domingo, maio 14, 2017

Swayambhunath

Nossas andanças por Kathmandu incluíram duas estupas, três praças da corte – as Durbar Square – e um crematório, além de uma e outra coisinha aqui e ali que vimos no caminho ou no entorno desses lugares visitados.

Paras, nosso guia, pediu que deixássemos com ele 50 dólares por pessoa para as despesas com ingressos. Deixamos, mas achamos que ele estava supervalorizando a despesa. Que nada! No cômputo final, vimos que os gastos foram exatamente nesse valor.

No capítulo de hoje: Swayambhunath,  estupa das mais antigas do Nepal 

Foto: Ana Oliveira

Quem leu o último post sobre a jornada pela Índia já sabe o que é uma estupa. Repito: "Trata-se de um monumento budista de formato circular, ao redor do qual os fiéis fazem suas orações. Não é possível entrar numa estupa, elas são maciças." São consideradas a presença viva de Buda, carregadas de energias e poderes protetores.

Começamos por um dos locais religiosos mais antigos do Nepal. Construída no alto de uma colina, rodeada de templos, santuários, monastérios e outras pequenas estupas, Swayambhunath é considerada ponto sagrado de peregrinação para os budistas, para os hindus... e para os macacos, que também são sagrados. 

Macaco na Swayambhunath
Foto: Ana Oliveira

Para atingir o complexo onde estão a estupa e os outros monumentos sagrados há uma longa escada com 365 degraus. Para nossa sorte, não foi necessário enfrentar a escadaria, chegamos por outra via, sem grande esforço. \o/

No caminho, nos detivemos numa pequena piscina que tinha em seu centro uma imagem de Buda.


Reparem no pote à frente da imagem. Conta a lenda que, quem conseguir atirar uma moeda dentro do pote terá sorte por toda a vida. Tentamos!

Dentre nós, a sortuda foi a Vilma!

Por entre bandeirinhas coloridas, rodas de oração e gente, muita gente, chegamos à estupa propriamente dita, que é constituída de uma espécie de domo branco, que serve como base para um cubo dourado com os olhos de Buda pintados nos quatro lados. No alto, uma torre cônica ladeada por painéis dourados, com esculturas. E no topo, um pináculo também dourado.

Foto: Ana Oliveira

Cada parte desse monumento tem seu significado. Pra quem quiser saber mais, deixo esse link. Daí vocês podem partir para outras incursões em busca de informações sobre a estupa que é listada como Patrimônio da UNESCO desde 1979.

Templos, mosteiros, outras pequenas estupas, lojas, museus, biblioteca, restaurantes e hospedarias integram o entorno da estupa, compondo um cenário ao mesmo tempo sagrado e profano.

Mais que palavras, deixo imagens que nossas lentes captaram no tempo que passamos ali, cerca de uma hora, disputando espaço com os fiéis e sempre ouvindo "om mani padme hum",  o tradicional mantra budista, onipresente nas rodas de oração e nos altofalantes.

Rodas de oração

Rodas de oração
Foto: Rose Barros

Dentro desses cilindros, há orações e mantras budistas. Os devotos que passam girando as rodas acreditam que esse ato multiplica suas orações e bençãos.

As quatro "marinheiras da Europa" posando de fiéis

Vajra

Instrumento ritual que representa luz e força. 

A vajra é uma espécie de cetro usado pelos budistas em seus rituais. 

A palavra vajra, do sânscrito, significa diamante e também relâmpago. O diamante remete à força, à indestrutibilidade. O relampago lembra a luz.  

A vajra gigante
Foto: Ana Oliveira

Macaco na vajra gigante
Foto: Rose Barros

Templos e outras construções

No entorno da grande estupa
Fotos: Ana Oliveira e Rose Barros

Templo Hariti
Foto: Ana Oliveira

Parte reconstruída do Karma Raja Maha Vihara Monastery após terremoto de 2015
Foto: Ana Oliveira

 Karma Raja Maha Vihara Monastery
após terremoto de 2015
Foto: Ana Oliveira

Maitri Vihar Monastery



Foto: Ana Oliveira

Imagem de Buda no Swayambhu Buddhist Museum

Bandeiras de oração, a fé colorida  nos céus de Kathmandu