terça-feira, dezembro 28, 2010

Pequenas alegrias de um viajante

Aeroporto de Vitória
Hoje foi dia de desafiar o caos aéreo, aeroportos cheios, problemas climáticos etc. e fazer a travessia São Paulo/Vitória.
Nossa trajetória teve várias alegrias até o destino final, o Novotel na Praia do Canto, Vitória.

  • Check in  pela internet já no dia anterior. Nossa estréia na modalidade. Deu tudo certinho.
  • Chegamos sem dificuldade ao estacionamento Zas Trás, próximo do aeroporto de Guarulhos. O estacionamento estava bem cheio, mas havia um lugarzinho para o nosso Firmino. E a van que leva os passageiros estava justamente de saída. Chegamos rapidinho ao terminal 2, de onde saía nosso voo Gol.
  • Bagagem aprovada para ser levada a bordo. Ufa! Viajar sem despachar é tudo de bom, como ensina Sylvia Lemos.
  • Pra fazer uma horinha, estreamos a Sala Vip do Smiles, agora aberta para portadores do cartão Diners. Aproveitamos pra fazer uma boquinha no buffet. E ainda carregamos algumas coisinhas pra comer durante o dia.
  • Aeroporto de Confins, nossa primeira parada, fechado por problemas meteorológicos. Voo levemente atrasado, mas saiu a tempo. Tínhamos uma conexão em BH.
  • Quase pousando em Confins, o avião arremeteu. Segundo o comandante, as condições climáticas haviam se "degradado". Dez minutinhos depois, com melhores condições meteorológicas, aterrissamos.
  • Em Confins chovia e o tempo estava horrível. Nenhuma notícia da nossa conexão, mas ainda era cedo.
  • Aproveitamos o tempo de espera pra conhecer e curtir a Sala Vip do Itaucard Premium. Mais um buffet com delicinhas. Comemos e "engordamos" nossa "lancheira".
  • Voo levemente atrasado, nada de cansar ou preocupar. Saímos.
  • Chegamos a Vitória com o aeroporto tumultuado. Com um pouco de dificuldade, conseguimos atravessar a multidão e chegar ao balcão da LocarAlpha. Tínhamos uma reserva de locação de carro.
  • Poucos minutos depois, saíamos com nosso Palio que recebeu o nome de Vitorino. Nem precisa explicar por quê...
  • Seguindo instruções do funcionário da locadora, num instante chegamos ao Novotel Vitória, onde tínhamos nossa reserva.
  • Carro na garagem, grátis. Check in feito. Senhas pra internet, grátis, emitidas. Aqui estamos, num amplo quarto com uma vista razoável para o mar cinza dessa tarde chuvosa em Vitória.
  • Primeira medida, comer algumas coisinhas da nossa "lancheira"!
  • Próxima tarefa, sair pra jantar no Papaguth.
Somos pessoas de sorte, fala sério!

domingo, dezembro 26, 2010

Mais um Natal


Calçadas lotadas de gente.
Rua abarrotada de carros.
Esse era o cenário no início da noite do dia 25, nesse dezembro de 2010.
Inocentemente, saí pra comer alguma coisinha aqui por perto. Fui ao Chapa, lanchonete da minha juventude, que cresceu e se modernizou. Fechada!
Voltei sobre meus últimos passos e fui ao Shopping Paulista. Subi até a praça de alimentação. Tudo fechado!
Saí caminhando pela Av. Paulista até encontrar um lugarzinho para comer:  o restaurante do cinema Reserva Cultural.
Na ida e na volta, enfrentei uma confusão de gente e carros. Iam dar adeus pro Papai Noel.
Explico: além da já tradicional decoração de Natal dos bancos, no meio da Avenida foi montada uma praça suspensa cheia de personagens pretensamente natalinos. Era possível subir por um lado e descer por outro, visitando assim a instalação. Eu fui, uns dias antes do Natal. Achei bem sem graça!
O dia de Natal foi o último dia em que Papai Noel & sua troupe ficariam por ali. Por isso a corrida...
Já contei aqui que não gosto dessa forma como acontecem as celebrações do Natal. 
Há muito tempo não frequento festas nem reuniões familiares ou sociais na tradicional noite de Natal. 
O almoço do dia de Natal, também passo...
E a loucura da caça ao presente, então... Tô fora!
Esse ano consegui escapar das lojas cheias: dei poucos presentes - quase todos comprados bem antes da febre natalina. Achei ótimo!
E na noite de Natal, fiz algo que nunca havia feito: fui para um hotel. 
Não, não viajei. Escolhi um bom hotel por aqui mesmo. 
Fui de metrô. Passei no Mestiço, um dos meus restaurantes prediletos, e almocei.
Passei na Bella Paulista, comprei um panetone salgado pra comer à noite, quando tivesse uma fominha.
Fiz o check in no hotel Caesar Business Paulista. E pronto, subi ao meu quarto no 16º andar, de frente pra Paulista.
No final da tarde, desci, tomei um café na Livraria Cultura, ali do ladinho. Comprei água e uma cerveja Leffe num supermercado próximo e voltei pro meu posto.
Fiquei por ali, entre a internet e o burburinho da avenida. Duas janelas...
Quando tive fome, comi. 
Quando tive sono, fui pra cama.
Sozinha? Não, Charlotte estava comigo.
E assim, cumpri a ordem que recebi de familiares, amigos e conhecidos: "Tenha um feliz Natal!"
Eu tive.

