domingo, junho 16, 2019

Cabe na mala - Parte 2



Eu avisei: sempre cabe mais alguma coisinha nas nossas malas, mesmo sendo elas tamanho P.

Na seleção de hoje, temos alguns folhetos de lugares que visitamos nessa viagem.

Por ordem cronológica:

1. Casa das Histórias Paula Rego

Pegamos o trem e fomos a Cascais. Era domingo, um dos primeiros com sol nesse ano. Resultado: trem e cidade cheios. Faz parte!

Uma pequena caminhada morro acima, sob o sol, e já estávamos na casa onde Paula Rego expõe suas obras. A casa é linda e as obras idem.

Foto: Ana Oliveira

Aquele era um dos últimos dias da exposição "Anos 80", mas acabo de ver que foi prorrogada até 23 de junho. Corre que ainda dá tempo.

Mas, mesmo que não seja possível ver as obras dos anos 80, vale a pena conhecer o espaço e, certamente, ver outras obras expostas por lá.

Batalha de Alcácer-Quibir (Paula Rego, 1966)
Lã, seda, algodão e tecidos vários sobre linho
250 x 650 cm
Foto: Ana Oliveira

Essa belezura, por exemplo, deve ficar mais tempo por lá, uma vez que não é dos anos 80 e pertence à Câmara Municipal de Cascais, uma das apoiadoras da Casa. Ficamos um bom tempo sentadas em frente à tapeçaria, observando os detalhes.

2. Lisbon under stars

Sabe o Convento do Carmo, em Lisboa? Aquele que só tem a "casca!? 

Então, o evento acontece ali, cada um se acomoda como pode, uns sentam no chão, outros sentam em banquinhos improvisados, há também os que deitam no piso e os que ficam em pé. Vale tudo pra ver o espetáculo.

São projeções nas velhas paredes, músicas e narrativas que contam, em primeira pessoa, a história daquele convento, mesclada com a história de Lisboa e de Portugal. 

Difícil ali é não perder nada: paredes transformadas em telas, céu estrelado, lua crescente quase cheia, músicas, histórias, tudo junto e misturado...

Olha só:



Até Mariza canta nas pedras antigas do convento.

Ana fez pequenas filmagens e postou no Facebook. E, vejam vocês, a voz de Mariza foi barrada por conta de direitos autorais... 

Como não quero afrontar artistas e seus direitos, deixo aqui, cenas que considero menos "perigosas":

Clica aí que eu tô rezando pra você conseguir ver as imagens que a Ana gravou...

Ah, e o site do evento é esse aqui, ó: https://www.lisbonunderstars.com/

3. Keukenhof

O famoso jardim das tulipas holandesas não estava nos nossos planos iniciais de viagem, mas quando nos demos conta de que estaríamos na Europa com algum tempo livre bem nos últimos dias de abertura do Keukenhof, movemos mundos e fundos (exagero!) para chegar lá. E valeu.

Pra facilitar a logística, compramos um pacotinho referendado pelo Daniel, do Ducs Amsterdam, nesse post. Recomendamos! O guia Carlos é brasileiro. E é um conforto poder receber informações na nossa língua, né gente? 

O parque é enorme e os canteiros são deslumbrantes. Foi um oh! depois do outro. E tome fotos!

Vou deixar uma palhinha aqui:

Fotos: Ana Oliveira e Carmem Almeida

4. Igrejas

Na foto que abre esse post, aparecem dois folhetos de igrejas que visitamos na Holanda: a Laurenskerk, em Rotterdam e a Domkerk, em Utrecht. 

São Martinho, o patrono da Catedral de Utrecht
Foto: Ana Oliveira

Igreja de São Lourenço, junto ao memorial a Erasmus,
 filho importante de Rotterdam
Foto: Ana Oliveira

Mas, no tema igrejas na Holanda, a história mais curiosa não rendeu folheto na mala.

Foi em Gouda.

