sexta-feira, dezembro 25, 2009

E acabou o Natal...

Bem, como uma boa parte das pessoas que me conhecem já sabe, acho Natal uma chatice. E nem preciso explicar porquê...
Passei os dias 24 e 25 quietinha aqui em casa, preparando tudo para a viagem que faremos para começar 2010 em grande estilo: Bariloche, lagos andinos, Puerto Mont e Santiago, com algumas escapadinhas para aqui e acolá.
Fiz um vestido, arrumei a casa, preparei as malas, fiz bolo, comi, fotografei tudo.
Agora é esperar que 2010 seja melhor que 2009.
Deixo a todos essa singela mensagem:

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Presente só porque é Natal...

... tô fora!
Ou melhor, tô querendo ficar de fora.
Já venho pensando nisso há algum tempo.
Presente de Natal, presente de aniversário, presente de viagem...
Quando fiz 50 anos, ensaiei uma novidade: pedi aos meus amigos, que me acompanharam nas 5 festas que fiz naquele então, que não trouxessem presentes e que doassem um valor qualquer para um hospital cujo nome e número de conta eu forneci a eles. Parece que o povo gostou. Pelo menos "obedeceram".
Ano passado, combinei com uma amiga - e toda sua imensa família, por extensão - que aboliríamos entre nós os presentes de aniversário e Natal.
Vigorou!
Em 2009 nos presenteamos apenas com flores nos aniversários.
Fiquei de discutir essa questão com os amigos durante 2009, para que, ao menos no Natal, pudéssemos deixar pra lá essa troca, muitas vezes formal, de presentes.
O tempo passou... Não falei no assunto. Esqueci.
Agora estamos aqui, beirando a noite natalina, e cada qual pensando no tal do presente, presentinho, presentão...
Eu, inclusive!
E as lojas apinhadas de gente!
Começo agora então a campanha anti-presentes com data marcada.
Bom é dar e receber um presente que tem seu significado.
Uma coisa assim: você viu algo que tem a "minha cara" e quer me presentear com isso. Ótimo! Compre o mimo e me dê a qualquer momento. Ou mesmo guarde pra me dar no dia do meu aniversário... ou no Natal.
O chato é sair pelas lojas abarrotadas - ou não - em busca de um presente de aniversário ou de Natal.
Tá viajando. Viu algo bonitinho - e fácil de carregar - que poderia me agradar. Traga, sim! Mas não perca suas preciosas horinhas rodando no relógio a peso de dólar, euros ou outra moeda qualquer, procurando uma lembrancinha local pra me trazer. Vou gostar mais de saber das suas aventuras e de ver suas fotos.
Prometo fazer o mesmo em relação a vocês, meus amigos.
Topam?

domingo, dezembro 13, 2009

Agora sim, o último capítulo...

Bem, quem segue as minhas histórias por aqui, deve se lembrar do episódio das cadeiras da Tok&Stok que comprei em setembro.
Faço um resuminho mais que rápido: os braços das tais cadeiras estavam esfolados. Depois de muita novela, foram trocados por outros um pouco menos esfolados e ficou prometido para o dia 12 de dezembro um novo contato para mais uma troca de braços... ou seria uma queda de braço?
Bem, eu já tinha dado o caso por encerrado. Já fazia olhos baços para para os braços...
Foi então com surpresa que recebi um telefonema do vendedor Gabriel Bornay no dia 7 de dezembro. Pasmem, ele dizia que esteve de férias mas não esqueceu do meu caso. E propunha uma troca, não dos braços mas das cadeiras, por um outro modelo, levemente superior ao das anteriores, sem nenhum custo.
Fiquei de passar na loja para ver o novo modelo.
Apareci lá no mesmo dia. Gostei da cadeira e aceitei a proposta.
A entrega ficou marcada para a sexta-feira, 11 de dezembro.
Chegaram!
A superioridade das novas cadeiras é bastante sutil. A diferença mais perceptível é no encosto reclinável que as anteriores não tinham.
Confesso que prefiro o encosto fixo...
Talvez o acabamento seja um pouco melhor.
Mas acho as primeiras mais estilosas. Avaliem:
Mas a melhor notícia ainda não contei: os braços das novas cadeiras também vieram esfolados!!!!! Olha só:
O que será que acontece? Karma?
Notei antes da montagem. O montador acenou com a possibilidade de voltar com o produto... Declinei. Fui vencida pelo cansaço.
E assim, enfeitadas para as festas de fim de ano, aí estão nossas novas cadeiras da Tok&Stok:

segunda-feira, novembro 30, 2009

4º aniversário do blog - parte III

Olha aí, é só anunciar que tem bolo que os convidados aparecem...
Agora chega Ana Maria, aquela da Psiulândia e de tantas jornadas pela vida afora...
Vem com armas e bagagens para mais uma ranzinzice.
Vamos lá!