sábado, dezembro 18, 2010

Beijadas pelo vento

Arraial da Ajuda, nessa viagem, teve o nome de de Pousada Beijo do Vento.
Fomos na dica certeira do Ricardo Freire e não nos arrependemos. Como sempre...
Mal chegamos já nos trouxeram um mimo de boas-vindas: um copinho de suco de maracujá decorado com hortelã e flores.
Os quartos, um mais agradável que o outro. 
O nosso já estava reservado há meses. 
Janet e Leila - nossas amigas recentes e companheiras de estrada - conseguiram também um belo quarto na chegada.
A vista da pousada é de perder o fôlego. Acho que nenhuma das nossas fotos faz jus à beleza que nossos olhos viam a cada momento. Selecionei essa como uma amostrinha:
Nosso primeiro movimento na pousada foi  experimentar a piscina de onde foi tirada a foto acima. Pedimos umas coisinhas de comer e beber e fomos servidas dentro da piscina mesmo. Nos sentimos as rainhas da cocada preta...
Passeios, fizemos alguns: Igreja de Nossa Senhora da Ajuda, Broadway, Rua Mucugê - que já foi apenas uma ladeira de acesso à praia, mas hoje é quase um shopping, com lojas, restaurantes e muito agito - Praia do Rio da Barra e Praia da Pitinga.
As duas praias são bonitas, mas o acesso a elas me deixou possessa.
Só pode chegar gratuitamente à praia quem se dispõe a caminhar até lá. De carro, não há acesso. Pode?
No Rio da Barra, o Hotel Rio da Barra intercepta a passagem do carro e cobra 20 reais pelo estacionamento ou uma consumação de 40 reais por cabeça. Escolhemos a consumação e não tivermos nenhuma dificuldade e usufruir dela, já que os preços são estratosféricos. Um simples prato de peixe grelhado com alcaparras custa 86 reais. Dá pra imaginar o resto, né?
Na Praia da Pitinga, acontece coisa semelhante. Quem vai às barracas conveniadas com os dois estacionamentos que há, pode deixar o carro de graça. Quem, como nós, escolhe outra barraca, paga 10 reais pelo estacionamento. E esse é o único  acesso à praia para quem chega de carro.
Ficamos na Barraca Maré, indicação da pousada, já testada no dia anterior por Janet e Leila, que caminharam desde Mucugê até o Rio da Barra e fizeram um pit stop na Pitinga. Atendimento muito bom. Preços altos, mas não absurdos como os do Rio da Barra.
E, notem,  ainda não estamos na alta temporada!
No momento, beijadas pelo vento, tomamos um vinho na pousada antes de partir para a última peregrinação pelas ruas da vila.
Amanhã, voltamos todas para São Paulo.
Elas pela manhã, nós no final da tarde.
Ficam os bons momentos vividos e  fotos, muitas fotos. 
Uma pequena seleção delas está aqui
Outras virão e quando estiverem "no ar", coloco o link aqui. Eu juro!
No Twitter, sob a tag #bahia2010, há fotos e comentários escritos em momentos agradáveis, quando o acesso à internet estava disponível.
Até a próxima... que não vai demorar muito. Ô sorte!

sexta-feira, dezembro 17, 2010

Espelho visto e revisto

Na manhã de segunda-feira, 13 de dezembro, uns 5 ou 6 ônibus azul-e-amarelo e mais um punhado de vans levavam  hordas de turistas para conhecer o Quadrado e as praias de Trancoso.
E nós, por sorte, saíamos da cidade com duas novas amigas, Janet e Leila.
Tínhamos um destino certo: Caraíva. Mas no meio do caminho mudamos de ideia...
Um casal que encontramos na estrada nos disse que aquele era o último dia pra ver as piscinas da Praia do Espelho antes da mudança da maré. Assim, numa rápida assembleia entre as viajantes, decidimos parar no Espelho, que fica no meio do caminho para Caraíva e que estava planejado para a volta.

A maré morta não estava pra peixes... ops, pra piscinas espelhadas, mas caímos de amores pelo lugar, mesmo assim. As praias são as mais belas que já vimos e a Pousada Recanto do Espelho é simples mas acolhedora.
A noite estrelada com lua crescente iluminou nosso passeio pela praia após o jantar.
E o nascer do sol encheu nossos olhos antes das 5 da manhã.
Foi com uma pontinha de tristeza que saímos no dia seguinte rumo a Caraíva.
Carro parado numa das margens do rio, atravessamos de barco para a outra margem, onde está a cidadezinha. 
O barqueiro nos ofereceu um passeio extra, mediante pagamento de 120% a mais sobre o valor da passagem normal: R$ 4,00. Assim, pela módica quantia de R$10,00 por cabeça, fomos deixadas no encontro do rio com o mar e ganhamos o direito de caminhar por uma praia de tombo, com areia fofa e sol do meio-dia, carregando nossa bagagem - modesta, por sorte! - em busca da Pousada Cores do Mar, que nos fora indicada por um companheiro de pousada em Trancoso. Dá pra imaginar como chegamos lá?
Caraíva, encravada entre o rio e o mar, tem ruas de areia fofa e traçado confuso. Chegar da pousada  até a igreja foi uma aventura cansativa. Acho que Caraíva não é para velhinhas gordas como nós! Ufa!
Às margens do rio, almoçamos pastel no Boteco do Pará e jantamos muito bem no Restaurante Mangaba
Depois do jantar, nova assembleia: ficaríamos um dia mais e faríamos um passeio de boia pelo rio? Voltaríamos para Trancoso, conforme o planejado anteriormente? Ou voltaríamos para mais um dia no Espelho? 
Por unanimidade de votos, venceu a terceira opção.
Dia seguinte, barco de volta à outra margem, estradinha de terra e de novo nossos olhos contemplavam o azul das águas calmas do Espelho.
Mais céu estrelado. Mais lua crescente. Mais um nascer do sol.
Se gostamos?
Dá uma olhada nas nossas carinhas:

domingo, dezembro 12, 2010

O Quadrado de Trancoso continua lindo!

