do dia 18, conforme o planejado.
Tínhamos reserva de carro com uma obscura locadora, a Air Auto que nos cobrava 132 euros por quatro diárias de locação. Uma pechincha comparada aos quase 400 euros propostos pelas locadoras “oficiais”.
Foi difícil localizar o balcão deles no meio do estacionamento do aeroporto, mas conseguimos. Saímos de lá com um Nissan Micra que foi nosso companheiro durante os dias que passamos na cidade. Demos ao carro o nome de Inácio. Olha ele aí!
Foto: Ana Oliveira

quinta-feira, julho 28, 2011

O pic nic foi bom...

Botando o carro na frente dos bois, vou contando, em tempo quase real, como foi a volta da viagem nesse verão europeu de 2011.
Depois de curtir o último dia em Madri, pegamos as malinhas e seguimos para o aeroporto. Já havíamos consultado o site da Aerolíneas e constatado que o voo não tinha previsão de suspensão por causa das cinzas do vulcão, só tinha um pequeno atraso para a saída, coisa de menos de uma hora.
Ao chegar a Barajas, encontramos uma fila quilométrica nos balcões de check in da Aerolíneas. Quase duas horas depois, quando fomos atendidas, soubemos que o voo, que sairia às 22h, havia sido transferido para o dia seguinte às 8 da manhã. Hã, hã!
Malas despachadas, cartões de embarque emitidos, fomos, por conta da companhia aérea, para o Hotel Meliã, da rede Sol Meliá, um 4 estrelas no meio do nada, com direito a jantar e café da manhã.
Tudo muito organizado, check in rapidíssimo, quarto confortável, wi fi grátis.
Às 5h15 do dia seguinte, atendendo às instruções, todos os passageiros estavam à porta do salão para o café da manhã. Quando o salão foi aberto, houve um oh! geral: não havia cadeiras. As mesas estavam postas para o dobro da sua capacidade normal. No centro de cada uma, uma jarra de suco, outra de leite e um bule de café. Nos balcões, a famosa bolería espanhola: só doces. Nenhum simples pãozinho!
E partimos novamente para o aeroporto.
No acesso ao portão de embarque, uma pequena confusão: o funcionário implicou com a data dos cartões de embarque, que eram do dia anterior. Fomos até o balcão da Aerolíneas mas não havia ninguém ali para fazer a troca dos tais cartões. Voltamos e a exigência já estava esquecida... Coisas da vida!
O voo, que saiu com um pequeno atraso, foi feito num avião enorme.
Atendendo a um pedido de troca de lugares com uma família, acabamos tendo alguma sorte: ficamos com as primeiras poltronas de uma seção. Aquelas onde geralmente viajam mães com crianças. Mais espaço para as pernas, mas impossibilidade de esticá-las...
O trecho Madri/Buenos Aires levou pouco mais de 12 horas. Tivemos direito a um café, um almoço, um filme, outro filme e novamente o primeiro filme...
Chegando a Buenos Aires, nosso roteiro incluia trocar de aeroporto - já tínhamos o voucher do translado em mãos - e esperar o voo das 21h45 para São Paulo, cujos cartões de embarque já estavam conosco. Mas ouvimos insistentes chamados para quem tinha conexão pra São Paulo e achamos que poderíamos estar incluídas. Consultamos quatro funcionários e recebemos quatro informações diferentes. Por fim, estávamos, mesmo listadas para um voo que sairia às 17h15 do mesmo aeroporto, Ezeiza.
E aqui estamos nós, a bordo desse voo.
A última vez que vimos nossas malas foi ontem à noite, em Barajas. Será que elas estão fazendo o mesmo atribulado trajeto que suas donas? Só saberemos mais tarde, na esteira de Guarulhos. Oremos!
*****
Atualizando em 29/07 - 15h 
As malas não vieram. Nós e muitos outros passageiros ficamos com cara de ué na esteira, ainda esperançosos  numa segunda leva de malas, mas que nada!
Apareceu um funcionário da Aerolíneas rindo da gente...
E outro que nos conduziu ao balcão de reclamação de bagagens e se pôs a preencher, manual e lentamente, os boletins de ocorrência. Segundo ele, o próximo voo vindo de Ezeiza chegaria somente hoje, às 14h30. Daí, então, começaria a entrega das malas em domicílio. Isso se nossas malas estiverem mesmo em Bs As. E se elas decidiram ficar mais um pouquinho em Madri? Hum... Aguardem mais notícias!
*****
Atualizando (atrasadinha...) em 10/08 - 22h40
As malas chegaram no dia 30, sábado, no final da tarde, precedidas por um telefonema da Aerolíneas avisando da entrega.
Por onde andaram as danadinhas, não se sabe.
Mas o fato é que chegaram bem, intactas!
Enfim, final feliz!

