domingo, fevereiro 04, 2007

O "11 de Maio"

Foto: Ana Oliveira
Preparando a viagem, dias antes da partida, estivemos pesquisando na internet o movimento dos barcos entre Manaus/Santarém/Belém. As informações davam conta da existência de vários barcos, alguns comentários e opiniões de viajantes, mas nada se podia saber com certeza sobre as datas de saída. Assim, foi necessário telefonar ao Porto de Manaus para obter as informações. Sim, no dia 2 de fevereiro partiria dali o 11 de Maio, com destino a Belém e escala em Santarém. Reservei o camarote. Voltamos à internet à procura de informações sobre o barco. Quase nada. Não figurava entre os preferidos dos viajantes blogueiros que contavam suas viagens na net. Apenas um relato de um viajante estrangeiro e uma foto. Nada de muito animador.
Diante disso, chegamos a Manaus decididas a descobrir se havia algum outro barco saindo no mesmo 2 de fevereiro, mas que nos parecesse melhor. Havia! O Golfinho do Mar. Fomos comprar a passagem para o Golfinho. No meio da compra a vendedora nos veio com uma oferta: "não preferem uma suíte no 11 de Maio pelo mesmo preço do camarote do Golfinho?" A diferença entre suíte e camarote: banheiro privativo. Tentador, né? Nos rendemos ao destino. Aceitamos a oferta!
Embarcadas no 11 de Maio, pudemos observar o Golfinho, que saía na mesma hora. Tivemos até uma pontinha de arrependimento: o Golfinho parecia mais bonito e mais vazio. Mera ilusão!
Nossa suíte era mínima. Com ar condicionado, beliche e banheiro privativo mal-cheiroso. O chuveiro era quase em cima do vaso sanitário e a pia, atrás da porta. Mas infinitas vezes melhor que o mar de redes que foi se instalando no convés.
Foto: Ana Oliveira
12h20, zarpamos. Bom! O Golfinho havia saído poucos minutos antes.
Menos de 400 m à frente, paramos no cais do Mercado, justo ao lado do Golfinho. E aí começou a saga: gente, vendedores, móveis, mais gente, mais vendedores, eletrodomésticos, ainda mais gente, ainda mais vendedores, colchões, e mais gente, vendedores, gente, vendedores, gente, vendedores... O convés dos dois barcos superlotou.
Aquela pontinha de arrependimento que nos assaltara, desapareceu por completo.
Saímos do porto do Mercado às 16h30. Foram mais de quatro horas de espera.
Soubéramos disso, teríamos descido à terra para andar mais um pouco pela cidade para ver mais uma vez o escritório móvel, a loja Helena de Tróia, o cartaz Jesus está chegando logo abaixo dos manequins e quiçá almoçar novamente no Fiorentina.
Naquele dia o 11 de Maio não oferecia almoço. E para o jantar, prometiam uma sopa.
Algumas fotos dessa etapa da viagem, estão no link abaixo. Veja lá!
http://carmemsil.fotos.uol.com.br/album9
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Atualizado em 20/10/2014

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