Eu já tinha chegado a Trancoso de várias maneiras. Nos anos 80 vim uma vez de barco e outra de ônibus. No final dos 90, caminhando desde Cumuruxatiba, 80 km ao sul. 
Portanto, chegar aqui de carro por estrada asfaltada foi uma surpresa.
Mas outras ainda me aguardavam. 
Primeiro o Quadrado, que continua preservado, colorido e lindo.
Depois, a descida pra a praia, que ganhou um um pedaço com calçamento e uma passarela pra atravessar o mangue. Uau!
Chegamos com chuva e sem reserva de hospedagem. Como estamos em baixa temporada, deixamos pra escolher a pousada ao chegar. 
E foi debaixo de uma garoa forte que saímos pelo Quadrado em busca de um teto. Mas encontramos rápido...
Passamos pelo Hotel da Praça, olhamos um quarto e achamos sem graça. Nem tinha vista pro mar...
Atravessamos a praça pra dar uma olhada na Pousada Capim Santo. Mas fomos atraídas pela placa da Mar à Vista.
Tocamos a campainha. Patrícia, uma senhora inglesa, veio nos atender simpaticamente. Nos mostrou um quarto amplo, com varanda e uma bela vista para o mar que podia ser desfrutada até mesmo da cama. 
Negociamos um precinho camarada e nos instalamos.
A chuva deu uma trégua. Saímos para almoçar no El Gordo. Ótima comida, com vista para o mar.
Rodamos o quadrado muitas e muitas vezes. De dia, uma tranquilidade. Casinhas coloridas super conservadas dormem preguiçosamente. À noite, tudo ganha vida. Luzes tênues se acendem aqui e acolá, as casinhas revelam seus segredos em forma de lojas, lojinhas, lojonas, restaurantes e umas poucas moradias.
Falta só uma iluminação mais generosa para a Igreja de São João Batista que reina soberana em uma das pontas desse quadrado retangular.
No mais, andamos por tudo: cemitério, praia, restaurantes sob as árvores olhando pro céu estrelado e até pequenos shoppings fora do Quadrado.
Amanhã partiremos rumo a Caraíva. Mas estamos planejando mais uma noite por aqui, na volta.
Há  mais um pouco de Trancoso, e de outras lugares por onde andamos nos últimos dias, nesse álbum de fotos

sexta-feira, dezembro 10, 2010

Santo André - um paraíso ao seu alcance

Em Santo André o melhor que se tem pra fazer é contemplar o mar...
... ou o rio.
Depois do susto em Porto Seguro eu não podia acreditar que ali tão pertinho poderia encontrar tanta tranquilidade.
Quem diria que, apenas atravessando o rio, haveria um lugar tão sossegado como a Vila de Santo André?
Foi fácil chegar. 
Saindo de Porto Seguro na direção norte, chegamos a Santa Cruz Cabrália 23 km depois. 
Em Santa Cruz, pegamos a balsa que faz a travessia do Rio João de Tiba. Coisa rapidinha, uns 10 minutos, se tanto. Depois, uns 3,5 km num ônibus urbano e pronto. Com uma pequena caminhada estávamos na Pousada Victor Hugo, bem na beirinha do mar.
Logo na chegada, um sobressalto: um resort com a bandeira dos amarelo-e-azul, bem do lado da nossa pousada. Dava até pra ouvir o burburinho na piscina. Mas passou logo e não voltou a incomodar, milagrosamente!
A vila é simples e tranquila, encravada entre o mar e o rio.
Não há um centro, uma praça da matriz, nada disso.
Ao longo da estradinha de terra que corta a vila estão pousadas, restaurantes, um ou outro comércio, duas escolas, uma igreja católica e outra protestante, campo de futebol e as casas dos moradores. Tudo florido, cercadinho com mourões de madeira, uma graça.
Cada pessoa com quem topamos pelas poucas ruas daqui vai logo dizendo bom dia, boa tarde, boa noite...
Ficamos aqui quatro dias, fazendo sabe o quê? Nada...
Passamos os dias na pousada, escutando o barulho das ondas, passeando pela praia, navegando na internet debaixo do quiosque, tomando caipirinha, cerveja e água, comendo coisinhas gostosas e ouvindo o canto dos pássaros.
E por falar em pássaros, há muitos e de diferentes espécies por aqui. Ana dedicou-se a fotografá-los. Olha só o resultado! Todos clicados  aqui mesmo, na pousada.
Nos fins de tarde, saímos pra caminhar pela vila. Jantar em algum lugar bonitinho. Nosso predileto ficou sendo o restaurante El Floridita à beira rio, indicação da Flavia. Lá vimos o pôr-do-sol, tomamos mojitos e comemos camarões enormes e deliciosos num ambiente pra lá de acolhedor.
Hoje fomos comer uma pizza com uma moradora ilustre: Lea Penteado. Ela mora na vila há algum tempo. Nos "conhecíamos" pelo Twitter e blog, temos amigos tuiteiros em comum e agora nos conhecemos também ao vivo.
Lea nos levou também pra conhecer a CasaPraia, um restaurante e guesthouse à beira mar de babar.
De Santo André levamos fotos e boas lembranças.
Um dia voltaremos. Afinal não é tão difícil chegar a esse paraíso!