Eu sempre escrevo textos ranzinzas e rabugentos para o meu blog. Agora eu queria escrever um alegrinho, pra comemorar os 4 anos do seu, mas acho que o uso do cachimbo entortou mesmo a minha boca! Assim sendo, mando para o seu blog um textinho de reclamação: é uma historinha, mas é de autora rabugenta! Começa assim:

Era uma vez um viaduto, o Paraíso:

Embaixo dele, passa a 23 de maio:

Numa beiradinha do viaduto, quase caindo na avenida, algumas pessoas foram construindo casinhas. Virou uma vilinha, com portão na frente, número e até um grafitti na entrada:

Um belo dia, a prefeitura de São Paulo se incomodou com aquela vilazinha clandestina e resolveu destruir tudo. De um dia para o outro, as pessoas foram expulsas e as casinhas foram demolidas. Tudo em nome da limpeza e da segurança da cidade!

Ficou muito melhor agora, vejam só:

E até mesmo grafiteiros andaram passando por lá, deixando sua marca nas ruínas:

Como todos podem ver, ficou muito mais bonito, limpo e seguro para todos os cidadãos de São Paulo! Obrigada prefeito!

4º aniversário do blog - parte II

Como eu disse, espero visitas...
Não só aquelas - quase 16.000 - que aparecem pra ler e, eventualmente, comentar uma ou outra coisa sobre as viagens, shows e histórias tristes e alegres que habitam essas páginas ao longo 4 anos.
Espero visitas participantes, que queiram escrever algo para ser postado no blog aniversariante.
Até agora, só apareceu Carlos e sua Mulher-aranha .
Fiz um bolo de milho e aguardo mais convivas pra comer um pedacinho dele por aqui...

sexta-feira, novembro 27, 2009

4º aniversário do blog - parte I

No próximo dia 30, esse blog completará 4 anos.
A exemplo de outr@s blogueir@s que vi pelo espaço internáutico nos últimos tempos, decidi comemorar abrindo espaço para quem quisesse publicar algo aqui.
Faz alguns dias que estou divulgando essa ideia no Twitter, no Orkut e no Facebook.
Hoje chegou o primeiro texto: Mulher-aranha
Veio do Carlos, amigo novo, pra quem escrever é coisa do dia-a-dia.
Aí está! Divirtam-se!

Mulher-aranha

Carlos Eduardo Bezerra

Ela pedia esmolas numa ponta de cruzamento. Ajudada por um menino, descia do ônibus que a trazia da periferia ao centro da cidade. Com dificuldades, sobre um carrinho de rolimã, atravessava a larga avenida para chegar ao seu posto de trabalho.

Entre baixar e levantar o braço para um ou outro carro, esperando que uma moeda, e raramente uma cédula, lhe caísse nas mãos, observava um fato inusitado. Que seria aquilo? Por alguns dias, manteve-se atenta aos acontecimentos, cuja repetição a intrigava. Estava tomada por um misto de curiosidade e indignação.

Às vezes, esquecia de estender o braço e uma moeda rolava pela avenida, perdendo-se no movimento intenso de carros ou sendo engolida pelo esgoto. Lamentou a perda da única cédula da semana, que saiu batendo asas, rápida feito um beija-flor.

Conseguiu entender o caso, que lhe tirava atenção e fazia com que deixasse de se defender dos carros. Arre, louco! Vai atropelar a tua mãe, maldito! Aprendera a defender-se com a língua. Estava sempre pronta a responder aos desaforos dos motoristas e pedestres mais arrogantes.

Descompunha, resmungava, desferia farpas, lançava pragas e, ressaltando uma das marcas do seu rosto, queimado pelo sol, dizia enfática: com mulher de bigode nem o diabo pode! Impunha-se da forma que lhe era possível: aos berros. Quando não era possível gritar, pensava: que uma carreta passe por cima de sua cabeça!

Mas o perigo não importava. Precisava compreender o fato e isso ela já o fizera. Estava certa do que via, era aquilo mesmo e ninguém a chamaria de louca. Pensou em chamar os meninos que vadiavam pelo largo só para confirmar o fato, mas se lembrou que eles podiam acabar estragando tudo.

Depois, pensou em chamar o menino que lhe ajudava, porém achou melhor que ele ficasse atento ao dinheiro, pois assim teria menos prejuízo. Mas quem eu chamaria? Pensou em chamar a polícia, no entanto considerava ainda cedo demais. Não podia atirar a esmo.

Passou a chamar os conhecidos que transitavam pelas calçadas. Todos os dias, cumprimentavam-na com um aceno de cabeça, com um adeus. Alguns davam-lhe água, bolachas, um cafezinho apesar do calor infernal. Outros ofereciam-lhe comida, geralmente restos do almoço ou da janta. Trouxe para você, é coisa boa. Prova! Agradecida!

Apesar da fome, desconfiando que aquilo não era coisa certa, colocava de lado dizendo sempre que ia esperar a fome aumentar. A mãe, que ela perdera ainda criança, costumava dizer que quando a fome é grande a comida é mais gostosa.

Quando a bondosa alma lhe virava as costas, ela oferecia a iguaria ao primeiro menino que aparecia por aquelas bandas, livrando-se de ter os seus trocados roubados. Menino, menino, toma pra tu, é comida boa que uma madame de carro me deu! Tão logo o menino saia pensava consigo: tolo! Ria-se. Livrei-me da comida e de ter o meu dinheiro roubado por este moleque. Deus é mais! Persignava-se.