domingo, julho 24, 2011

Praga,cidade pra voltar um dia

Entre Budapeste e Praga, viajamos pela mesma Orange Ways, mas dessa vez nem tudo funcionou tão bem como na viagem Viena/Budapeste. O ônibus saiu com atraso de 40 minutos e o wifi não funcionava...
Viagem longa. Chegamos a Praga ali pelas 23h30.
Comprar o bilhete do metrô foi a primeira odisseia da noite: não aceitavam cartão de crédito. Enquanto sacávamos as coroas tchecas no terminal do banco, a bilheteria "humana" fechou... e a bilheteria eletrônica não aceitava notas, só moedas. Tempo correndo e a gente nem sabia até que hora o metrô funcionava. Foi preciso correr até um boteco na estação rodoviária integrada - Florenc - e comprar algo pra trocar o dinheiro e conseguir as tais moedas. Conseguimos!
Próximo desafio: qual estação do metrô seria a mais próxima do Roma Hotel, em Mala Strana? 
Lição de casa mal feita! Devíamos ter estudado a questão antes da chegada... Mas contávamos com o wifi do ônibus para isso. 
Estudando o mapa do metrô, vimos algo que nos pareceu ser a Ponte Carlos. E o hotel ficava nas imediações da dita cuja. Fomos!
Mas quem disse que aquilo que lemos naquela escrita estranha era mesmo "Ponte Carlos"?
Não era! E tivemos que arrastar a mala por uma longa calçada em obras até a beira do rio, atravessar uma ponte que não era a Carlos e caminhar meio a esmo por algumas ruas até chegar ao ponto que o mapa (que tínhamos traçado no Ipod) indicava como sendo a rua Ùjezd, 24. Chegamos!
Surpresa! O recepcionista nos pediu milhões de desculpas, pois por algum erro o quarto que nos esperava era muitíssimo pequeno. Dormiríamos ali naquela noite e no dia seguinte mudaríamos para um maior, conforme nossa reserva. Como compensação, havia uma garrafa de vinho para nós no quartinho e ainda ganhamos vouchers para um drink no bar do hotel. E tudo correu como nos foi dito. Chegamos até a lamentar a mudança... O quarto pequeno era muito mais charmoso, novinho. Mas era mesmo diminuto. Ficava no último andar e tinha o teto inclinado. Demos umas boas cabeçadas nele naquela única noite em que ali estivemos.
A cidade... bem, é linda! Mas ainda estaria lotada se tivesse a metade dos turistas que tinha naqueles três dias.
As nuvens esconderam a belíssima lua cheia que se anunciava nos dias anteriores e lá se foi nosso sonho de vê-la refletida no Vltava.
Já na primeira manhã, compramos ingressos para o teatro negro no Fantastika, concerto na igreja de St. Nicholas e mais um concerto no belo teatro municipal (que afinal não aconteceu no salão principal, mas numa sala menor).
Passamos pelo belo relógio astrológico inúmeras vezes e sempre paramos para olhar os apóstolos que aparecem nas janelinhas acima dele, para ver e ouvir o sino tocado pela caveira que está ao seu lado direito e para curtir o som do corneteiro no alto da torre.
Lerês? Fizemos todos! Passamos pela Ponte Carlos várias vezes - manhã, tarde e noite - olhando, tocando e fotografando as estátuas.
Subimos com o bonde 22, que passava em frente ao hotel, até o ponto mais alto do complexo do castelo, no Loreto. Pagamos a permissão para fotos quase no mesmo valor das entradas ao convento. Mas valeu! 
Vimos a troca da guarda no castelo e fomos descendo sem comprar o tal ingresso conjugado que daria direito a várias combinações de visitas.
Entramos na Catedral de São Vito apenas na parte reservada aos não-pagantes e chegamos à entrada da Golden Lane, onde há a casa onde viveu Kafka, lamentando não ter comprado o tal ticket. Conclusão: voltamos no dia seguinte, compramos o bilhete e saímos visitando Catedral de São Vito, castelo, igreja de São Jorge e Golden Lane.
Fomos ao bairro judeu e visitamos as sinagogas incluídas num ticket também conjugado. Pagamos licença pra fotos no cemitério judeu e achamos tudo meio sem graça por ali.
Comemos nas barraquinhas da Staromestské nám - a praça da cidade antiga - e adoramos. 
Nos perdemos pelas ruelas da cidade.
Fomos à igreja do Menino Jesus de Praga, que ficava na mesma rua do nosso hotel.
Subimos de funicular ao bairro de Petrín, onde está uma mini torre eiffel, e visitamos seus lindos jardins.
E partimos três dias depois, rumo a Portugal.
Para chegar ao aeroporto, usamos os serviços da Prague Airport Transfers, mais uma indicação certeira do Ricardo Freire nesse post aqui. Reservamos por e-mail. Tivemos a confirmação rapidamente e fomos de Mercedes para o aeroporto pagando 550 coroas tchecas, ou seja, 23 euros, e um motorista bem simpático.
Praga merece uma volta, sim. De preferência numa época mais tranquila.
Fotos... temos!
As da Ana estão aqui
E as minhas, aqui.