terça-feira, dezembro 07, 2010

Porto Seguro invadida

Já estive em Porto Seguro muitas vezes. A última faz uns 12 anos e foi muito rápida. Só de passagem, mesmo. Mas deu pra ver que estava bem diferente daquela cidade que eu conheci no início dos anos 80. O que eu não suspeitava era que havia sido invadida. 
Pois agora aqui estou, em meio a uma invasão de ônibus amarelo-e-azuis que carregam hordas de turistas pra todo canto da cidade. Impossível olhar pra qualquer lado e não ver uns dois ou três desses invasores.
Assim, encontrar lugares onde ainda se possa curtir mar verdinho com um mínimo de paz, sem enfrentar barracas de praia com aulas de dança e axé rolando nas alturas, tornou-se uma tarefa árdua, mas não impossível. Encontramos duas, nos dois dias em que aqui estivemos: a Jamaican Beach, onde se ouve um reggae quase agradável e a Estrela do Mar, onde a música brasileira é a principal estrela. Em ambas o som fica num volume bem razoável e as comidinhas são boas, mas não inesquecíveis.
E a famosa Passarela do Álcool? Ai, ai... virou um mercado coalhado de barraquinhas que vendem de um tudo, a preços pra lá de módicos. 
Como Ana não conhecia a cidade, planejamos dois dias por aqui. Escolhemos um hotel que ficasse próximo do centro histórico e do centro comercial pra facilitar as coisas. E como já queríamos começar a verdejar os olhos com a vista do mar, o único que encontramos que atendia aos requisitos citados foi o Shalimar, da rede Best Western.
Se gostamos? Bem, digo os prós e os contras e vocês avaliam o grau de satisfação, tá?
  • Localização - logo ao pé da escadaria que leva ao centro histórico e a distância caminhável do centro comercial.
  • Posição do quarto - andar térreo, de frente pro mar, com uma avenida de duas pistas entre a varanda e o mar.
  • Café da manhã - nenhum item típico.
  • Piscinas - uma com hidromassagem, pequena e sempre cheia; uma grande com cortina d'água e 1,5m de profundidade e uma infantil. Todas encravadas num piso altamente escorregadio.
  • Lençóis - 50% algodão 50% poliester.
  • Amenities - medíocres.
  • Recepção - educada.
  • Rede wi-fi - rapidinha e grátis.
  • Infraestrutura - boa, mas falta um tiquinho de capricho na limpeza e na conservação.

É isso! 
E na recepção um cavalete com uma baita programação da invasora!
Resumindo, a cidade incorporou um padrão superficial, voltado mais para impressionar o turista do que para recebê-lo com a hospitalidade e a simplicidade de 30 anos atrás. Pena!
Vista do alto, porém, Porto Seguro continua linda! Olha só... 
Amanhã partiremos para Santo André, em busca de aventuras mais instigantes.
Stay tuned!

terça-feira, novembro 30, 2010

Enfim, a festa!

E por fim chegou o dia do aniversário, a hora da festa.
Aos convidados que deixaram suas confissões e aos que apareceram e deram uma olhadinha pela janela e sairam de fininho, deixo meu agradecimento e a minha confissão:
Eu também sou juntadeira de coisas. E quantas!
Coisas, coisinhas e coisonas. 
Essa tendência junto com o fato de morar há mais de 30 no mesmo lugar resulta numa combinação explosiva.
Há uns 5 anos fiz uma pequena reforma no apê e nessa oportunidade juntei coragem pra eliminar algumas coisinhas. Doei e joguei fora um tanto "fardos". 
Outros, deixei no prelo, pra rever e arrumar. Entre eles fotos, fotos e mais fotos em papel, acompanhadas de seus negativos, of course!
Ano passado, numa sofrida reforma de móveis que muitos acompanharam aqui, mais coisas foram eliminadas. Mas as tais fotos & negativos ainda estão à espera da prometida seleção...
Falando assim, dá pra imaginar que a casa ficou clean, que me desfiz de tudo o que só servia pra tropeçar.
Doce ilusão!
Tenho armários abarrotados de sacolas, pastas, papéis, cartas, roupas, louças, CDs, livros e sei lá mais o quê...
Um monte de "objetos chaves-mágicas", como disse a em seu depoimento.
Será que um dia vou aprender a me desapegar de tudo isso e fazer como o João contou lá no post anterior?
Tomara!
Um dia eu chego lá... "pra ficar só com você", como diz e canta Chico César:
Ah, mas a ciência da malinha pra sair livre por aí sem amarras que a Mari super recomenda eu já consegui. Ponto pra mim!
Agora a confissão final!
Quando prometi uma lembrancinha para os convidados dessa festa, tinha em mente me desfazer de algum fardo, transferindo-o para o "acervo" de vocês. E a Ana sacou isso rapidinho. Ela me conhece...
Sacanagem, né? Mas que seria um belo golpe, seria... Foram quase 400 visitas!
Me inspiro, então, no que disse a e deixo de presente pra quem já veio e pra quem ainda vier uma foto, aquela que eu considero como a minha obra prima, feita num lugar mágico para mim, a Igreja de Santa Maria de Eunate, na Espanha, durante o Caminho de Santiago. Ei-la:

É de quem vier, de quem quiser...

domingo, novembro 21, 2010

De uns tempos pra cá

Tá chegando o dia do aniversário desse blog.
O "De uns tempos pra cá" nasceu há 5 anos, num dia 30 de novembro e teve todos os seus aniversários comemorados de alguma forma.
No segundo ano de vida ganhou um contador de visitas. E desde então mais de 26 mil pessoas passaram por aqui. É gente, hein?
A próxima comemoração começa a ser preparada agora e quem aparecer por aqui tá convidado a participar.
Vamos lá!
Como está anunciado no alto da página, o nome do blog veio de uma música de Chico César.
Pra quem não conhece, aí esta ela em letra e música, cantada pelo próprio autor, :


de uns tempos pra cá 
(chico césar)


de uns tempos pra cá
os móveis, a geladeira
o fogão, a enceradeira
a pia, o rodo, a pá
coisas que eu quis comprar
deu vontade de vender
e ficar só com você
isso de uns tempos pra cá



de uns tempos pra cá
o carro, a casa, o som
tv, vídeo, livros, bom...
o que em tese faz um lar
admito eu quis comprar
começo a me arrepender
pra ficar só com você
isso de uns tempos pra cá



coisas são só coisas
servem só pra tropeçar
têm seu brilho no começo
mas se viro pelo avesso
são fardo pra carregar



de uns tempos pra cá
o pufe, a escrivaninha
sabe a mesa da cozinha?
lençóis, louça e o sofá
não precisa se alterar
pensei em me desfazer
pra ficar só com você
isso de uns tempos pra cá



de uns tempos pra cá
telefone, bicicleta
minhas saídas mais secretas
tô pensando em deixar
dê no que tiver que dar
seu amor me basta ter
pra ficar só com você
isso de uns tempos pra cá



coisas são só coisas
servem só pra tropeçar
têm seu brilho no começo
mas se viro pelo avesso
são fardo pra carregar




Atire a primeira pedra quem não tem, de vez em quando, vontade de vender, dar, deixar pra lá um monte de coisas... Fala sério!