Chegamos à cidade no meio da tarde e encontramos feira na praça. 

Almoçamos tardiamente num dos restaurantes à beira da feira. 

16h30, ouvimos (mas não vimos) os bonequinhos do relógio da Prefeitura em sua faina cantante. Os feirantes começaram a levantar acampamento. 

O sol brilhava e já imaginávamos os famosos vitrais da Sint-Janskerk iluminados por  seus raios.

Chegamos à bilheteria da igreja e... já estavam fechando. A visitação termina às 17h.

Nossa cara de decepção deve ter sido evidente. Ficamos alguns segundos ali, tentando ver por trás das portas o que estávamos perdendo. Nesse instante, a senhora da bilheteria veio até nós, perguntou de onde éramos e nos concedeu a graça (de graça) de entrar na igreja por 5 minutos.

Como duas loucas entramos e nos concentramos apenas nos vitrais e no órgão. As 17h em ponto, estávamos de saída, agradecendo à nossa benfeitora, que nem mesmo notou nosso reconhecimento...

Digam se valeu a pena:

Foto: Ana Oliveira


Fotos: Ana Oliveira

Às 17h30, nos postamos ao lado da Prefeitura para, finalmente, ver os bonecos do relógio... Que nada! Tudo pára às cinco da tarde em Gouda!

5. Navegando em Leiden

Leiden não estava nos nossos planos. Fomos e adoramos!

Assim que chegamos à parte histórica da cidade, avistamos a plataforma da Rembrandt Van Rederij. Bem fácil, ali na nossa frente e com uma saída prevista dentro de poucos minutos.

Foi a sopa no mel! Havíamos passado por Amsterdam, Utrecht e Gouda sem sentir o gostinho de navegar pelos canais. Falta de oportunidade... e organização.

O passeio do Rembrandt é uma belezinha. Aproximadamente uma hora navegando em torno da cidade, pelos canais e braços de rio.

Passando por pontes,

Foto: Ana Oliveira

moinhos,


casas flutuantes

Foto: Ana Oliveira
e pela universidade.


E ainda tem audiofones falando português de Portugal.

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Voltem daqui a algum tempo. Tem mais "cabe na mala".

domingo, maio 26, 2019

Cabe na mala - Parte 1

Aqui em casa há uma infinidade de sacolas, pastas, envelopes e o que mais possa ser usado para guardar papéis e outras coisinhas que vieram na mala durante as viagens.

A cada volta, mais um pouquinho de lembranças e informações que foram se acumulando dia a dia.

Recibos, passagens, bilhetes de embarque, mapas chaves magnéticas, canetas, bloquinhos de notas, ingressos, cartões...  tudo cabe na mala!

Parece uma febre! A gente procura evitar o acúmulo, afinal papel pesa e nem nossas colunas nem as companhias aéreas estão podendo com tanto peso.

Dessa última viagem de duas semanas passando por Lisboa, Amsterdam, Rotterdam e Madri, incluindo alguns bate e volta aqui e acolá, até que vieram poucas coisas...

Vejam:

Começando pelas chaves magnéticas dos hotéis pelos quais passamos, essas nunca faltam!

O Room Mate Óscar em Madri, que queríamos conhecer há bastante tempo. Lindinho, em plena Chueca. Com atendimento agradável e um rooftop sensacional.


O Gat Rossio, bem no centro antigo de Lisboa. Nosso queridinho de algum tempo.

O Main Port, em Rotterdam, dono daquele cartão magnético sem identificação, com pequenos desenhos dourados. Fino até na chave! E a janela, então? Paisagem pra ninguém desaprovar!


Quarto bem confortável, banheiro com hidro e sauna... Mas quem tem tempo de usar essas mimos com tanta coisa pra ver lá fora?

O Marriott, ainda em Rotterdam. Enorme, pertíssimo da estação central, mas com quartos bem gastos. É verdade que a recepcionista nos ofereceu um quarto na ala já reformada, andar e preço bem mais altos. E o nosso real valendo 21% do euro deles...

