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domingo, setembro 02, 2007

Viagem à Turquia - Parte VII - Vendendo e comprando...

A cena acima é do Grande Bazar de Istambul, mas poderia ser do mercado Modelo - baiano - ou do Mercado de São José - pernambucano, não fossem os azulejos e arcos tipicamente turcos que se vê na construção.
Enorme e labiríntico, o Grande Bazar tem de tudo para todos. Grandes negócios podem ser feitos ali. É só ter paciência para procurar e pechinchar. E não há que se preocupar com o idioma. Para vender e comprar vale qualquer língua, do sânscrito ao gestual. Veja como Ana Maria se entendeu perfeitamente com esse vendedor de olhos turcos, aqueles que dão sorte...
Na verdade, nossas experiências com o lendário comércio turco começou já em Pasabagi, na já citada Capadócia.
Ali, logo no primeiro dia de viagem, já travamos relações com os insistentes vendedores turcos. Houve até um que nos deu uma medalhinha pelo simples prazer de colocá-la pessoalmente em nossos peitos...
Desde os tempos mais remotos, os sultões já incentivavam o comércio construindo sólidos refúgios para os comerciantes itinerantes e seus animais. Eram os "caravanserais".
Como descreveu Affonso Romano de Sant'Anna em sua coluna do caderno Prosa & Verso do jornal O Globo de 7 de junho de 2003, A vida é um Caravançarai: "Caravançarai é o nome dado ao local onde as caravanas que atravessam o deserto param para se alojar temporariamente. E aí se encontram pessoas de várias tribos. Encontram-se e contam-se histórias. É quando a vida se assenta em si mesma e reduz-se ao essencial..."
Visitamos o caravançarai de Konya e pudemos sentir o peso da história que passou por ali dia após dias, desde o século XIII.
E, com uma tradição assim tão sólida, os turcos não poderiam deixar de se mostrar comerciantes por excelência.
Aliando isso a outra tradição - os tapetes turcos - testemunhamos uma das mais eficientes formas de comércio que já se viu: a venda de tapetes artesanais aos turistas. Tudo organizadíssimo! Primeiro uma visita à "fábrica", onde se pode observar o processo de confecção dos tapetes.
Em seguida, acomodados em um grande salão e bebericando um vinho ou um chá - tudo à escolha do freguês e às custas do vendedor - tapetes e mais tapetes desfilam diante de nossos olhos admirados e de nossos ouvidos estarrecidos com os preços.
Imagine carregar um tapete desses pelo mundo afora, até chegar ao Brasil! Mas eles têm a solução: embalam e enviam para qualquer lugar do mundo. E tudo isso é explicado fluentemente, na língua do grupo visitante. Marketing perfeito!
Essas fábricas, bem como outras, de jóias, que também visitamos, funcionam em regime de cooperativa e são patrocinadas pelo Estado.
Com as guerras na região, os turistas estiveram sumidos. É hora de recomeçar. Assim, os mais humildes comerciantes das mais remotas cidadezinhas estão sempre a postos com seus produtos, artesanais ou industrializados, animais ou vegetais. Enfim, vale tudo!
Em Çavusin, artersanato em barro. Em Ushisar, a artesã furiosa com a câmera de Ana e o camelo, à espera de um turista que se aventurasse a subir às suas costas usando a escadinha para facilitar a escalada. Enormes pêssegos turcos à venda num posto à beira da estrada, em Konya.
E até a religião enseja o comércio. Em Bursa, a alegre vendedora de terços turcos não se opôs a posar para a foto depois de ter vendido alguns badulaques ao grupo, nas proximidades da Yesil Türbe (Tumba Verde).
E mais! Artísticos mostruários sempre ajudam a vender mais, como é o caso dessas bancas no Bazar das Especiarias em Istambul:
Olhando todo esse colorido, é impossível deixar de levar uma amostrinha pra casa.
Mas, embora os turcos se dediquem ao comércio com bastante afinco, não foram os únicos que cruzaram nosso caminho com suas cores e apelos.
Em Liverpool, não resistimos à Beatles Story - loja de artigos relacionados aos quatro astros locais e mundiais - e gastamos ali umas boas libras em pequenas lembranças.
Em Londres, Sherlock Holmes nos aguardava para uma sessão de compras no Backer Street Emporium.
Na Holanda, frutas e flores disputavam os olhares dos consumidores em potencial.
Na agitada Barcelona, há um templo do comércio que é imperdível para nós: o Mercado da Boquería. Em plena Rambla, uma profusão de frutas, carnes, queijos, peixes...
Foi ali que encontramos uma grande coincidência. Uma peixaria com os nossos nominhos!
Não resistimos à tentação de pedir à dona que nos presenteasse com uma folha das que ela usava para embrulhar sua mercadoria. Mal humorada, como grande parte dos espanhóis, ela concordou. Saímos de lá com o troféu.
Também na Espanha nos fez rir muito o cartaz que vimos nas ruas de Madrid.
Assim, talvez influenciadas por tudo o que o comércio representa em nossas vidas, decidimos nos transformar em garotas-propaganda da Elma Chips. Iniciamos nossa carreira na travessia do Mar de Mármara, incentivando todos a experimentar as delícias dos Doritos a la turca.