No dia seguinte, chamou uma moça que, apressada, não lhe deu atenção. Tudo bem, depois vai querer saber e eu não te conto, maldita! Chamou um rapaz que só fez cara de e-eu-com-isso e foi pegar o ônibus. Chamou uma senhora e como resposta só escutou: Perdoe, minha filha, que hoje não tenho trocado nem pra missa.

Na verdade, a senhora toda de branco já estava atrasada para a missa das treze horas do dia 13 na igreja de Fátima. Conseguiu a atenção de uma outra mulher e relatou tudo o que vira até o momento. Você imagina isso?! Quer dizer que todos os dias... Todos os dias, minha filha! Todo santo dia ele vem e tome...

Chamou o mecânico que trabalhava no meio do quarteirão e ele trouxe também a turma da borracharia. Indignado, afirmou: duvido que faça isso comigo! Olha aqui o que eu tenho... Fez questão de mostrar a ferramenta... Todos, animados com o jeito acanalhado do mecânico, caíram na gargalhada.

Passaram-se mais alguns dias e todos os amigos do pedaço sabiam do fato. O comentário corria feito rastilho de pólvora. Não havia boteco, casa de morada, pensão, ponto comercial que não soubesse do que se passava no cruzamento. Mas nenhuma providência era tomada. E pensou: o que fazer?

Já sabia que uma madame observava tudo da janela do seu apartamento e que as empregadas dos prédios vizinhos não falavam em outra coisa. Talvez a madame telefonasse para a polícia denunciando.

Ela mesma, como costumava dizer voltando o dedo indicador para si e repetindo o nome inteiro, ela mesma, Maria das Dores, não podia fazer nada. As pernas secas, couro e ossos cruzados em eterna posição de lótus davam-lhe o aspecto de uma aranha, que se movia graças ao carro de rolimã.

De longe, Dasdô, como era mais conhecida no pedaço, parecia um monge budista eternamente entoando mantras. Pela aparência, apelidaram-na de mulher-aranha, que, por ironia da vida e maldade da humanidade, não escalava prédio, não saltava, não corria, sequer andava. Era bem diferente de Peter Parker.

Não sabia de fato o que fazer. Totalmente tomada de curiosidade e indignação estava perdendo dinheiro. Em casa, o pai e o irmão, ambos bêbados, que viviam do que ela trazia do cruzamento, estavam reclamando da queda dos lucros. Os lucros caiam e as reclamações e humilhações aumentavam em casa.

Dane-se! gritou. Vou é tomar conta do meu ponto, porque a barriga não fica vazia sem doer. Assim, resolveu ficar atenta ao trabalho e tomou o fato como o seu momento diário de diversão. Os incomodados que dessem o seu jeito. Quem quiser que se defenda, pois eu, euzinha aqui tenho que garantir o pão de cada dia. Cada um que se livre como puder.

Apenas guardava o caso consigo. E o fez de tal modo que depois de passado algum tempo já não se sabia ao certo o que ela via. Passou a misturar os fatos. Juntava pedaços de histórias numa confusão tremenda que fazia tudo parecer mais invenção de sua cabeça, que voava livre, bem diferente do corpo com as pernas sempre atadas como num eterno nó.

Com o passar do tempo, buscando contar o que acontecia aos que se interessavam por ela e pelo seu caso foi transformando tudo. Todos os dias aumentava ou diminuía o ocorrido, criava nomes, ressaltava detalhes e ninguém mais sabia ao certo do que ela estava falando. Mesmo assim achavam engraçado que aquela mulher, presa à sua condição de “super-herói”, fosse tão criativa e divertiam-se com isso.

De repente, ela parou de contar o que via no outro lado do cruzamento. Foi-se modificando. Era a mesma, mas era diferente. Era a mesma mulher-aranha, o mesmo monge budista sentado em posição de lótus entoando os seus mantras, mas agora parecia diferente.

Maria das Dores perdeu o sentimento de indignação ou alimentou-se tanto dele, que ele já não lhe aparecia no rosto, na fala rasgada de nordestina beradeira. Na maior parte do tempo, ela parecia uma estátua chinesa de porcelana: fria e comportada.

De fato, o que acontecia lá do outro lado do cruzamento ninguém sabia. Mas ela sabia. Ela sabia e guardava para si. E guardava como alguém que guarda o único presente recebido na vida. E isso servia para que soubessem que ela era alguém, pois quem tem um segredo ou recebe um presente é sempre importante. Só ela sabia o que ninguém sabia ao certo.

E num dia comum de trabalho apenas lamentou: será que ele não vem hoje, meu Deus?! E daí em diante ficou muda para sempre, apenas acenava com as mãos, um aceno educado de miss, de rainha. Acenava e segurava as moedas jogadas dos carros. A voz acabou-se na última frase: será que ele não vem hoje, meu Deus?!

terça-feira, novembro 24, 2009

Béradêro, gente que encanta...