sábado, julho 23, 2011

A Budapeste do Chico

Francisco Guedes é um apaixonado pela Hungria. 
Nós nos conhecemos apenas pelo twitter e pelo facebook, mas parece que somos velhos amigos.
Quando ele soube que iríamos a Budapeste, foi logo mandando um montão de dicas preciosíssimas.
Com autorização do Chico, transcrevo tudo aqui e convido os leitores a darem uma olhadinha no blog dele, o HungriaMania.

Aí vão as informações do nosso amigo:
Querida Ana, 
Tou aqui administrando a inveja ótima de vocês que daqui a uma semana estarão apreciando a beleza que os homens criaram na mais suave e linda curva do Duna (Danúbio, em magiar).

Como eu já disse, ficando na Erzsébet tér /érjêêbét têêr/ (com erre meio de caipira, rolado) vocês estarão num lugar privilegiadíssimo para explorarem a cidade e, se gostam de caminhar como eu, fazerem a maioria das coisas a pé.

Tenho uma história muito especial com essa praça, porque foi aí que botei os pés em Peste pela primeira vez, que em julho de 98 aí ficava a estação de ônibus internacionais (eu vim de Londres de bus, loucura que só se faz uma vez). Hoje ela está reformadíssima, linda, com espelho d'água e tudo, e aí mesmo, na praça tem um bar-café super famoso, grandes "degraus" praça abaixo, que bombava no verão de 2008, última vez que estive aí, com música ao vivo, teatro e galeria lá em baixo.

1. Buda Hill, Castle, Matthias Church, Fishermen's Bastion: assim que chegarem e pegarem um mapa (se já não têm um) vão ver que estão a só 3 ou 4 quadras do Danúbio: e nessa direção podem fazer logo o passeio que é o must básico: atravessar a Ponte das Correntes (Lánchíd /láánts hííd/) e subir o Monte do Castelo, em Buda, passeando do próprio castelo até a Igreja Matias e o Belvedere dos Pescadores, adjacente. Vai estar lotado de turistas, mas é lindo mesmo e, aproveitando pra ir cedo da manhã talvez vocês evitem o rush mais intenso. Há um elevador logo do outro lado da ponte, que leva ao Castelo, mas eu sempre preferi tomar a estrada de paralelepípedo à esquerda, que vai subindo agradavelmente em zig-zag e não custa nada nem tem fila. Se forem cedo e as filas não estiverem muito grandes, vale a pena pagar para entrar na Mátyás Templom e ver os afrescos estilo secessão, o art nouveau centroeuropeu, resultado de uma restauração no final do século XIX.