Pois a festa do "De uns tempos pra cá" - o blog - começa assim, com uma espécie de psicanálise coletiva: você conta aí nos comentários o que, pra você, teve "seu brilho no começo" mas agora é só "fardo pra carregar". 
Espero as histórias e prometo enviar  uma lembrancinha pra quem participar!
Afinal, "coisas são só coisas"... 

quinta-feira, novembro 04, 2010

Olite, o brilho de uma época

Nos início dos anos 70, época em que os grupos de jovens na igreja eram o que havia de mais interessante para encontrar bons amigos, eu frequentava um deles, na Igreja de Santa Margarida Maria, no bairro da Aclimação, em São Paulo.
Foi ali que conheci Urío, um jovem padre espanhol.
Em nossas longas conversas, ele sempre me contava coisas de sua terra natal: Olite. E eu, que nunca havia saído do Brasil, sonhava um dia conhecer Olite e seu castelo...
O tempo dos grupos de jovens passou. Urío voltou para a Espanha. E eu só fui me lembrar de Olite novamente cerca de trinta anos depois.
2003. Inverno europeu. E lá estava eu passeando pela Espanha...
Carro alugado. Tarjeta 5 noches dos Paradores de Espanha comprada. 
E não é que Olite figurava entre os Paradores possíveis?
As lembranças e a curiosidade de conhecer o lugar eram minhas, mas Ana concordou rapidinho...
Fomos!
Olite, assim, deixou de ser um sonho povoando minha imaginação de ouvinte das histórias do amigo espanhol dos tempos de grupo de jovens...
Parador de Olite ocupa parte do belo castelo medieval que domina a cidade. O mesmo que aparecia nas lembranças de infância do meu velho amigo.
Chegamos à cidade amuralhada no final do dia. Demos uma volta pelas velhas ruas e provamos os deliciosos mantecados típicos do  lugar.
O jantar foi no próprio Parador, regado a um vinho tempranillo de cujo buquê nos lembramos até hoje. 
Como não anotamos a marca, não pudemos nunca mais repetir a dose. Só sabemos que era de uma vinícola da região... 
A cidade abriga a Estación de Viticultura y Enología de Navarra, o Consejo Regulador de Denominación de Origen Navarra, a Confraría del Vino de Navarra e algumas vinícolas.
Dia seguinte, visita à Igreja de Santa Maria, cuja bela fachada gótica ficava bem ao lado da saída do hotel.
Depois, o Palácio Real, considerado um dos mais luxuosos da Europa na época em que  Carlos III reformou e ampliou a antiga residência de seus antepassados..
Em cada recanto uma surpresa. De cada janela uma vista particular. Aqui e ali, uma torre, um claustro... E o sol lavrando desenhos de sombra e luz. 

Olite é assim, um pequeno emaranhado de ruas abraçado por uma muralha medieval, que abriga igrejas, conventos e  monastérios, além dos sonhos de cada um dos  seus habitantes.
Sorte do Urío, que sempre poderá se orgulhar de ser filho dessa terra encantada e encantadora.
Por tudo o que foi dito até agora, Olite parece ser uma cidadezinha medieval esquecida no tempo, não é mesmo? 
Qual o quê?
Uma pesquisa no Google acaba de me revelar que na Praça Carlos III, essa que se vê aí na foto acima, está instalada uma webcam, que envia imagens da cidade para o mundo...
¡Qué modernidad!

sexta-feira, outubro 29, 2010

Fazendo as malas

No Twitter tem de tudo. É campanha política. Campanha publicitária. Fofocas. Notícias. Bobagens. Concursos. Gincanas. Conselhos. Reclamações. E muito mais!
Hoje durante a tarde, a Sylvia Lemos tuitou uma série sensacional que levou a hashtag #fazendomalas.
Tudo começou porque a Marcie G. Pellicano estava fazendo as malas pra uma viagenzinha à Turquia e comentou: 


A Sylvia é viajante profissional especialista em fazer malas econômicas, que na maioria das vezes podem ser levadas como bagagem de mão. Ela é também a titular da hashtag #viajarsemdespachar.
Ao ver o comentário da Marcie, a Sylvia entrou em cena e postou um punhado de dicas que  merecem ser guardadas e consultadas cada vez que uma mala for arrumada, o que deve acontecer na proporção de 2579529/minuto...

Aí vão elas: 