Alguém já provou?
Mais algumas fotos, que ilustraram a primeira versão desse relato, enviada aos amigos em dezembro de 2004, estão no álbum abaixo:

sexta-feira, agosto 24, 2007

Viagem à Turquia - Parte VI: E finalmente... Istambul

A última estação de nossa aventura turca, que começou na longínqua Capadócia, foi Istambul, a antiga Constantinopla das mil-e-uma-noites. Foi aí, nessa metrópole de mais de 3000 anos, que nos despedimos do solo turco, não sem antes explorá-la por nossa conta e risco.
A cidade, ao contrário do que pensávamos, é perfeitamente visitável. Mulheres podem andar sozinhas pelas ruas. Comerciantes falam inglês e até um pouco de espanhol. Enfim, dá pra fazer de tudo sem grandes dificuldades.
Metrópole agitada, Istambul se esparrama pelas margens asiáticas e européias do Estreito de Bósforo. Duas pontes ligam os continentes e levam turcos e turistas da Europa à Ásia num piscar de olhos.
Placas indicativas sobre as pontes fazem com que os passantes nunca se esqueçam de que essa é uma jornada especial. Não se trata de cruzar uma simples ponte, mas de transitar entre dois continentes: Ásia e Europa. Quem mais, além dos turcos e seus diletos hóspedes, tem esse privilégio?
Ali o Mar de Mármara, último pedaço do Mediterrâneo, se estreita formando um canal de mais de trinta quilômetros – o Estreito de Bósforo – que mais adiante se transformará no imenso Mar Negro. Olhe bem e você verá ao fundo uma pontinha do Mar Negro...
Um cruzeiro pelo Bósforo é tarefa obrigatória para qualquer turista que se preze. Assim estivemos por lá fotografando as grandezas e misérias de seus arredores.
À margens do Bósforo está também a Galatasaray Üniversitesi. Nada como estudar na Europa com vista para a Ásia...
Há em Istambul um sem-número de mesquitas espalhadas por todos os cantos da cidade. A maior e mais famosa delas – a Mesquita Azul – foi construída por ordem do sultão Ahmet I.
Na decoração interior predomina o azul, razão pela qual é chamada de Mesquita Azul.
Grande por dentro e por fora, é a segunda maior do mundo, perdendo apenas para a Grande Mesquita de Meca.
Contam que originalmente a mesquita turca tinha apenas quatro minaretes. Quando construíram a mesquita de Meca com seis minaretes, o sultão de plantão ordenou que se acrescentassem dois minaretes à turca. Meca não deixou por menos e aumentou a sua, totalizando sete minaretes. E parece que a contenda parou por aí... Ou será que algum dia leremos na primeira página do UOL : "Turquia constrói mais um minarete na Mesquita Azul"?
Do outro lado do jardim está AyaSofya Müzesi construída como basílica pelo Imperador Justiniano em 537, depois transformada em mesquita e atualmente em museu.
Aqui há que confessar um pecadinho: dessa vez não fomos visitar Santa Sofia por dentro. Será que seremos perdoadas ou arderemos no fogo do inferno? Na próxima visita repararemos o erro e ainda visitaremos o Palácio Topkapi que também "pulamos"...
Invadindo a Istambul européia existe um imenso braço de mar: o Chifre de Ouro.
Ao sul do Chifre de Ouro está a parte mais antiga e caótica da cidade. Aí estão as mesquitas e os bazares. O trânsito entre essa parte da cidade e a parte norte, dita moderna, é feita por duas pontes. A mais movimentada é a Ponte Gálata, onde é possível até parar para um cafezinho.
Ao final da ponte encontra-se o Tunel, ou seja, a estação do funicular que leva à parte alta de Beyoglu, no lado norte da Istambul. Ali nos esperava a Torre Gálata, construída no ano 528, com seus 61 metros acima da colina.
Do alto da torre a vista para a velha Istambul é imperdível. Chegamos justo a tempo de testemunhar um grande espetáculo: o pôr-do-sol.
Como boas leitoras de Agatha Christie, não pudemos deixar de visitar o Hotel Pera Palas, hospedaria original dos passageiros do Orient Express.
Foi ali que a escritora se refugiou numa ocasião em que desapareceu de casa. Voltou com o livro Assassinato no Orient Express pronto para a tipografia. E o quarto 411, onde esteve hospedada, tornou-se ponto de visitação turística. Mediante uma pequena gorjeta ao camareiro pode-se ver o quarto e até fotografá-lo.
Em Beyoglu está a parte do comércio sofisticado de Istambul. Partindo da Praça Taksim, caminha-se pelo calçadão da Istiklal Caddesi – onde estão as lojas das mais famosas grifes mundiais, ao lado de fast foods e barraquinhas de camelô – e chega-se à Çiçek Pasaji, um território exclusivo de restaurantes. Imperdível!
E é também seguindo pela Istiklal Caddesi até a altura do Café Barcelona que se chega ao melhor café da Turquia. Fica numa travessinha estreita e acanhada, as cadeiras, umas diferentes das outras, ficam na rua, espalhadas. Quem serve são os próprios donos, dois turcos muito simples e simpáticos.
Ali o café e o chá turcos são servidos como manda o figurino tradicional.
Alguém está servido?
pppppp
Aí estão imagens que ilustram quase tudo o que foi dito acima. Apreciem sem moderação:

quinta-feira, agosto 23, 2007

Viagem à Turquia - Parte V - Pedras Milenares

Retomando a viagem a Turquia, volto com mais um "episódio".
Quem perdeu os capítulos anteriores pode vê-los nos links abaixo:

Vamos, pois, às pedras milenares!

Lembram-se das piscinas termais de Pammukale e seu pôr-de-sol inesquecível?
Bem ao lado desse paraíso está Hierápolis.

Acreditava-se, na Antigüidade, que as águas quentinhas das piscinas de Pamukkale eram milagrosas e curavam doenças. Por conta disso, muitos doentes viajavam para lá em busca da cura para seus males. Diante da necessidade de acomodar esses pessoas, surgiu ali, ao lado das termas, a cidade de Hierápolis, cujo nome significa cidade sagrada.
O que se vê hoje por lá são as ruínas do que foi a cidade.
A velha Hierápolis tinha uma rua principal, dedicada ao comércio. Não se esqueçam: estamos na Turquia!

Um enorme teatro, todo de pedra.

E para provar que a água não tinha nada de milagrosa, um imenso cemitério.
Aquele ensolarado 29 de agosto, nosso terceiro dia em solo turco, era dedicado às cidades gregas. Assim, de Hierápolis fomos a Éfeso.

Ali está outro maravilhoso conjunto de ruínas arqueológicas que mostra o quão esplendorosa foi a cidade onde nasceu Heráclito.

Cada passo nos trazia uma surpresa.
O Templo de Adriano, com seu portal majestoso:

A biblioteca, da qual se conservou apenas a fachada, com as imagens que a guardam:

E os teatros. Dois!