2. Passeio ao cair da noite: há um passeio bem gostoso de fazer ao longo do rio do lado de cá (Peste, onde fica o hotel) no cair da noite, quando as luzes do Castelo e da Lánchíd (ponte) se acendem do outro lado. Mas eu evitaria os restaurantes que ficam nessa área, parte dos hotéis internacionais beira-rio, porque são tourist traps com preços inflacionadíssimos. Esse passeio é povoado aqui e alí, como não podia deixar de ser, por hookers de ambos os sexos procurando descolar uns euros. Faz parte da cena.

3. Confeitaria Gerbaud: pertíssimo do hotel também, ainda na direção do Duna (podem até passar aí já na ida para o Castelo, para fazer um reconhecimento) fica a Praça Vörösmarty /Vöröshmórti/, nome do grande poeta e dramaturgo do séc XIX cuja estátua está no meio da praça. Aí está a famosa Confeitaria Gerbaud, que vale a pena conferir, visitar por dentro, descer aos banheiros, e até comer uma sobremesa a bit overpriced, for the fun of it.

3. Mercado Central: partindo da mesma praça há uma rua de pedestres, a Váci utca /Váátsi utssa/ (utca é rua), que é outro proverbial tourist trap, mas que descida até o final (não é longa), atravessando uma praça e a aveninda, há um lugar imperdível, o belo e grande Central Market Hall,o melhor lugar pra conhecer tudo que a Hungria produz de bom em comidas e bebidas. Vale uma boa hora batendo perna e perguntando sobre os goodies. No andar de cima tem também artesanato e uma área onde se pode almoçar comidas, sopas e outros quitutes em locais informais e de preços legais. E bom ir pela manhã até hora de almoço, que ele costuma fechar de tarde cedo.

4. Andrássy út / avenue /ondrááshi/, Operaház, Eklektika, Bookshops, Mensa Restaurant, etc. Saindo da praça do hotel na direção oposta, procurem no mapa a Andrassy Út, a grande aveninda que os húngaros abriram para celebrar os mil anos da chegada deles à bacia carpática, que eles comemoraram no final do séc XIX. Andando uns 300m, do lado esquerdo, vão dar na Budapest Operaház, um dos prédios mais importantes da história da arquitetura húngara, que vale a pena conhecer, se tiverem tempo. Há tours guiados. Morro de amores porque acho que vi aí mais óperas aí em um ano do que em qualquer outra época igual da minha vida. Do fim dos anos 90 para cá os preços subiram muito, helás.

5. Eklektika: uma quadra depois da ópera, ainda à esquerda, vocês dão numa rua que começa larga, chamada Nagymező /nódjmézöö/ (significa Campo Grande), onde ficam 3 ou 4 teatros de operetta e alguns cafés e restaurantes. Entrando à esquerda, passando por esses teatros, quando a rua já vai estreitar, vocês vão dar no Eklektika, sobre o qual já te falei no twitter. Enjoy it!

6. Bookshops: Voltando à Andrássy, numa esquina em diagonal tem uma filial da Alexandra Bookshop que tem um café simpático dentro. Mas seguindo adiante, agora, no lado direito da avenida, portanto, vocês vão dar, na esquina seguinte, na Könyvesbolt, a Loja do livreiro, a livraria mais cult da cidade, apesar de pequena, onde rolam encontros, palestras de autores e leituras de poesia durante todo o ano. Eles têm também uma ótima seleção de literatura húngara em outras línguas, além de cds e dvds legais. Vale a pena uma entrada nem que seja só pra sentir o clima. Nesse lugar funcionou nos tempos áureos, até a virada dos séculos XIX e XX o famoso Japán Kavéház, um dos mais famosos dos 700 !!  cafés que Budapeste tinha em 1900, ponto de encontro de escritores, poetas e boêmios famosos.