Gente, eu tenho muitos "guardados"... físicos e virtuais. Tantos que quando procuro algo não acho!
Estive boa parte dessa tarde procurando uma entrevista onde Chico César conta o significado da palavra béradêro. Não achei!
É claro que eu me lembro do que ele diz, mas queria encontrar as palavras dele mesmo...
É mais ou menos assim: béradêro é aquele cara que vem de uma periferia e fica meio sem graça, meio sem jeito diante das coisas e pessoas que encontra num centro maior. Algo assim como a cigana analfabeta lendo a mão de Paulo Freire.
Acredito Chico tenha se sentido um béradêro em muitas situações de sua vida de menino do sertão alçado à condição estrela internacional. E talvez esse seja um dos motivos pelo qual inicia sua obra musical com uma música das mais belas cujo nome é Béradêro, que todo mundo conhece mas se quiser ouvir de novo é só clicar aqui.
Também foi esse o nome que escolheu para o projeto que criou junto com sua primeira professora de música, a irmã Iracy Barboza de Almeida, lá em Catolé do Rocha/PB: Instituto Cultural Casa do Béradêro.
Eu mesma, em 2006 , já escrevi nesse blog sobre o instituto quando tive oportunidade de ver um grupo de garotos vindos de Catolé pra tocar num evento paulistano no Ibirapuera.
Pois então, o Instituto Cultural Casa do Béradêro, que nasceu com o objetivo de difundir a cultura musical entre os jovens do sertão paraibano, cresceu. Tornou-se forte e importante na comunidade. Hoje tem muitas outras vertentes e integra um projeto maior, o Gente que encanta, do Programa Desenvolvimento e Cidadania Petrobrás, coordenado pela prórpria irmã Iracy e pela Aline Fernandes, que pegaram firme na ideia de conduzir a Casa do Béradêro até o seleto grupo de 72 projetos selecionados entre os 3.264 inscritos por todo o Brasil para concorrer a esse importante patrocínio econômico e cultural.
Sonhos se tornam realidade, mas é preciso lutar!
Hoje o Instituto Cultural Casa do Béradêro e o projeto Gente que encanta fazem parte da realidade de muitos jovens béradêros paraibanos.

sábado, novembro 21, 2009

Pegando um cineminha...

Você deve saber, mesmo que não curta, que por aqui todo ano rola a Mostra Mix de cinema.

Nesse ano vi umas e outras coisinhas... as poucas que se dirigiam ao público feminino e que cabiam na minha agenda.

Destaco dois documentários interessantes que, por acaso fizeram parte da mesma sessão:

O 1º - Campillo sí, quiero - era sobre uma cidade na Espanha onde o prefeito gay realiza casamentos entre pessoas do mesmo sexo: Campillo de Ranas.

Estavam presentes à sessão o diretor e o próprio prefeito, que também é a estrela do documentário. Depois da sessão haveria um debate com eles, mas não fiquei pra ver.

O filme mostra o dia a dia naquela pequena cidade de apenas 50 habitantes, os casamentos que acontecem ali, inclusive o do próprio prefeito, e a reação dos moradores.

Eu já tinha lido uma matéria sobre o fato e gostei de ter visto o filme!

O 2º documentário - O longo noivado de Edie & Thea - interessante e bonito, mostra o longo relacionamento entre duas mulheres, uma americana e outra holandesa/judia.

As duas viveram juntas por 42 anos até que se casaram em 2007, já por volta dos 80 anos de idade.

Uma delas, Thea - a holandesa -, teve esclerose múltipla aos 40 e poucos anos e foi ficando paralítica com o tempo.

À época do documentário ela já estava totalmente imobilizada numa cadeira de rodas.

Em fevereiro de 2009, Thea morreu.

O filme é comovente e vai mostrando através de belas fotos como foi a vida dessas mulheres durante todo o tempo do relacionamento.

A cena em que dançam juntas na cadeira de rodas de Thea é imperdível.

Pena que filmes como esses não fazem parte dos grandes circuitos cinematográficos.

quinta-feira, novembro 12, 2009

Três cidades à beira-rio

Viagem diferente, devagarinho. Acompanhando Dona Abigail, mãe de Ana, que tem problemas de visão e dificuldade para caminhar.
Viajar assim nos faz prestar mais atenção a certos detalhes que passariam despercebidos.