  • Normalmente faço assim, quando não há eventos especias programados: um look por dia e uso ele primeiro à noite para o jantar. Dá certo! 
  • Para turista, a proporção que funciona bem é levar uma parte de baixo para três de cima e dois calçados além do que está usando. Bolsa só uma.
  • Descomplique a necessaire usando mini frascos e leve só o hiper essencial.
  • Reduza a farmacinha, com duas unidades de cada comprimido (não esqueça a bula).
  • Leve na mão um agasalho para o avião e sempre saia com ele à noite (ar condicionado).
  • Deixe o abrigo em casa. Use 100% algodão (mesmo que amasse). Teste tudo -use- e lave antes de por na mala.
  • Cheque botões, ziper, bainhas, corte fios soltos e tenha certeza de que o que está levando é 100% confortável para usar por 8h.
  • Preste muita atenção aos sapatos, a metade do sucesso da viagem depende deles.
  • O mais difícil é acertar os calçados. Quando usar em viagem e der certo, guarde para este fim.
  • Prove as peças q vai levar e responda: Me sinto bem? Se colocar o outro sapato vai dar certo? E se chover? Fizer calor-frio?
  • Leve na mão um kit sobrevivencia parao primeiro dia, se a mala atrasar... Objetos de valor $ e sentimental vão e voltam na mão.
  • Um jeito legal de dividir uma mala com duas pessoas é colocar o kit de cada um numa fronha de TNT com zíper (sem misturas).
  • Pense que vai e volta rapidinho, não precisa carregar a casa nas costas.
  • Pense que viveu muito tempo sem este objeto que está pensando em levar : deixe ele em casa.
  • Separe sua coisas por uso em eventos ( praia, cidade, balada) e use ziplock para separar e facilitar encontrar.
  • O ziplock tb funciona como saco de compressão, tire todo o ar de dentro e feche.
  • O zip é este aqui, tem em qualquer supermercado, no setor de embalagens, em dois tamanhos.
  • Se for verão ou meia estação 5 ou 6 ziplocks compõem toda a bagagem para uma semana.Testei e aprovei em NY.
  • Capriche e pense bem, teste antes, o look do avião pois ele também pode servir para eventos durante a viagem.
  • Coisas novas, não usadas, não são adequadas para viajar pois não sabemos como vão se comportar.
  • Coisas velhas que não queremos mais só servem como under. É deprê viajar com coisas que já não gostamos ou cansamos.
  • Corte um pedaço de sabão de coco em barra e coloque na mala. Sabonete deixa as roupas manchadas.
  • Sempre coloco um saco no fundo da mala, se acontecer de TER que comprar alguma coisa.
  • Leve na mão um cadeado extra, rolo de fita larga, etiquetas de bagagem e lacres de plástico numerados( tem em papelarias).
  • Coloque também no ziplock o material impresso do destino ( 1 por zip) e documentos de tkt e hospedagem em outro.
  • Carregue o minimo nas andanças diárias, sair com peso inútil já é começar mal a turistagem.
  • Descomplique, lembre que um é melhor, nada de coisas duplas. Esqueça o :" e se ". Viajar leve é um luuuxo pessoal!
  • Estar confortável, ser contemporâneo, atual, discreto e se sentir integrado no ambiente que vai visitar é o máximo!
  • Extravagâncias em volume e conteúdo de bagagem são totalmente dispensáveis.
  • Não saio sem ele!! 
  • Está na dúvida quanto a o que levar? Use um dia inteiro e fotografe. A gente pode escolher antes de colocar na mala.
E a Sylvia terminou a conversa assim:
Fala sério, gente! Não é o máximo? 

quarta-feira, outubro 27, 2010

Buenos Aires pra ver Bethânia

Os preparativos começaram em setembro, quando soubemos que Maria Bethânia se apresentaria no Teatro Gran Rex, em Buenos Aires.
Sopa no mel! Bethânia, Buenos Aires... O que mais poderíamos querer?
Primeiras providências: convidar amigos que poderiam gostar da aventura - Drika, RenatoOlintho - e comprar os ingressos para o show.
Em seguida, emitir bilhetes aéreos com milhas TAM.
Próximo passo, escolher hotel. Acabamos decidindo pelo Room Mate Carlos. Novas experiências...
Tudo resolvido... e ainda conseguimos convencer Rose e Flora a irem também. No almoço de 11 de outubro elas deram cabo de todos os passos - ingressos, passagens e hotel.
Outro companheiro, Esteves, já estava em Buenos Aires.
Por um triste acontecimento familiar, na véspera do dia D, Olintho não pode ir.
Enfim, éramos 7!
Entre sexta-feira e sábado, chegamos todos, cada um a seu tempo...
O que fizemos?


As comidinhas foram regadas a vinho, claro! Teve  Cinco Tierras e Don Nicanor - malbec - e Nieto Senetiner, bonarda.
No cassino, perdemos pouco, afinal cada real estava valendo 2,25 pesos... E o que  importa é a diversão e o risco de ganhar muito!
As comprinhas: variedades na Farmacity, sapatos, roupas, bolsas, coisinhas pra casa, perfumes, alfajores, etc, etc...
  • Uma coisa boa: O Hotel Room Mate Carlos. Espaçoso, moderno, boa localização no centro de Buenos Aires.
  • Um estranhamento: No teatro Gran Rex há "funcionários" que indicam a poltrona e entregam um folder do show, mediante uma "propina". Sem gorjeta, nada de folder! Pode?
  • Uma surpresa: Caetano Veloso entre nós, na plateia. 
  • Um susto: O café da manhã não estava incluído na diária do hotel. Descuidamos disso na hora da reserva e só ficamos sabendo na hora do check-out. Não custava ter avisado, né?

Fotos? Teve sim!
As minhas, estão aqui.
As dos meus companheiros... prometo que volto pra colocar as que aparecerem.
***
Charlotte já fez seu pequeno álbum de fotos. Olha aí!

segunda-feira, setembro 27, 2010

Passeando por São Paulo

Fico sempre indecisa quando tenho que mostrar São Paulo para alguém que vem de fora. Justo eu, que nasci e sempre morei aqui e que adoro a cidade.
Mas na hora de decidir o que mostrar... empaco!
Foi daí que na semana passada recebemos a visita da Rosângela Darwich, de quem alguns já ouviram falar, uma vez que sempre cito seus belos versos aqui e acolá.
E pra quem quiser mais poemas dela, tem aqui!
Rosângela vem de Belém/PA e conhece pouco de São Paulo.
O tempo era pouco e tinha que render.
Comecei pesquisando na net. Encontrei uma listinha esperta de coisinhas pra fazer na cidade.
Compartilhei no Twitter: meu achado e minhas dúvidas. Prontamente a Flávia me deu um monte de boas sugestões, entre elas pastel de feira!!!!!!!
Gente, é verdade, pastel de feira é uma instituição paulistana das mais gostosas e eu nunca tinha pensado nisso.
Mais uma pesquisa na net me levou a descobrir que exatamente naquela quarta-feira era possível experimentar o Pastel da Maria, 1º lugar no Campeonato de Pastel de Feira de 2009 e 2º lugar no de 2010. E lá fomos nós pra feira da Rua Cayowaá. Foi um sucesso!
E mais: Museu da Lingua Portuguesa pra ver Fernando Pessoa e a Praça da Língua, minha favorita! Ainda não viu? Vai ver!
Pra terminar, uma passadinha rápida na Pinacoteca.
Foi um dia e tanto!
O segundo round foi hoje, no centrão.
Depois de um passeio pela Barão de Itapetininga e Viaduto do Chá, fomos até o Ed. Altino Arantes, o prédio do antigo Banespa. Confesso, eu só tinha subido à torre uma vez, há tanto tempo que nem me lembrava mais.
É fácil e grátis! É chegar na recepção, apresentar documento, posar pra uma fotinho e esperar na fila o momento da subida. 
Dois elevadores e três lances de escada depois, você dá de cara com a cidade inteira.
Dá pra ter uma ideia aí, nessa foto da Ana. Pena que o dia estava nublado!
Mais pena ainda é que se pode ficar apenas 5 minutos, contados no relógio, lá em cima. Quando você começa a ver os detalhes da cidade, é gentilmente convidado a descer.
Fala sério!
Deixo aqui meu protesto e conto com o de cada leitor desse post.
QUEREMOS FICAR MAIS TEMPO CONTEMPLANDO A CIDADE DO ALTO!!!!!
E como o dia era de alturas e vistas, fomos almoçar no Lia do Jockei Club da Rua Boa Vista, ainda no centro. Comida boa e vista de parte da cidade.
Pra terminar, fomos ao Mosteiro de São Bento. Saímos de lá com algumas delícias produzidas pelos monges. Hum... 
Tá vendo como tem coisa pra fazer em São Paulo?

