Segunda-feira, Março 12, 2012

Itália: voos e hoteis

Fala sério, tem coisa melhor do que  poder contar com a ajuda de gente que já esteve nos lugares pra onde a gente tá querendo ir? Dicas sobre hoteis, passeios, comidinhas, furadas, sacadas, passo-a-passo, um monte de coisas mastigadinhas, só pra gente conferir...
Pois então, nossa viagem pela Itália com uma breve passada por Frankfurt, foi um sucesso também porque contamos com a ajuda de muita gente que foi, viu, fotografou, escreveu, comentou e deu dicas. 
Por isso, quero também deixar aqui minhas impressões, descobertas e palpites para os que irão depois de mim.
Vamos lá!
  • Bilhetes aéreos
Viajamos com milhas da Star Alliance. Emitimos os bilhetes em outubro para viajar no final de janeiro. Fizemos a negociação numa loja da TAM - a do aeroporto de Congonhas. Tivemos a sorte de encontrar uma atendente disposta a procurar as melhores opções pelo menor número de milhas. Conseguimos São Paulo/Frankfurt/ Roma (TAM/Lufthansa) para a ida e Roma/Lisboa/São Paulo (TAP) para a volta. Tudo por 80.000 milhas por pessoa. 
  •  Hoteis
A conexão em Frankfurt demorava 21 horas, com uma noite no meio. Ficamos no Ibis Frankfurt Airport e gostamos. Eles têm um ônibus que leva e traz os hóspedes de e para o aeroporto. Internet wi fi free. Café da manhã, pago à parte, muito bom. O hotel fica longe da cidade, mas com a carona e a super atenção que tivemos da Carina, esse inconveniente passou batido pra nós.
Passamos duas vezes por Roma e ficamos em lugares diferentes. Para a primeira etapa, reservamos um B&B que já conhecíamos de outra viagem. Um quarto enorme num apartamento em plena Via Sistina.

Localização ótima. Preço muito bom também: 75 euros/noite. Reserva feita diretamente com a proprietária, por e-mail. Mas... achamos o serviço bem caído em comparação com a estada anterior. Acontece!
Na volta a Roma, ficamos no  Ripa Hotel , no Trastevere.
Fizemos a reserva aproveitando uma promoção do Travel Zoo. Preço bom - 87 euros - pra um hotel-boutique, quatro estrelas no Trastevere. Parecia o céu... mas as coisas não foram bem assim.
A localização não era lá essas coisas. O hotel ficava num cantinho do bairro. E a gente até hesitou antes de fazer a reserva com medo do barulho que  um bairro boêmio poderia produzir. Que nada, longe do bochincho. Mas nada que não desse pra caminhar até lá, claro! 
Chegamos à noitinha. O hotel estava em reforma e foi difícil encontrar sua entrada. 
Recepcionista antipática e burocrática. Informou o que precisava ser informado e tchau! 
O quarto... é bem moderno, mas não muito prático. Além disso, precisava de um ou outro reparo. 
Dá uma olhadinha na cama: 

E essa banheira... meio lanhadinha, com a deliciosa cortina, já meio gasta!
Ainda no banheiro, temos um belo espelho com iluminação vinda de trás! Perfeito pra quem curte uma maquiagenzinha básica, né? Ainda bem que esse não é o nosso caso!
No mais, o quarto era espaçoso e moderno, mas pouco prático. Nenhuma mesinha pra colocar o notebook, mas também... pra que notebook no quarto se não havia wi fi free? TV em cima do sofá e nenhum  espaço dedicado à bagagem... Olha só:
Em Florença, nos instalamos no Hotel Sempione, um 3 estrelas próximo da estação de trem Santa Maria Novella. Fizemos reserva pelo Booking. Diárias a 73 euros com um café da manhã bem razoável incluído e wi fi free e operante. E a senhorinha que cuida da cozinha é brasileira!
O hotel é simples e limpo, ao contrário do que se imagina ao entrar no lobby. Bons lençóis e toalhas e boa localização, tanto para viagens de trem quanto para passeios na parte antiga de Florença.
Passamos duas noites em Siena, no El Chiostro del Carmine, que reservamos pelo site Otel.com. Pagamos diárias caras - 188 euros/noite por um quarto executivo com café da manhã - e nem gostamos tanto do hotel. 
El Chiostro del Carmine está num antigo monastério, com um belo claustro, que na época estava coberto de neve...