I - Buenos Aires
A cidade nos recebeu com temperatura amena. No aeroporto trocamos reais por pesos no Banco de la Nación seguindo o conselho de Ricardo Freire. Bom câmbio, além da tranquilidade. Melhor que isso, só mesmo sacar direto no banco, como fizemos alguns dias depois. Valor da moeda: cada peso vale por 2,10 reais, aproximadamente. Mas tem casas de câmbio que pagam até 1,70. É preciso estar atento e forte...
De Ezeiza pro hotel, também seguindo o conselho do Riq, pegamos um táxi da empresa Ezeiza: 98 pesos pra ir e 78 pra voltar.
Hotel El Conquistador, reservado através da Hoteis.com . Um bom quatro estrelas, com roupa de cama boa, toalhas médias, café da manhã bom e wi-fi grátis. Inconvenientes, poucos. Um deles, o mais importante para o caso, foi a falta de um apoio para entrar e sair da banheira.
Já começamos a programação com uma visita ao Café Tortoni, nosso queridinho por lá, e dois dias depois voltamos pra ver um show de tango.
Foi nessa segunda vez que tivemos problemas. Já tínhamos reservas, feitas e pagas um dia antes. Fomos as primeiras pessoas admitidas na sala de espetáculos e nos foi destinada a penúltima mesa à esquerda do palco. Estranhamos! Perguntamos e a resposta, ríspida, foi que a mesa é atribuída de acordo com a ordem de reserva... Mas ninguém nos disse isso antes. Pedimos uma concessão especial para Dona Abigail, por causa do problema de visão. Nada! Achamos bem desagradável o atendimento ali.
Por conta da dificuldade de locomoção de nossa convidada, andamos pra lá e pra cá de táxi. Bom e barato. Pelo que conhecemos da cidade e dos caminhos, acho que não fomos enroladas.
Assim, mostramos para Dona Abigail os pedacinhos de Buenos Aires de que gostamos. Fomos à Recoleta, ao Caminito, ao Puerto Madero, à Confeitaria Las Violetas, à Calle Florida, às Livrarias Ateneo, a Palermo, a Santelmo, à Plaza de Mayo. E ainda arriscamos alguns lugares novos: Il Gran Caffé e Confeitaria Richmond. A primeira nos agradou a segunda nem tanto...
Nem Mafalda escapou de nós:
II - Colonia del Sacramento
Aproveitamos um dos dias para uma escapadinha ao Uruguai, logo ali, al otro lado del río...
Decidimos testar os serviços da Colonia Express. E não recomendamos.
Compramos antecipadamente pela internet. O pacotinho inclui ida, um city tour pelo centro histórico e volta. Os horários são fechados: ida às 8 da manhã e volta às 5 da tarde. É preciso chegar ao terminal portuário com uma hora de antecedência; às 7 da manhã, portanto. Para isso, saímos do hotel às 6h30, sem café da manhã. No terminal há um café... fechado!

O barco é pequeno, mal conservado e sujo. Fizemos fotos. Apenas um pequeno álbum ilustrativo e instrutivo...
No bar, as atendentes informam que o barco vai balançar muito e que não é recomendada a ingestão de bebidas!
O freeshop parece um stand dos xing-lings paulistanos.
E o city tour não funcionou para o nosso esquema. Caminhar do porto de Colonia até o centro histórico era muito para Dona Abigail.
A guia teve boa vontade, conseguiu um transporte até a entrada da cidade. Mas ainda assim não foi possível acompanhar o grupo por muito tempo.
Vimos um barzinho convidativo, com mesinhas no meio da rua, e paramos para descansar e tomar um café decente. Pedimos dois capuccinos, um submarino e uma cestinha de torradas com geleia e manteiga. Na hora da conta, um susto: uma cifra de três dígitos em pesos uruguaios que transformada em pesos argentinos resultou em $140, ou seja, 70 reais. O nome do lugar? Parrilla del Barrio. Veja a foto, pra nunca cair no erro de parar por lá pra um cafezinho:Para percorrer a cidade, alugamos um carrinho de golfe por 15 dólares e nos divertimos pra valer...
III - Porto Alegre
Depois das aventuras nas duas margens do Rio da Prata, arrumamos as malas e partimos para a margem do Guaíba.
Ana participava de um encontro na PUCRS. Chegamos no final da tarde e fomos para o Blue Tree Towers, na Bela Vista. Gostamos da escolha.
A título de informação: no Blue Tree a internet é cobrada, 6 reais por cada 24 horas ou 1 real por meia hora de uso.
Para mostrar a Dona Abigail algo típico, pensamos em ir à Churrascaria Roda de Carreta, ao lado do CTG 35. Não sabíamos se era a melhor escolha e nem ficamos sabendo, pois o motorista do táxi que pegamos na porta do hotel nos levou ao Galpão Crioulo sem sequer nos consultar. Tremenda falta de respeito, tchê!
O Galpão não nos agradou. E o taxista da volta nos brindou com um city tour... Nossa estreia com os taxistas de Porto Alegre não foi feliz.
Amanhã termina nossa escapada para o sul. Voltamos para a nossa querida e semi-apagada São Paulo no final da manhã.
Fotos? Tem sim: Taí! É só clicar...