7. Menza Restaurant: a porta de saída da livraria acima dá na praça Lizst Ferenc, uma praça comprida que é qualhada de cafés e restaurantes bacanas mas um pouco "fashionable" demais, surgidos nos últimos 10 anos, e que atendem turistas e gente local endinheirada who want to see and to be seen, basicamente. MASSS, há aí mesmo, no final da  mesma quadra da livraria, há o MENZA, que tem uma decoração retrô original que é um charme, e o cardápio variável sempre tem umas leves /lévésh/ (sopas) ótimas. Agora, sendo verão, e muito provavelmente quente pacas, se for de dia, vale a pena, quem sabe, provar uma gyümölcsleves, uma sopa fria de frutas com yogurte, que é uma experiência gastronômica bem específica da Hungria.  

Seguem mais dicas em breve.
beijos
Chico

Ana, 
Tinha feito essas anotações no word dias atrás e acabei não te mandando.
Mas agora li teu lindo post sobre o diário da sua avó, e vendo ela falar de quitutes, bolinhos etc., me lembrei de te mandar.

As 3 coisas que eu mais adoro na cozinha húngara são, strudel de cereja azeda (meggyes rétes), sopa de cogumelos (gombaleves), e....thchan tchan tchan... POGACSA, e é dela que o texto trata: (no final tem umas obs sobre pronúncia, só pra se alguma de vcs tiverem curiosidade).

Pogacsa /pôgótcho/ espécie de bolinho salgado de massa semi-folhada que é uma maldição de bom (quando bem feito). A fonte mais garantida são as fornerias ‘Princess’, que existem na entrada de várias estações de metrô. 

Na Hungria eles medem peso de comida em ‘deka’, 10 gramas, assim 20 deka = a 200 gramas. Sugiro que, pra provar, vocês peçam:
10 ou 20 deka da sajtos (de queijo, as básicas) e outro tanto de spénotos(recheadas com creme de espinafre, de morrer!). Talvez seja melhor levar por escrito, há enorme possibilidade das vendedoras não entenderem inglês. Mas se quiserem arriscar pedir, a pronúncia é:
20 deka sajtos /húúss dékó shóitosh/ e /húúss dékó shpêênotosh/. Se for 10 é tíz /tííz/.

Antes de pedir qualquer coisa, a fórmula polida, que abre todas as portas é:
Kérek szépen /kêêrék sêêpen/ se vc estiver sozinha, e kérünk szépen/kêêrünk sêêpen/ se estiver com mais alguém, e significa basicamente: peço/pedimos gentilmente, que é a única forma de please que eles têm.

Pra agradecer, mesma coisa, depende de se quem agradece está só ou acompanhado:
Sozinha/o: Köszönöm szépen /kössönöm sêêpen/; acompanhada/o:Köszönjük /kössöniük/ (o ‘szépen’ aumenta o grau da gentileza, quer dizer literalmente “belamente/bonitamente”).

OBS sobre pronúncia: 
Quando eu coloco duas vogais juntas na transcrição, é que se trata de uma vogal mais longa, e isso muitas vezes é fundamental para compreensão deles.

Importante: TODAS as palavras em húngaro são acentuadas na primeira sílaba. É uma espécie de francês às avessas, rsrs. Sílaba longa não significa, portanto, sílaba acentuada, a não ser que esteja no início da palavra, como é o caso em “kérek szépen”.

Pra descomplicar a leitura de qualquer coisa é bom saber também que:
SZ é uma letra só, com som de nosso S de sabão, sempre.
S lá tem som de ch em chave, ou o x em xadrez. Daí sajtos ficar /shóitosh/.
ZS é também uma letra só, mas com som de J de juízo, ou G de gente, sempre (por isso seu hotel é na praça /érjêêbet/ Erzsébet tér.
E = ao nosso É, curto, enquanto É = ÊÊ, fechado mas longo.
A = um a bem fechado e curto, quase nosso Ó, enquanto Á = a um ÁÁ, longo e bem aberto.
Os Üs e Ös são pronunciados como o U francês, e o EU francês de ‘feu’, com “biquinho”, e têm também suas equivalentes longas Ő e Ű, com ”aspinhas” em cima.

beijos
Chico