Quarto grande e confortável, com um bela vista, já que ficava no segundo andar. Mas... tudo tem seu preço, né? Pra chegar até o segundo andar havia que subir duras escadarias. Elevador, nem pensar! E o wi fi free não funcionava tão bem no quarto.
Além disso, o El Chiostro fica lá no alto da cidade, longinho do centro.
Próxima parada: San Gimignano. Escolhemos o Leon Bianco. Reservamos pelo Hoteis.com. Diárias a 100 euros por um quarto de frente pra praça principal da cidade, com café da manhã e wi fi free. Ficamos apenas uma noite e gostamos do hotel.
Cuidado, às quintas-feiras os hóspedes são acordados mais cedo: há uma feira na praça, bem debaixo das janelas do hotel.
Gênova foi a queridinha da viagem. Entrou nos planos só como base para ir às Cinque Terre, mas acabou nos surpreendendo. Chegamos de trem e decidimos ficar ali por perto da estação, mesmo. O escolhido foi o Hotel Continental. Sem reservas, chegamos e tratamos ali mesmo. Diárias a 89 euros, com direito a um quarto enorme, com janelas tipo bay window para a Piazza Principe.

Ótimo café da manhã. Internet free e operante. Ficamos mais do que tínhamos planejado.
E o Continental foi eleito o melhor hotel da viagem!

Quinta-feira, Março 01, 2012

De volta a Roma

Nossa viagem, que começou em Roma, vocês se lembram, com uma pequena parada em Frankfurt, terminou também na Cidade Eterna.
Pra esse gran finale, tínhamos reservado um hotel que, nos parecia, seria a cereja do bolo.
E assim, chegamos ao Termini com nossas mochilas, que por sorte nem estavam tão pesadas, e fomos procurar o balcão de informações turísticas.
Lugar óbvio para um balcão de informações turísticas é o saguão da estação, certo? 
Não, errado!
Vagamos pelo dito e enorme saguão sem sucesso. Perguntamos  e soubemos que ficava na plataforma 24. E lá fomos nós... 
As plataformas no Termini de Roma são imensas. E o balcão de informações turísticas NÃO fica na plataforma e sim num saguão lateral.
E o turista, cansado da viagem vai arrastando e/ou carregando sua bagagem pela plataforma afora até encontrar uma plaquinha bem pequena com o famoso
Sim, ela está lá, pequenina, disfarçada, tímida até, junto da entrada do Correio. Você passa, vê o correio e nem sempre tem a ideia de passar pela próxima porta e adentrar o tal saguão lateral onde se encontra o que você veio procurar ali. Nós só tivemos essa brilhante ideia quando já tínhamos ido até o final da plataforma e estávamos voltando...
A funcionária gentilmente nos informou a maneira de chegar ao hotel: pegar o ônibus H, descer sete pontos depois e caminhar 300 metros. Como o mapa não "chegava" até o local - Trastevere - ela não pôde assinalar o ponto, nem a rua, nem a direção em que devíamos caminhar. Nem nos alertou sobre a necessidade de ter um bilhete antes de subir no ônibus. Mas isso nós já sabíamos...
Um conselho: sempre que possível fuja do ônibus H. Está sempre lotado, deve ser o único que vai até o Trastevere.
Outro conselho, não confie na sua habilidade de contar pontos de parada do ônibus. Ele não pára em todos, ou pára muito mais vezes do que você pode supor...
Último conselho, na falta de um mapa, pergunte pra que lado caminhar ao descer no ponto indicado.
Preciso dizer que caminhamos pro lado errado? Que era de noite e que nossas mochilas de repente ficaram pesadíssimas?
Por fim, chegamos ao Ripa Hotel, mas não atinamos com a forma de entrar nele... Acabamos entrando por um bar que dá para a rua e tem comunicação com o hotel. Mas a entrada certa, mesmo, é por um corredor, que estava em reforma, que dá acesso à porta do hotel. 
Bom começo para um hotel-boutique-4-estrelas...
A recepcionista, formal e antipática, tramitou o check in e nos deu as informações necessárias. 
E a cereja do bolo... hum, era daquelas falsas, de geleia!
(Prometo um post contando as delícias e aos desprazeres dos hoteis da viagem.)
Apesar de estarmos num cantinho do Trastevere, é fácil chegar às ruas mais representativas do bairro. 
Andamos por tudo lá. Vimos igrejas, restaurantes, ruelas, lojinhas.
O Trastevere é rico em igrejas: Fomos à San Francesco di Ripa pra ver a Beata Ludovica Albertoni esculpida por Gian Lorenzo Bernini, para a qual o Alexandre Costa já tinha chamado a atenção nesse post aqui:

À Santa Maria in Trastevere:

E à Santa Cecília:

Comemos bem no Alle Fratti di Trastevere e no apertado Dar Poeta, ambos indicados pelo Lonely Planet.
Descobrimos até uma rede wifi aberta, numa esquina fria. Vira e mexe íamos pra lá atualizar nossas mensagens e tuítes. Pena não sabermos quem era o nosso benfeitor para agradecer tamanha gentileza...
De bonde  elétrico, ônibus e metrô, andamos pra lá e pra cá na velha Roma.
Fomos comer no La Scala ai Parioli, indicação da Marcie, doze pontos de ônibus a partir do Termini, num ônibus mais tranquilinho que o famigerado H.
Andamos pelo centro, revisitamos pontos prediletos, como a Fontana di Trevi e o Pantheon.
Comemos bem no Otello alla Concordia, outra indicação da Marcie.
Tá, gente, a Marcie é a responsável pelos quilinhos que ganhamos!!!!!
E tomamos um chá divino na tradicionalíssima Babington´s na Piazza di Spagna. Caro, mas vale cada centavo... de euro, claro!
Fomos também à Galeria Doria Pamphilj atraídas pelos Caravaggio que integram a coleção. A parte de visita ao Pallazzo eu dispensaria, mas a galeria em si vale a visita, sim.
Três dias depois, partimos rumo a São Paulo, felizes apesar do pequeno roubo de que fomos vítimas no trem que leva ao aeroporto. Coisas da vida!

Domingo, Fevereiro 26, 2012

E assim, chegamos a Portofino...

Portofino
Essa imagem de Portofino é mais do que famosa. Tem em folhinha, quebra-cabeça e sei-lá-mais-onde.
Eu sabia que um dia chegaria lá, mas não tinha imaginado que seria nessa viagem.
Como eu já contei, Gênova só entrou na programação como base para explorar as Cinque Terre
Daí, na viagem de trem vimos a estação de Santa Margherita Ligure, a porta de entrada de Portofino, e decidimos explorar a região. 
Marina de Santa Margherita Ligure
Quando o trem pára na estação de Santa Margherita, a gente não tem muita noção do que vai encontrar. Mas é só ir caminhando pela ladeirinha à direita de quem sai da estação e pronto, ali está o mar. Porto, marina, casinhas pintadas de ocre e terracota. Uma beleza de paisagem. 
Ali, como em Gênova, várias fachadas apresentam a arte do trompe-l'oeil, aquela que "engana" a gente, dando a ilusão de algo que na verdade não existe.
Olha e diga quais são as janelas verdadeiras e as falsas...
Difícil, né?
Percorrer a orla de Santa Margherita é tarefa pra pouco tempo.
Hoteis e restaurantes quase todos fechados. Férias. Inverno. 
Ali mesmo, no calçadão da praia, há um ponto de ônibus para Portofino. Bilhetes a 1,50, se comprados na bilheteria. Comprando diretamente no ônibus, dizem que se paga o dobro. Nem quisemos conferir. Compramos no guichê de informações, ao lado do ponto. São válidos por 100 minutos, que no nosso caso foram suficientes para passear pelo caríssimo balneário e voltar a Santa Margherita.
E pra quem achar que eu exagerei no caríssimo, vai aí a prova:
Ventava como se estivéssemos no alto do Everest. Depois de uma volta pelo deck, entramos num pub à beira-mar. O dono nos acolheu com muita simpatia e foi logo oferecendo uma grappa para acompanhar o café que pedimos. Trouxe também uns biscoitinhos doces. O lugar era quentinho, aconchegante e de lá se via um pouquinho do mar. Ficamos um bom tempinho. Sabendo que Portofino é famosa pelos preços, fizemos nossas apostas quanto ao preço da brincadeira. Mas nossas expectativas foram superadas...
Que susto!
Voltamos a Santa Margherita e curtimos a tarde no Bar Giuli, debruçado na marina, com direito a saladinha, pizza, vinho e preços módicos.
O pôr do sol acompanhou nossa viagem de volta até Gênova. 
Era a nossa última noite na Liguria.

Sábado, Fevereiro 18, 2012

Passeando pelas Cinque Terre

Já contei antes que montamos base em Gênova para explorar alguns lugares da Liguria.
Foi uma mão na roda.
Do nosso hotel até a estação de trem era um pulinho, só atravessar a Piazza Principe. 
E, uma vez no trem, a Liguria era nossa. 
Era só ter um pouquinho de paciência, já que os trens param em muitas estações antes de chegar ao destino escolhido.
Começamos com Riomaggiore, a porta de entrada, ou saída, das Cinque Terre, dependendo do ponto de partida.

