domingo, outubro 27, 2013

Segredos da Islândia - de Hornafjördur a Hvolsvöllur

O maior glaciar da Europa, duas lagoas glaciares, icebergs, três cachoeiras, praias, pedras, campos de lava, papagaios do mar... isso tudo nos esperava nesse dia de mais andanças pelo sul da Islândia. 
Foram mais de 350 km, grande parte deles contornando os 8000 km2 do Glaciar Vatnajökull.

Olha o que estava planejado para esse dia: 
E ainda teve extra...
Vem comigo!
Antes das 10 da manhã já havíamos vencido os 80 km que separam o Hotel Glacier da lagoa glaciar Jökulsárlon e estávamos a postos para iniciar nosso passeio por entre os icebergs produzidos pelo degelo do Vatnajökull.
A bordo de carros anfíbios e acompanhados de guias locais, fomos levados a contornar os enormes blocos de gelo que repousam sobre as águas da Jökulsárlon, ouvimos informações sobre a lagoa e experimentamos sua água num pedaço de gelo que nos foi oferecido. Delícia de passeio, que rendeu fotos lindas, claro!
Tá vendo esses icebergs escuros? São cinzas de vulcão que os deixam assim...
Missão impossível em meio a tantos turistas é fazer o que o Ivo sugere aqui nesse post: ouvir o som do degelo do glaciar. Dá pra imaginar? 
Pois, graças a Katie Peterson e seu projeto Vatnajökull (the sound of), é possível ouvir um pouco dessa música. Eu gostei! Ouve aí: Vatnajökull (é só clicar no play, lá no finalzinho da página).
Seguindo viagem, paramos pra molhar as mãos nas águas geladas da Fjallsárlón, outra lagoa formada pelo degelo do grande glaciar, ali na boca do Vatnajökull. Frio!
Almoçamos, ou melhor, piquinicamos, em Lómagnúpur e rumamos para a bela Svartifoss, no Skaftafell National Park.
Para chegar até a cachoeira há que caminhar um pouco pelo parque, ladeira acima, mas nada que um grupo cheio de senhorinhas não consiga. E vale cada passo!
As águas da Svartifoss escorregam por colunas geométricas formadas por lava escura. Daí o seu nome: cachoeira negra. Olha ela aí:
Essas colunas são chamadas de disjunções prismáticas. Um espetáculo da natureza que foi reproduzido em algumas obras urbanas. Eu até eu já falei disso no primeiro post dessa série islandesa.
Continuando pelo sul da ilha, no sentido leste/oeste, a caminho de Vik e Dyrhólaey, fizemos uma parada extra em Eldhraun, para ver de perto, muito perto mesmo, um campo de lava coberto de moss, uma espécie de musgo seco, fofinho como um carpete natural. A conselho do guia, tiramos os sapatos e caminhamos pelo campo, deitamos, pulamos... Parecíamos um grupo de crianças! Mas olha se não é mesmo uma delicinha:
De volta ao ônibus, continuamos a jornada. Passamos por Vik e suas praias de areias negras, vigiadas por três enormes trolls de pedra também negra, e chegamos a Dyrhólaey onde há uma colônia de puffins, os simpáticos papagaios do mar.
Tarde fria, céu azul e dois arco-íris marcaram o final desse dia.
O primeiro arco-íris nos surpreendeu enquanto admirávamos as águas caudalosas da Skógafoss. O segundo, nos surpreendeu na Seljalandesfoss.
E assim, deixamos pra trás o manto gelado do Vatnajökull, que nos acompanhou por todo o dia, e chegamos para o jantar e o merecido descanso no Hótel Hvolsvöllur.

***
Fotos dessa etapa da viagem:
As minhas: aqui.
As da Ana: aqui.

2 comentários:

  1. Tenho PAIXÃO por glaciares! Mas pirei também na foto da Svartifoss, linda!

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    1. Svartifoss é mesmo pra pirar, Mari.

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