Teve Ibis também. Dois. Um em Lisboa, na Av. José Malhoa, bem fraquinho, (O Riq bem que avisou sobre essa localização.!) e outro em Amsterdam, ao lado da estação central, bem melhor!

Olha só o que encontramos sobre nossa cama.

Pela primeira vez chegamos a um Ibis com a sensação de que éramos mesmo esperadas e bem-vindas.

Couberam na mala, também os bloquinhos de anotações.

Aí se anuncia mais um hotel, o Star Inn, que fica a dois passos do desembarque no aeroporto de Lisboa. Bem razoável para uma noite em trânsito. Usamos pra descansar entre a chegada de Amsterdam e a partida para Madri e gostamos.

Em Rotterdam, nos apaixonamos pelo Bazar Hotel. Queríamos ter ficado ao menos uma noite ali, mas não foi possível. Tivemos que nos contentar com as três visitas que fizemos ao restaurante do Bazar: uma para o jantar e outras duas para o café da manhã. Aliás, recomendamos veementemente pelo menos uma refeição ali. De lá, trouxemos as boas lembranças, a vontade de voltar e alguns exemplares do envelope de talheres que usam no restaurante.


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Volte daqui a alguns dias. Tem mais umas coisinhas que vieram na mala que queremos dividir com vocês.

domingo, março 24, 2019

Na ocupação

Hoje faz um ano que viemos morar no centro de São Paulo.

Um ano de novas experiências, novas descobertas.

Um ano "fiscalizando", das nossas janelas, a Ocupação Nove de Julho.

Já teve festa, show, almoço, exposição, gravação de videoclipe.

Daqui do alto, acompanhamos a pintura do muro, o trabalho na horta, a movimentação dos moradores.

Foto: Ana Oliveira

Hoje teve almoço na ocupação. Quem cozinhava era a Neka. Aquela Neka, a Neka Menna Barreto, a dos banquetes, sabe?

Fui lá, como já fomos outras vezes. A comida estava deliciosa e a casa, cheia.

Depois de comer, fiquei ali no pátio, vendo quem entrava e quem saía. Muita gente!

Vai daí que passa uma das voluntárias (há muitas e muitos, principalmente em dias de almoço) convidando para uma visita guiada ao prédio. Opa! Presente!

Os interessados, nos reunimos na entrada e esperamos pela Selma, uma moradora que fez o papel de guia nessa aventura pelo prédio dos anos 40.

São 14 andares, mas os elevadores não funcionam. Fomos pelas escadas.

O que já vai logo chamando a atenção é a limpeza das escadas e dos corredores. Tudo antigo, com marcas do tempo, do uso e do desuso, mas tudo limpo e organizado. 


São 130 famílias morando ali.

Selma nos contou que para ser admitido como morador é preciso aceitar e cumprir regras: "homem que bate em mulher tá fora!" Drogas e bebida não são permitidas.

A boa convivência é incentivada. Há coordenadores por andar e qualquer desavença é tratada em reunião com os envolvidos, além das reuniões periódicas com todos os moradores.


A brinquedoteca é uma graça. Tudo organizado. Ali fazem atividades para as crianças e há pessoal voluntário para cuidar dos pequenos no caso de a mãe precisar se ausentar.

No mesmo ambiente, está uma pequena biblioteca infantojuvenil. Tudo conseguido através de doações.

Selma nos levou à casa dela, no 8º andar , ou será no 9º? Perdi a conta...

Pequena, mas toda arrumadinha. Sala com TV, quarto do neto todo enfeitado com motivos infantis, máquina de costura e uma área externa de onde se vêem... as nossas janelas.

É ali: três janelas clarinhas, no penúltimo andar, à esquerda,
acima do único toldo que se vê na fachada.
Visitamos também um apartamento que está em reforma. Os moradores trabalham em esquema de troca: um ajuda o outro fazendo aquilo que sabe. Nessa reforma, o marido da Selma está ajudando na parte elétrica. E eles também tiveram ajuda de outros moradores quando estavam reformando o deles.

Enfim, uma comunidade de gente como a gente. 

sexta-feira, novembro 30, 2018

13


Essa imagem estava lá no site do Personare...

Procurei no Google e o Wikipédia me mostrou:
"O número treze (13) é o número natural que sucede o 12 e precede o 14. O número 13 é o sexto número primo (número divisível por 1 e por ele mesmo), depois do 11 e antes do 17. É o número atômico do Alumínio, um metal não magnético. O número 13 é o sétimo número de Fibonacci, depois do 8 e antes do 21."
(Olha só 13 e 17 são primos... Isso tinha me passado despercebido!)
Já o Personare me diz que "o 13 é formado pelos números 1 e 3. O 1 simboliza coragem, iniciativa e disposição para correr riscos. Já o 3 representa a autoconfiança e o otimismo de acreditar no melhor da vida, além da reação de leveza e liberdade que acompanha essa atitude positiva perante os desafios. Tanto o 1 quanto o 3 gostam de viver livremente e não apreciam dar satisfações do que querem fazer e do que efetivamente fazem. Por que detestam ser mandados e seguir regras."
Euzinha, quando penso em 13, me vem à cabeça:

  • PT
  • azar
  • sexta-feira 13
  • 13º salário

Enfim, tem assunto esse número treze, hein!

Nesses tempos em que o 13 esteve bem presente na disputa do nosso futuro, fico bem feliz por poder bradar com força os parabéns para os 13 anos desse blog.

E torço para que daqui a 4 anos, quando o De uns tempos pra cá completar 17 aninhos, a gente esteja  com perspectivas mais promissoras no horizonte.



terça-feira, outubro 16, 2018

Oi, sumida!

Então, já vivemos mais de dois terços de 2018 e nada de postagem por aqui! 😱
Bom, vou fazer um resumo do que rolou e, depois, tento contar as viagens com mais detalhes. 🤞
Começamos o ano com a tarefa de reformar o novo apartamento e só demos conta disso no final de março, quando enfim mudamos pro novo endereço. 👯‍♀️
Durante o período das obras, demos duas escapadinhas ao Rio de Janeiro: uma em fevereiro, pra ver Gil cantando no Circo Voador e outra em março, pra ver Bethânia cantar no Vivo Rio.
Nesse meio tempo, algumas idas e vindas a Santos, muita loja de materiais e eletrodomésticos e alguns shows.

E a casa nova ficou assim
Foto: Ana Oliveira

O que você leu até agora, foi escrito no início de setembro... 
Hoje, 16 de outubro, retomo o post.
Será que agora vai?

E depois? 
Depois veio tanta coisa... 

De viagem, tivemos:

Uma viagem a Paris e Lisboa, que quase não aconteceu por conta de doença em família.
Bahia pra ver Chico e Rita cantarem em Mucugê.
Aniversário coletivo em Visconde de Mauá/RJ.
Aniversário da Ana em viagem rapidinha a Piedade/SP


De shows:

Vários do Chico César e um do Chico Buarque
Alguns da Rita Benneditto e mais um da Maria Bethânia, dessa vez com Zeca Pagodinho.

E teve muita política:

Assassinato de Marielle Franco
Prisão de Lula
Muitas manifestações pelas ruas.
E eleições...

E no meio disso tudo, seguem os compromissos familiares agravados por doença e idade, a tarefa de alugar o apartamento de onde saímos (que já nem é mais nosso...), o clima entristecedor da situação do país e uma fascite plantar bem chatinha que ainda assombra meus passos.

De bom, a nossa cumplicidade e o carinho dos amigos que volta e meia aparecem pra nos ver e conhecer a casa nova.

E assim, a gente vai levando...

Visconde de Mauá set/2018
Foto: Vilma Queiroz