No maior deles, o segundo, Paulo fazia suas pregações. Quem nunca ouviu a referência à "Carta de São Paulo aos Efésios"?
Além disso, é em Éfeso que se encontra o que restou de uma das sete maravilhas do mundo antigo, o Templo de Diana, que demorou mais ou menos 120 anos para ser construído. Era todo em mármore, tinha cerca de 122 metros de comprimento e 100 colunas de 18 metros de altura.
Assim era o templo em sua época áurea:

Daquela centena de colunas, restou apenas o que se vê na foto:

Mas parece que os habitantes da antiga Éfeso também tinham lá suas coisas curiosas.
Um banheiro público, ao ar livre, onde se podia conversar com os amigos enquanto se faziam as necessidades:

Um joguinho para as horas vagas:

Um sistema para pedir pizza em domicílio:

E até um bordel! Afinal, Éfeso era um porto:

Dizem que essa pedra indicava a entrada do prostíbulo e que o pé aí desenhado servia como agente da censura. Para evitar a entrada de menores, só podiam entrar os homens cujos pés fossem iguais ou maiores do que o do desenho. Alguém quer tentar?

Pra quem quiser ver mais fotos, tem um álbum no endereço abaixo. Clique e veja!

Pedras Milenares

sábado, julho 28, 2007

Viagem à Turquia - Parte IV - Na Turquia como os turcos

Mais um capítulo da viagem à Turquia, contando agora alguns dos costumes turcos que pudemos conferir e até participar.


Girando, girando!
Mão direita levantada para o céu.
Mão esquerda apontada para o chão.
São os dervixes dançantes da longínqua Capadócia!
Eles povoaram nossa primeira noite na Turquia.
Criada por Mevlana por volta do século XIII, a Ordem dos Dervixes chegou a ser extinta e considerada fora da lei por Kemal Ataturk no século 20.
Num primeiro momento, os dervixes aparecem envolvidos em um manto negro. Na cabeça levam um chapéu comprido. Essa vestimenta representa uma tumba e simboliza que o dervixe está morto para o mundo das aparências.
Ao som de música em louvor ao Profeta, os dervixes iniciam a dança. Depois de três voltas, tiram o manto negro, mostrando então a roupa branca que simboliza a morte dos desejos. A partir desse momento eles recebem autorização para girar e girar e girar... repetindo o movimento cíclico do universo em busca da perfeição.
A mão que aponta o céu quer receber os dons de Deus e a que aponta a terra quer transmitir esses dons ao mundo.
Terminada a cerimônia, foi a nossa vez de buscar a perfeição. Para isso, nada melhor que tomar um chá de canela e dar uma "pitadinha" num cachimbo de água.
Dois dias depois, estávamos em Konya - uma das cidades mais fundamentalistas da Turquia - visitando o Mausoléu de Mevlana, fundador da Ordem dos Dervixes.
Ainda na Capadócia, vivemos uma aventura tipicamente turca que não teve registro fotográfico. A única "prova" dela está está entre as fotos do álbum que abre esse relato: o cartão do banho turco Alaaddin.
Ali tivemos um verdadeiro banho turco, com direito a sauna, esfregão e massagem de espuma.
Funciona assim: depois de um tempo na sauna, você vai para um salão onde há uma enorme mesa de mármore aquecida. Fica ali, esquentando e esperando sua vez de ser vigorosamente esfregado por um turco munido de uma bucha bem áspera. O passo seguinte é uma massagem - também vigorosa - feita com espuma. Só então vem aquela parte que se vê nos filmes: pessoas sentadas em volta de uma pia, conversando e enxaguando-se com canequinhas de água.
O banho turco existe há milhares de anos. Mercadores turcos costumavam beneficiar-se de seus efeitos ao regressar de suas longas viagens, com a pele ressecada pelos ventos e os poros entupidos pela poeira a que se expunham ao atravessar terras áridas e desertos.
Assim, já iniciadas nos costumes turcos, seguimos visitando um sem-número de mesquitas e mausoléus.
Em Bursa, visitamos a Yesil Türbe (Tumba Verde), mausoléu construído como último abrigo para o Çelebe Sultan Mehmed, em 1421.
Da mesma época é a Mesquita Verde (Yesil Camii), com seus incríveis azulejos. Verdes, claro!
Ali testemunhamos algumas expressões da vida muçulmana do país, que, embora laico, tem 90% de adeptos do Corão.
É verdade que grande parte da população que se diz muçulmana não pratica os preceitos islâmicos, principalmente os mais jovens. Mas, como toda regra tem sua exceção, entre as fotos está uma jovem moçoila lendo o Corão num dos espaços reservados para estudos na Yesil Camii.
A entrada nas mesquitas é precedida de alguns rituais interessantes. Um deles é a retirada dos sapatos, que ficam numa prateleira logo na porta da mesquita. Difícil agüentar o cheirinho... apesar do ritual da ablução a que estão obrigados os fiéis antes de entrar.
Turistas, como Ana Maria, só se aproximam das fontes para fotos! Nada de abluções...
Já em Istambul, na Mesquita do Sultão Mehmed, pudemos testemunhar mais um aspecto da cultura islâmica: garotos preparados para a cerimônia da circuncisão. Ai!
Não é preciso dizer que não participamos desse ritual... Nossa única atuação islâmica foi posar para uma foto numa espécie de altarzinho muçulmano.
Para quem se interessar em obter mais informações sobre os dervixes dançantes, aí vai um link útil:

sábado, julho 21, 2007

Viagem à Turquia - Parte III: Ainda na Capadócia

Mais uma parte da já lendária viagem à Turquia, em edição revista e atualizada!

***
Não apenas o vento e a água moldaram as pedras da Capadócia. A mão do homem também deu ali sua contribuição, escavando cidades, fortalezas, igrejas.
Nos arredores de Nevsehir ( aquela,com cedilha no s...), fica Özkonak (assim, com trema no o...).

Özkonak abriga uma enorme cidade subterrânea escavada pelos habitantes da região durante o império romano. Era ali que aquele povo se escondia para se proteger dos saqueadores árabes. São salas de diferentes dimensões que serviam de dormitórios, salas de refeições, igrejas, enfim, tudo o que era necessário à vida cotidiana da população. Os imensos salões são ligados por túneis tão estreitos, que alguns até exigem que a pessoa se abaixe para poder passar.

Os antigos moradores dessa cidade sem céu desenvolveram sistemas bem interessantes de defesa e de ventilação. Havia "portas" deslizantes de pedra que interrompiam a passagem quando o perigo se aproximava.

No teto havia buracos por onde se podia espreitar e atacar o inimigo.

Esses mesmos buracos proporcionavam e entrada do ar para dentro da cidade. E isso funcionava tão perfeitamente que até parecia haver modernos aparelhos de ar condicionado tão fresquinho era o lugar.
Nas épocas em que não era necessário usá-la como refúgio, a cidade tinha sua utilidade como depósito de cereais ou como local para preparar vinho.

Outro espetáculo que a Capadócia nos ofereceu foi o museu ao ar livre de Göreme (também com trema no o...).

Localizado em um vale, juntando a beleza natural ao trabalho do homem, Göreme é um lugar extremamente interessante. Escavadas nas rochas há um sem número de igrejas rupestres decoradas com pinturas antigas. Algumas muito elementares, outras mais trabalhadas e coloridas.

Incrível como tudo isso foi feito com tão pouca tecnologia e se conservou por tanto tempo...
À saída ainda pudemos ver mais uma intervenção do homem na natureza: uma curiosa agência bancária...

Dali nos dirigimos para um povoado troglodita: Çavusin (outro nome com cedilha no s).

Começamos nossa visita por uma parte antiga e abandonada morro acima, com moradias também escavadas nas pedras e que hoje se transformou num imenso pombal.

E terminamos nossa caminhada matinal chegando à Çavusin dos dias de hoje.

Nossa última aventura pelas pedras capadócias – e pelas cidades escritas com ç em lugares estapafúrdios – foi a visita ao povoado de Uçhisar com sua imponente fortaleza, ponto mais alto de toda a região.

É ali, entre o Vale dos Pombos e a imensa fortaleza de pedra, que o povo de Uçhisar vive o seu cotidiano.

Para transportar: táxi ou camelo.

Para se localizar: placas de direção.

Para rezar: mesquitas.

E como a região é quentíssima no verão, não podia faltar o bom amigo sorveteiro, que posou alegremente para o click de Ana.

Bem, e clicks não faltaram. Se quiser ver mais alguns, visite nosso álbum no link abaixo:

Ainda na Capadócia