quarta-feira, outubro 21, 2009

Final quase feliz

Pra você que esteve acompanhando a novela das cadeiras da Tok&Stok, que já rendeu três capítulos aqui nesse blog - Tok&Stok, Parece piada! e Só pra atualizar - aí vai o capítulo final...
Bem, o capítulo anterior terminou com a cena: "Carmem liga para Gabriel, mas ele trocou seu horário e não está na loja".
Pois bem, no dia seguinte, voltei a ligar para o vendedor Gabriel Bornay.
Informado dos acontecimentos, ele prometeu uma solução rápida.
Pra mim, rápido significa rápido mesmo, coisa assim de minutos. E foi assim que fiquei esperando um retorno ainda naquela tarde.
Nada!
Dia seguinte, liguei novamente.
Gabriel me informou que havia tomado algumas providências e aguardava uma resposta por e-mail, mas... essa mensagem só pode ser recebida e LIDA por Kelly, a supervisora da loja.
Procurada, Kelly não foi encontrada naquele momento.
Fiquei de ligar diretamente para ela no dia seguinte.
Como era sábado e me entretive com outras coisinhas, deixei pra procurar por Kelly na segunda-feira.
Ô vida! Era o dia de folga dela...
Mais tarde, Gabriel me confirmou: somente Kelly sabia a RESPOSTA!!!!
Combinamos então que ele deixaria um recado para que ela me ligasse no dia seguinte assim que chegasse à loja. Mas... ela não ligou.
Ligou-me ele, no início da noite, para dizer que finalmente haviam recebido duas cadeiras iguais às minhas e que disponibilizariam os braços para mim. Só faltava, então, combinar o dia da troca.
E foi assim que, no dia seguinte, recebi um telefonema de Leandro, funcionário da loja Tok&Stok do Shopping Higienópolis, propondo uma visita no mesmo dia. Como eu não poderia estar em casa para recebê-lo, marcamos pra hoje.
No meio da manhã, Leandro chega. Traz nas mãos uma sacolinha de papel com apenas dois braços de cadeira. Mas eu tinha quatro braços para trocar...
Bem, pra encurtar a história, escolhemos os dois braços piores para serem substituídos por esses "novos" que também não estavam em perfeitas condições...
Leandro tinha apenas uma pequena chave de fenda, insuficiente para desatarrachar os seis grandes parafusos que prendem os braços às cadeiras. Emprestei-lhe uma das minhas.
Terminado o serviço, lá se foi ele, dizendo que avisará sua superior - Kelly, imagino - que o serviço ficou pela metade. Será?
E assim, creio que daremos por encerrado esse caso.

quinta-feira, outubro 15, 2009

Só pra atualizar

Então, a novelinha da Tok&Stok tem mais um capítulo.
Pra quem perdeu os capítulos anteriores - Tok&Stok e Parece piada! - aí vão algumas informações básicas: no dia 28/09 comprei duas cadeiras executivas na Tok&Stok. Os braços dessas cadeiras vieram esfolados. Pedi a troca no mesmo dia em que as recebi: 30/09. Tive que esperar uma visita técnica para elaboração do laudo! Próxima etapa: no dia 13/10 vieram trocar os braços e trouxeram outros também esfolados.
Muito bem! E agora?
O próprio montador, ao abrir a caixa e ver os "novos" braços que ele deveria instalar nas cadeiras percebeu que a coisa não estava certa.
Foi embora dizendo que eu esperasse nova comunicação da Tok&Stok para agendamento de outra visita.
Como durante todo o processo aprendi que não adiantava esperar por ligações da Tok&Stok, eu mesma liguei para lá no dia seguinte - 14/10.
Depois da fase tecle, isso, aquilo e aquilo outro, um pouco de música. Por fim uma atendente. E mais outra. E a resposta: não há mais braços de cadeira daquele modelo no estoque da Tok&Stok. A previsão de reposição é 12 de dezembro!
Inconformada, liguei para o vendedor que me atendeu tão gentilmente na loja, no dia da compra. Gabriel Bornay foi ainda mais gentil ao telefone. Afirmou que cliente seu não pode ter dor de cabeça. Disse-me para aguardar que ele ia resolver a questão e me ligaria em seguida.
Ingênua, agradeci e fiquei ali grudada ao telefone esperando o prometido retorno... que não chegou até agora: 21h19 do dia 15/10.
Estou ouvindo alguém dizer: "E você não ligou de novo pro Gabriel?"
Liguei, sim! Mas ele mudou seu horário de trabalho hoje. Só estará na loja amanhã depois das 14h.
Alguma outra sugestão?

terça-feira, outubro 13, 2009

Parece piada!

Quem esteve acompanhando minhas últimas histórias nesse blog já está cansado de saber o tamanho da paciência que os últimos acontecimentos domésticos têm exigido de mim... Ô dó!
Primeiro foi o caso do Ponto Móvel & O Marceneiro.
Depois, o das cadeiras da Tok&Stok.
Bem, resumindo esse último caso - porque do primeiro já desisti - comprei duas cadeiras na Tok&Stok e elas vieram com os braços esfolados. Uma delas estava passável a outra... vejam com seus próprios olhos na foto ao lado.
A compra foi no dia 28 de setembro e desde então estou em contato com a Tok&Stok para a substituição das peças defeituosas.
Depois de vários telefonemas, visita técnica, etc., chegou o dia esperado para a troca dos braços das cadeiras novas.
Hoje, 13 de outubro!
Por volta de 9h30 dois funcionários da Tok&Stok chegaram aqui em casa. Perfeito! Dentro do horário previsto! Seria o final feliz para uma história chata!
Que nada!
Os problemas começaram quando eles viram DUAS cadeiras esperando pela troca de braços. Só tinham trazido um par de braços!
Tudo bem! Que trocassem os piores... o resto se resolveria depois.
Abriram a caixa com as duas peças de reposição e... SURPRESA!
Os novos braços também estavam cheios de marcas!!!
Conclusão: voltaram pra trás!
Agora, novos trâmites burocráticos serão realizados até que o caso seja solucionado.
Ainda bem que o rapaz que fez a visita técnica disse que EU POSSO USAR AS CADEIRAS NORMALMENTE!!!

