Ali, logo no primeiro dia de viagem, já travamos relações com os insistentes vendedores turcos. Houve até um que nos deu uma medalhinha pelo simples prazer de colocá-la pessoalmente em nossos peitos...
Desde os tempos mais remotos, os sultões já incentivavam o comércio construindo sólidos refúgios para os comerciantes itinerantes e seus animais. Eram os "caravanserais".
Como descreveu Affonso Romano de Sant'Anna em sua coluna do caderno Prosa & Verso do jornal O Globo de 7 de junho de 2003, A vida é um Caravançarai: "Caravançarai é o nome dado ao local onde as caravanas que atravessam o deserto param para se alojar temporariamente. E aí se encontram pessoas de várias tribos. Encontram-se e contam-se histórias. É quando a vida se assenta em si mesma e reduz-se ao essencial..."
Visitamos o caravançarai de Konya e pudemos sentir o peso da história que passou por ali dia após dias, desde o século XIII.
Aliando isso a outra tradição - os tapetes turcos - testemunhamos uma das mais eficientes formas de comércio que já se viu: a venda de tapetes artesanais aos turistas. Tudo organizadíssimo! Primeiro uma visita à "fábrica", onde se pode observar o processo de confecção dos tapetes.
Imagine carregar um tapete desses pelo mundo afora, até chegar ao Brasil! Mas eles têm a solução: embalam e enviam para qualquer lugar do mundo. E tudo isso é explicado fluentemente, na língua do grupo visitante. Marketing perfeito!
Essas fábricas, bem como outras, de jóias, que também visitamos, funcionam em regime de cooperativa e são patrocinadas pelo Estado.
Com as guerras na região, os turistas estiveram sumidos. É hora de recomeçar. Assim, os mais humildes comerciantes das mais remotas cidadezinhas estão sempre a postos com seus produtos, artesanais ou industrializados, animais ou vegetais. Enfim, vale tudo!
Em Çavusin, artersanato em barro. Em Ushisar, a artesã furiosa com a câmera de Ana e o camelo, à espera de um turista que se aventurasse a subir às suas costas usando a escadinha para facilitar a escalada. Enormes pêssegos turcos à venda num posto à beira da estrada, em Konya.
E até a religião enseja o comércio. Em Bursa, a alegre vendedora de terços turcos não se opôs a posar para a foto depois de ter vendido alguns badulaques ao grupo, nas proximidades da Yesil Türbe (Tumba Verde).
Mas, embora os turcos se dediquem ao comércio com bastante afinco, não foram os únicos que cruzaram nosso caminho com suas cores e apelos.
Em Liverpool, não resistimos à Beatles Story - loja de artigos relacionados aos quatro astros locais e mundiais - e gastamos ali umas boas libras em pequenas lembranças.
Em Londres, Sherlock Holmes nos aguardava para uma sessão de compras no Backer Street Emporium.
Na Holanda, frutas e flores disputavam os olhares dos consumidores em potencial.
Na agitada Barcelona, há um templo do comércio que é imperdível para nós: o Mercado da Boquería. Em plena Rambla, uma profusão de frutas, carnes, queijos, peixes...
Foi ali que encontramos uma grande coincidência. Uma peixaria com os nossos nominhos!
Também na Espanha nos fez rir muito o cartaz que vimos nas ruas de Madrid.





















