Como o próprio nome diz, Cinque Terre é formada por cinco cidadezinhas, numa região montanhosa, debruçada sobre o Mediterrâneo: Riomaggiore, Manarola, Corniglia, Vernazza e Monterosso Al Mare.
Pra quem está em Gênova, a porta de entrada seria Monterosso. Já Riomaggiore é a primeira cidade pra quem parte de La Spezia. Embora viéssemos de Gênova, decidimos começar por Riomaggiore. Por quê? Ah, porque somos do contra... E porque de Riomaggiore se vai a Manarola, sua vizinha, por um caminho especial, a Via Dell'Amore, que é essa que se vê aí atrás da Ana na foto.
Só por essas poucas coisinhas que já falei, dá pra imaginar que Cinque Terre é um sonho, né? E é!
Mas essa maravilha foi atacada no final de outubro de 2011 por fortes chuvas que provocaram grandes enchentes. Muita coisa foi destruída. E nós sabíamos disso. Até deixamos a visita em stand by quando fizemos nosso planejamento de viagem.
Já do trem, ao passar por Vernazza, dava pra ver a destruição. Uma tristeza.
De Gênova a Riomaggiore se leva quase duas horas de trem. Como eu disse, ele vai parando e muitas estações pelo caminho. A passagem custa  7,30
Chegando a Riomaggiore há um escritório oficial do Parco Nazionale delle Cinque Terre. Ali pegamos um mapa e algumas informações do trajeto. E soubemos que os caminhos de pedestre depois de Manarola estavam fechados. Mas a gente não pretendia fazê-los, mesmo... Nos informou ainda o funcionário que Vernazza estava praticamente impossível de ser visitada e Monterosso estava um pouco melhor, mais ainda em obras.
Assim, as Cinque Terre se transformaram em Tre Terre nessa temporada.
O caminho sugerido para Riomaggiore começa na estação rumo a um túnel que leva à cidade. Primeiro ponto, a marina.
Depois de muita subida, a igreja e um caminho de onde se avista o mar. Quem quiser subir mais um pouco, pode ir também a um castelo. Passamos!
Esse passeíto leva de volta à estação, pelo outro lado. É ali que começa a Via dell'Amore.
  • Antes de começar o trajeto, é preciso adquirir um bilhete - Cinque Terre Card - no valor de 3. 
  • Atenção, o Cinque Terre Card dá direito a usar todas as áreas para pedestres e pic nics do parque, transporte em elevadores e ônibus operados pelo parque e ingresso ao pontos de observação naturalistas, chamados de "musei del territorio". Só que ninguém avisa! Tem que ler no cartãozinho. Não lemos e comemos bola. Em Corniglia,  usamos o ônibus do parque pra subir e descer - a cidade fica no alto - e pagamos mais 1,50 por trajeto...
A caminhada pela Via dell'Amore é muito bonita e fácil. Num instantinho se chega à estação de Manarola. O único senão foi o vento cortante que nos acompanhou desde a saída do túnel em Riomaggiore.
Pra quem vem pela Via dell'Amore, Manarola não é lá muito fotogênica. A cidade fica no alto, virada para o lado contrário de quem chega por ali.
Em Manarola, paramos no primeiro boteco depois da estação pra um lanchinho reconfortante. Não subimos até o povoado.
Decidmos pegar o trem até Corniglia. Lembrem-se era inverno. Dias curtos.
Da estação de Corniglia, sim, se tem uma bela visão de Manarola.
Corniglia fica no alto. Pode-se subir a pé. São 365 degraus, como informa uma placa logo à saída da estação. Ou tomar o ônibus do parque. Fomos de ônibus.
O povoado é pequeno e todo labirintico. Andamos pra lá e pra cá fotografamos, subimos escadarias, descemos e voltamos ao ponto do ônibus justo a tempo de testemunhar um lindo pôr de sol no Mediterrâneo.
De volta à estação, perdemos por um triz o trem direto que voltava a Gênova. 
Mortas de frio, decidimos tomar um trem até Sestri Levante e, de lá, outro até Gênova.
Chegamos famintas e geladas. Descartamos os planos de sair em busca do I Tre Merli. Jantamos na trattoria do hotel e nos recolhemos.
Foi um dia e tanto!
Mais fotos? Aqui! E aqui também!