sábado, outubro 10, 2009

Tok&Stok

Morar sozinha...
Era um sonho de muito tempo.
Em 1975 saí da casa de meu pai. Aluguei uma quitinete na Liberdade e comecei a realizar o tal sonho.
Menos de 2 anos depois, vim para o Paraíso, onde estou até hoje.
A independência traz consigo a realização de outros sonhos: comprar o que quiser no supermercado, receber quem quiser e na hora que quiser, sair e chegar quando se bem entende e... mobiliar a casa de acordo com seu gosto.
Por esse tempo, conheci a Tok&Stok. Loja moderninha com móveis bonitos e funcionais.
E uma vantagem insuperável para as virginianas ansiosas como eu: é possível comprar e levar os móveis imediatamente para casa, sem ter que esperar pela entrega. É chegar em casa e montar tudo com ajuda dos esquemas super-claros que a loja fornece junto com os produtos. Isso tudo para mim é o céu!
Mas a loja tinha um impedimento para quem, como eu, estava começando uma vida independente: os preços.
Assim, acalentei durante alguns anos a ideia de mobiliar minha casa com aquelas belezuras que eu via nos catálogos e nas lojas Tok&Stok.
Foi somente em meados dos anos 80 que consegui realizar o sonho.
Aí está minha sala Tok&Stok, verde como a minha esperança:
A esses móveis seguiram-se outros e até hoje tenho ainda algumas peças Tok&Stok aqui em casa.
Uma delas é um barzinho super-cobiçado por muitos amigos que frequentam a casa.
Enfim, sou cliente assídua da Tok&Stok desde os anos 80.
E como todos já tiveram oportunidade de constatar no episódio Ponto Móvel & O Marceneiro, sou uma uma pessoa fiel...
Assim, próximo do final da famosa reforma dos móveis - 28 de setembro -, fui à Tok&Stok em busca de um par de cadeiras para compor o escritório doméstico.
Encontrei um modelo que atendia às minhas necessidades. Bonitas e confortáveis, sem aquele visual pesado de escritório.
Gabriel Bornay, vendedor da Tok&Stok do Shopping Higienópolis, consultou o estoque: não havia o produto na loja. Seria preciso acionar o serviço de entrega e montagem.
Assim, pela primeira vez em toda a minha história com a Tok&Stok, fiz uso desse serviço que, como se sabe, tem um custo. No caso, 30 reais por peça.
A entrega foi programada para dois dias após a compra, no período da manhã, entre 8 e 14 horas. Período longo!
As cadeiras chegaram às 15h, ainda sem montar. A montagem foi feita às pressas e saímos todos juntos, entregadores / montadores, Ana e eu. Estávamos ainda sem almoço, na expectativa de que as cadeiras chegassem um pouco antes do último minuto combinado.
Nem preciso dizer que minha estreia com o serviço de entrega tarifada da Tok&Stok me deixou descontente.
Mas isso foi pouco diante do que vi quando voltei para casa no início daquela noite: uma das cadeiras tinha os dois braços completamente esfolados, como se tivessem sido esfregados no cimento. E a outra tinha também pequenos riscos num dos braços...
Liguei imediatamente para a loja. Na minha ingenuidade, pretendia combinar com Gabriel - o vendedor - uma rápida substituição das peças defeituosas: eu levaria os braços à loja no dia seguinte e traria para casa novas peças de reposição. Simples e indolor, né?
Qual o quê!
Caí na burocracia da assitência técnica da Tok&Stok.
Primeiro foi aberta uma SPV - seja lá o que for isso.
Com o número da tal SPV em mãos eu deveria ligar para a Central da Tok&Stok e tentar agilizar a visita técnica informando qual era o problema e pedindo que já trouxessem as peças de reposição. E isso era apenas para tentar agilizar, porque o procedimento normal seria esperar que me ligassem para agendar uma visita técnica.
Quando, na manhã seguinte, liguei para a tal Central, fui informada de que o procedimento era outro: eles NÃO me ligariam, esperariam que eu ligasse para agendar a visita técnica. E a visita técnica era mesmo somente o que diz o nome: uma visita técnica para constatação do problema e elaboração de um laudo. A troca das peças aconteceria num segundo momento, depois de feito e analisado o tal laudo.
Muito bem. A visita foi marcada para 4 dias depois, no período da manhã, que dessa vez começava às 8h e terminava às 13h.
No dia marcado, quase 13h e nada de técnicos. Liguei para a Central. A surpresa foi a notícia de que o horário limite era 14h! Mas o atendimento foi tão demorado que nesse meio tempo os técnicos chegaram, constataram o problema e saíram dizendo que eu deveria aguardar uma ligação da Central marcando o dia da troca das peças. Mas... enquanto isso, EU PODERIA USAR AS CADEIRAS NORMALMENTE!!!
Ufa! Que alívio!
Já imaginaram se eu tivesse que mantê-las em quarentena até o resultado final?
Macaca velha, não esperei a tal ligação. Liguei eu mesma para a Central, no dia seguinte. Me disseram que a troca dos braços das minhas cadeiras estava programada para a próxima sexta-feira, dia 9 de outubro, no período da manhã, que dessa vez seria entre 8h e 12h.
Sexta-feira fria e chuvosa. Ana e eu pulamos cedo da cama e iniciamos a espera. A manhã passou. 12h15 e nada de Tok&Stok.
Liguei mais uma vez para a Central.
Vencida a etapa da conversa com a "máquina", cheguei a uma atendente, que, depois de tiquetaquear seu teclado por um bom tempo, me disse que a troca estava agendada para o dia 13 de outubro.
Dei piti, claro! Mas não adiantou nada.
Chegou o feriadão e eu sigo usando as cadeiras com braços esfolados.
Como diria meu amigo de twitter Riq Freire: minha vida, um oferecimento Tok&Stok.