terça-feira, setembro 07, 2010

Vai um cafezinho aí?

Olha só que mania!
Xícara de café bonitinha, com nome do lugar... de repente vem parar aqui em casa!
A "coisa" começou há muito tempo. Nem me lembro quando...
Mas aí acima se pode ver no que deu!
Contabilizei 41 exemplares diferentes!
Algumas já são raridades, como essa do "A Ferro e Fogo", saudosa churrascaria que ficava atrás do Hotel Maksoud Plaza, com uma vista interessante para o vale da Av. Nove de Julho.
Ontem decidi reunir todas numa única prateleira.
Coincidentemente, o primeiro conjunto xícara&pires de que tenho lembrança, do Livorno, ficou ao lado do último "asilado", o  do Espresso Pilão, que veio ontem mesmo da Brunella do aeroporto de Congonhas.
Será que eu vou pro inferno, ou pra cadeia, acusada de acobertar xícaras fugitivas?
A meu favor tenho a dizer que nem todas foram "sequestradas" por mim. Alguns amigos, animados pelo sabor da aventura, colaboraram com alguns espécimes. 
E algumas, poucas, foram compradas! 
Como conseguimos a proeza? 
Fácil! 
É só deixar que algum conjunto pires&xícara carente de um lar te acompanhe. 
Em geral eles levam junto a colherinha... 
Por que seria? Apego? 
Na verdade acho que pensam que se deixarem as colherinhas avulsas poderão ser perseguidos, encontrados e reencaminhados ao seu lugar de origem, voltando a ser um entre outros tantos conjuntos iguais em cima de uma máquina de café espresso.
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sexta-feira, agosto 27, 2010

Bilhete Único

Sim, eu ando de ônibus. E muito...
E comprei meu Bilhete Único logo que foi lançado, em 2004, no governo da Marta.
E não é que quase 6 anos depois meu Bilhete Único quebrou?
Coloquei no bolso traseiro do jeans e só ouvi um ploc, na hora que encostei numa quina de mesa.
Quebrou!
Mas não se dividiu em dois imediatamente.
Tive ainda tempo de enfrentar a fila em uma lotérica, para ouvir da funcionária que a transferência dos créditos daquele bilhete estropiado para um novo só poderia ser feita num posto da SPTrans. E naquela hora os postos já estavam fechados. 
Voltando pra casa, não resisti à tentação de testar o bilhete na catraca do metrô. Funcionou!
Menos mal.
Dia seguinte, antes de procurar um posto da SPTrans, passei pelo metrô e coloquei o bilhete num leitor... pra saber quanto ainda tinha de crédito. 
O leitor não respondeu...
Tentei usar na catraca... nada!
Fui ao posto da SPTrans e não acreditei no que ouvi. Para saber o saldo e transferi-lo para um novo bilhete havia uma taxa de R$ 18,90. Havia que pedir o bloqueio do cartão estragado e esperar 3 dias úteis para obter a resposta e recarregar um novo bilhete. E eu nem sabia avaliar meu saldo, pra saber se valia a pena todo esse trâmite e ainda a despesa equivalente a 7 viagens... 
Um novo bilhete teria que ser carregado com um mínimo de  R$13,50, valor que reverteria em 5 viagens.
Decidi comprar um novo. Mas o sistema caiu bem nessa hora...
Inconformada, tentei usar novamente o bilhete no metrô. Nada.
Coloquei-o novamente num leitor e... ele se quebrou lá dentro e não saiu mais.
Virginiana, fui procurar o recibo da última recarga. Achei. No dia 21 de julho eu havia recarregado com R$ 100,00. Assim, a possibilidade de haver um saldo compensador era grande.
Munida do tal papelinho, fui a outro posto da SPTrans. Com sorte a informação anterior estava equivocada e eu poderia conseguir meu novo bilhete carregado com meu saldo na hora e ainda descobrir que a taxa poderia ser convertida em viagens. 
Nada disso!
As primeiras informações se confirmaram. 
Comprei um novo bilhete pelo valor das 5 viagens e fim!
Mas fiquei pensando no trabalhador que tiver o infortúnio de danificar ou perder seu cartão...
***
Fuçando na net pra saber mais algo sobre o assunto, dei com esse post: 