Quinta-feira, Fevereiro 16, 2012

Montando base em Gênova


Desde o início do planejamento da nossa viagem, Cinque Terre estava na lista de wishlugares.
Daí sobreveio a catástrofe. Soubemos, e vimos em alguns vídeos, que Vernazza e Monterosso ficaram destruídas. Acreditamos na rápida recuperação dos estragos e não tiramos as cidadezinhas à beira-mar dos nossos planos. Deixamos em stand by.
Durante a viagem, diante de tanta neve, chegamos a pensar em mudar nossa rota para o sul da Itália, mas um estudo nas cartas meteorológicas nos mostrou que as coisas também não andavam bem por lá.
E o mesmo estudo nos apontou que Gênova tinha boa previsão. Nada de nevascas. Sol. Temperaturas positivas. E ainda a possibilidade de retomar os planos de ir a Cinque Terre.
Saímos de San Gimignano de ônibus, para depois pegar trem para Gênova. Duas conexões eram previstas para o trajeto: Empoli e Pisa.
Chegando a Pisa, vimos que o trem para Gênova estava com atraso de duas horas e meia. Pegamos o próximo trem pra La Spezia. De lá, um outro trem nos deixou em Gênova, pouca coisa mais tarde do que o atrasadinho nos deixaria, em condições normais. E, sorte, esse pula-pula tornou nossa viagem um tantinho mais barata.
Chegamos com a idéia de ficar num hotel próximo da estação para facilitar a movimentação de chegada, partida e passeios.
Tentamos o bam-bam-bam local: Grande Hotel Savoia. Achamos um pouquinho caro. Entramos no co-irmão Continental e gostamos do preço. Pedimos quarto para duas noites (89 euros a diária), pagamos adiantado e pimba!
Nosso quarto era gracinha. Amplo, três janelas formando uma espécie de bay window, com uma bela vista para a Piazza Principe. Banheiro bom. Enxoval de boa qualidade.  Free wi fi, de qualidade razoável. Café da manhã bem variadinho, com uma seleção de jazz que incluía três músicas brasileiras – Mulher rendeira, Na baixa do sapateiro e Aquarela do Brasil – que se repetia todos os dias... Gostamos!
Saímos andando pela cidade e entre palácios e ruelas, acabamos chegando ao Porto Antico. Descobrimos o Acquario e o Eataly. Andamos pelo centro e... Gênova nos conquistou. Tanto que refizemos os planos e decidimos ficar mais duas noites.
Nos emaranhamos pelas ruelas do centro antigo, vimos a Piazza de Ferrari, os palácio da Via Balbi e da Via Garibaldi. Fizemos umas comprinhas numa feira bem no centro antigo, entre o Palazzo Ducale e a Catedral de San Lorenzo. Fomos ao Acquario. Jantamos no Eataly. Almoçamos como rainhas no I TreMerli, que a Carla Portilho já havia indicado no seu blog e que o Carlos Bertollazzi indicou veemente quando soube pelo twitter que estávamos no berço do seu Zena. Tentamos comer na antiquíssima Trattoria della Raibetta, mas não deu certo.
Internet free, a exemplo dos demais lugares por onde andamos, não havia. Nem mesmo no I Ter Merli que tinha perfil e preço para isso. Na região do Porto Antico, vimos um oferta de wi fi para uso na região, mediante a compra de um cartão válido por 24 horas. Como não íamos ficar muitas horas por ali, não testamos.
Dedicamos dois dias a passeios por Cinque Terre, Santa Margherita Ligure e Portofino. No mais, flanamos por Gênova.
Sobre os passeios, conto depois.
Agora, mostro as fotos de Gênova.
Arrivederci!


PS. Voltei porque me lembrei de uma coisinha!
Todos sabem que Colombo, o homem que pôs o ovo em pé, é genovês, embora haja controvérsia... Pois então, abusando da fama do navegador, há na cidade um lerezinho pega turista: visitar a casa onde Cristóvão Colombo teria morado quando criança.
Eita coisinha sem graça! 
Quer um conselho? Pegue os 4 euros do ingresso e gaste em sorvete, pizza ou mesmo numa subida no Bigo, um "elevador" modernoso que fica no Porto Antico, de onde prometem uma bela vista da cidade. Não confirmo porque não fomos...
Aproveito também pra colocar o link do álbum de fotos da Ana, que inclui Gênova e outras cidades pelas quais passamos. Tá aqui!