sexta-feira, outubro 09, 2009

Novela quase no fim...

Então, o que se vê aí acima é a cena final da novela Ponto Móvel & O Marceneiro.
Ou será que ainda teremos algum capítulo extra?
Quem viu os móveis novos gostou.
Quem os usou - Ana e eu- se decepcionou.
Analisem comigo:
  • Comecemos pelo lado esquerdo da foto. As portas que estão ali não podem ser abertas a qualquer momento. Se houver uma pessoa sentada ali, com seu laptop aberto... é impossível mexer no armário. Se essa pessoa fechar seu laptop e se levantar, é possível abrir a porta mais próxima da janela. Já para abrir a outra, é necessário afastar também a cadeira vazia.
  • Ainda do lado esquerdo, invisível na foto, há mais duas portas, com esquadrias de madeira e centro de vidro jateado. Uma dessas portas esbarra também na cadeira quando há uma pessoa sentada ali. É preciso cuidado... E mais: vidro jateado é danado pra manchar. É encostar o dedo e deixar a marca. E pra limpar, água, sabão, esponja, pano... Super-prático!
  • No centro temos a bancada que se pretendia que fosse espaçosa o suficiente para caber as duas pessoas sentadas confortavelmente com um gaveteiro ao meio. Muita pretensão? Acho que sim! O gaveteiro - com rodinhas - teve que ser removido para o lado. Dá pra vê-lo, ali atrás da cadeira da direita. Mas vocês ainda vão ouvir falar do dito cujo mais adiante...
  • Agora vamos à bancada. Ela é de madeira e tem acima um tampo de vidro. Entre a madeira e o vidro há um espaço de 5 cm. Impossível para qualquer pessoa normal enfiar a mão com um pano para limpar madeira e vidro. Há que providenciar algum aparato para essa limpeza. Já experimentei alguns sem sucesso. Aceito sugestões...
  • Passemos agora ao lado direito, menos visível na foto. Pois então, ali, bem ao lado da cadeira há uma porta que oculta uma impressora, acomodada sobre uma prateleira deslizante. Procurem imaginar uma pessoa sentada ali fazendo uso da tal impressora. Muito prático, não é mesmo? Principalmente se essa pessoa for contorcionista...
  • Para acomodar a CPU, foi projetado um skate, isto é, uma simples prancha de madeira com quatro rodinhas, que deveria ficar embaixo da ampla bancada. Providência prática, pois o tal skate poderia ser movimentado pra lá e pra cá levando consigo a CPU e o todos os fios que emanam dela e vão para os periféricos. E, além do mais, totalmente à prova de faxineira! Conclusão: o aparato foi abandonado e a CPU impera gloriosa em cima da bancada.
  • E pra terminar voltamos ao gaveteiro. Como já foi dito, ele tem rodinhas, para facilitar sua movimentação, o que veio a calhar já que ele não cabe no lugar que lhe foi destinado no projeto: embaixo da bancada, entre as duas cadeiras. Pois bem, ocorre que ao ser movimentado as três gavetas que o compõem se abrem simultaneamente e, com o peso, o móvel emborca para a frente. Tem solução? Tem sim... O Marceneiro, depois de cobrado algumas vezes, apresentou duas soluções: plaquinhas tipo positivo/negativo, que segurariam as gavetas em seus lugares, mas obrigariam o usuário a empregar alguma força para abrir as gavetas, o que certamente ocasionaria também o deslocamento do móvel já que ele é deslizante. A outra opção é a troca das ferragens das gavetas por outras com uma espécie de amortecedor. Solução ideal! Mas ela tem um custo... que O Marceneiro não está disposto a encarar. Nem eu... que já paguei o preço mais do que justo por esse projeto "funcional" e que já passei por mil contrariedades durante os dois meses em que se arrastou a montagem dos móveis.
E agora?