quarta-feira, agosto 18, 2010

Blog no Estadão

Pra quem ainda não sabe, Ricardo Freire, aquele do Viaje na Viagem, é meu amigo. 
Eu já era leitora dos bons conselhos dele há muito tempo, até que nos encontramos no Twitter. Conversa vai, conversa vem, ele se interessou pelo post que fiz aqui sobre a travessia dos lagos andinos. Citou no blog dele. Aí começou o sucesso!
Algum tempo depois, acabamos marcando um encontrinho em Buenos Aires, onde estávamos na última Páscoa. Jantamos juntos e foi uma noite bem agradável.
E nos vimos uma e outra vez por aí, quase que casualmente. Pelo Twitter e pelo Viaje na Viagem, estamos sempre em contato.
E foi assim que ele me fez uma surpresa na sua coluna "Turista Profissional" das terças-feiras no Estadão: citou meu blog na seção "Internet para viagem"!
E a surpresa foi tanta que só fiquei sabendo, por via muito indireta, no final do dia. Foi assim: uma pessoa - Dalva - entrou em contato com a Ana pelo Facebook dizendo que tinha gostado muito do blog dela, o Psiulândia. Ana agradeceu e perguntou como ela tinha conhecido o blog. 
  • Dalva: Vi uma indicação no Estadão.
  • Ana: Onde? Em que seção?
  • Dalva: Desculpe, o blog indicado no Estadão é o "De uns tempos pra cá".
(Sim, eu sempre cito e linko o Psiulândia por aqui...)

Ana me ligou rapidinho e me pegou a caminho da piscina pra aula de hidroginástica. 
Saí da academia em busca do jornal. Tive até um pouquinho de trabalho pra encontrar. Já era tarde: 21h mais ou menos.
Fiquei encantada, e não era pra menos...
Olha só:


Tá pequeno? Use o botão "Full" que aparece logo abaixo do documento e ele aparecerá na sua tela em letras garrafais...
É pra ficar orgulhosa, não é não?
Bem, não sou assinante do jornal (deu pra perceber, né?). Cheguei em casa e vasculhei o site do dito cujo pra encontrar um link e compartilhar meu sucesso com os amigos. Que nada! Aquilo é sempre um mistério pra mim, mesmo usando a senha de uma amiga assinante, que naquela hora nem foi aceita...
Mas a Lena - amiga virtual do Twitter - se ofereceu pra me mandar o arquivo.
Só assim pude compartilhar na rede e aqui no blog esse momento Tommy.
Agradecida, Dalva!
OMA, Ana!
Obrigada, Lena!
Obrigadíssima, Ricardo Freire!
***

PS. Voltei pra dar mais  um dado:
Vejam só, meu pai, que é leitor assíduo do Estadão e da coluna "Turista Profissional", leu a matéria sobre os all-inclusive e comentou comigo na tarde da terça-feira. e NÃO viu a indicação do blog. Pode?

sábado, julho 31, 2010

Entre as montanhas das Minas Gerais

Unindo o agradável ao mais agradável ainda, fomos passar um fim de semana desse julho sem férias em Mariana.
O esquema foi o de sempre: voo até Confins, carro alugado, peregrinação pelas estradas e anel viário da capital mineira até chegar às montanhas.
No caminho, uma paradinha pra descansar, trocar de motorista - eu detesto dirigir em estradas com muitas curvas - e conhecer o Jeca Tatu, um boteco pra lá de interessante às margens da BR 356.
Imaginem um lugar abarrotado de antiguidades, capitaneadas por quantidades industriais de discos de vinil e mais um pãozinhno queijo, um pastel de angu, um cafezinho... Bom!
A Pousada da Serrinha, escolhida entre o que estava disponível - era tempo de Festival de Inverno na região - e reservada com antecedência, mostrou-se agradável. Quarto de bom tamanho, banheiro bom com chuveiro quentinho, um barulhinho de água no fundo do quintal, uma ameixeira na janela, café da manhã bonzinho, wi-fi grátis e atendimento simpático.
À noite, em Mariana, show de Chico César, um dos motivos para a escolha desse destino.
O show foi muito bom, apesar da rouquidão do artista. Fica aí um pedacinho pra quem quiser conferir: Folia de Príncipe, música que ele compôs nos anos 90 quando passou uma temporada na região e fez show no Teatro Municipal de Ouro Preto.
Dia seguinte, pé na estrada até Itabirito, pra conhecer a Mercearia Paraopeba. Fomos lá e conferimos tim tim por tim tim cada canto do estabelecimento do Seu José Augusto, apelidado de Seu Juca, e do Roninho. Compramos um monte de coisinhas, comemos, tomamos uma cachacinha, tiramos fotos. A casa estava cheia. Uma festa!

O final do sábado foi em Ouro Preto, com esse lindo pôr de sol fotografado do pátio da Igreja de N.S. do Carmo.
No domingo, um programa já conhecido: concerto de órgão na Sé de Mariana.
Os ingressos custam 15, 22 ou 30 reais, dependendo do seu interesse em colaborar mais - ou menos - com o projeto. É preciso chegar um pouquinho antes.
No programa daquele domingo, G. Böhm, G. P. Cima, F. Veracini, B. Storace, Albinoni e Walther, executados por Josinéia Godinho no belo órgão Arp Schnitger e no cravo e por André Cavazotti no violino.
À tarde, uma visitinha à cachoeira do Brumado, num distrito a 17km de Mariana, que tem o nome de Cachoeira do Brumado. Lugar lindo, degradado pela "criatividade" humana. Vejam só! Pra sorte de vocês, foto não tem som...
E o domingo terminou com uma bela lua cheia visível da janela do nosso quarto. Precisava mais?
Precisar não precisava, mas tem uma coisinha que ainda pega pra nós nessa região: a comida.
É claro que há bons restaurantes e lugarzinhos gostosos pra um café ou um lanchinho por ali. Mas ainda não descobrimos aquele - ou aqueles - que fazem a nossa cabeça... ou o nosso estômago. Numa próxima viagem, quero estudar isso antes de ir. E tô aceitando sugestões.
As fotos que ilustram esse post são de Ana Maria.
Há outras, minhas, nesse albunzinho.

***
PS1. Acabo de ler no De tudo vai rolar, um relato com fotos e filme do show de Chico em Mariana.

PS2. Ana fez um álbum com suas belas fotos da viagem. Está aqui!

PS3. Ana escreveu dois posts sobre a viagem no seu Psiulândia: