segunda-feira, julho 25, 2016

Mais andanças por Pequim

Nossa viagem pela China estava apenas começando.

Pequim foi o nosso primeiro destino e já contei aqui como foi a chegada, o primeiro passeio e mais outras (muitas) aventuras pela capital do país.

Mas ainda tinha mais Pequim para encher os nossos olhos e aqui vai o relato dos dias seguintes. Senta que lá vem movimento, e dos grandes!

Terceiro dia na cidade. Como já estávamos acostumadas, fomos despertadas cedinho e, depois do café da manhã no mesmo Xiyuan Hotel, aquele do salão giratório para o café da manhã, nos acomodamos no velho ônibus para vencer os quase 70 km que nos separavam do primeiro destino do dia: Badaling, uma das entradas para a famosa Muralha da China.

Ana, Rose e eu, em selfie feita pela Ana
Chegamos a Badaling por volta das 9h30 e o lugar já estava bem movimentado. Aquele é um dos pontos mais procurados por quem quer visitar a muralha. Tem lojas, bares e uma enorme loja-restaurante, daquelas que vendem de tudo um pouco para aumentar a bagagem dos turistas. Foi nessa lojona que fincamos nossa bandeira. Dali partimos e ali nos reunimos depois para compras e almoço.

O acesso à muralha se faz por escadarias e quando se atinge a dita cuja, pode-se escolher entre seguir para a esquerda, parte mais fácil segundo o guia, ou subir para o lado direito, mais íngreme e longo.

Vilma foi pela direita. Ana, Rose e eu escolhemos a parte mais fácil... Fácil nada!

Apesar de bem conservado, o caminho é bem íngreme. Subimos com bastante dificuldade até o segundo mirante apenas. Andamos exatos 115m e foi BEM difícil. Voltamos e ficamos fuçando na loja, à espera do grupo para o almoço.

Olha quanto nós andamos!
Vilma foi até o quinto mirante do lado difícil. Chegou de volta feliz - e cansada -  no último minuto antes do almoço.

Outra pessoa do nosso grupo, optou pelo teleférico, que leva e traz as pessoas até a torre 8. Uau! Mas ela nos contou que ventava muito e o teleférico balançou pra valer, além de estar ameaçado de não poder voltar se o vento aumentasse... Aff!

Foto oficial do grupo, em frente ao museu Chang Ling Museum of the Ming Tombs

De Badaling seguimos para Chagping, onde estão os mausoléus de 13 imperadores da Dinastia Ming, aos pés da Montanha Tianshou. Parece que é possível visitar alguns desses mausoléus, mas nosso guia nos levou ao principal deles, o Chengzu, onde estão Zhu Di, o terceiro imperador Ming e sua esposa Xushi. No local há um museu - o Chang Ling Museum of the Ming Tombs - e o mausoléu propriamente dito.


Nosso próximo destino foi uma pequena surpresa incluída no roteiro pelo guia: o Parque Olímpico de Beijing. (Bem, ele disse que era um presente exclusivo, mas vi depois que quase todos os grupos da Sinorama passaram por lá...) Entramos por um lado e saímos pelo outro, com tempo para admirar o Estádio Nacional - Ninho de Pássaro:

O centro aquático, conhecido como Cubo D'água e o edifício que imita uma tocha olímpica:

A Pira Olímpica:

Foto: Ana Oliveira
 A Torre Ling Long, que abrigou a imprensa durante os Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008:

Dá até pra ver os círculos olímpicos no alto, à direita, na foto da Ana Oliveira.

A próxima parada foi em algum lugar não identificado onde participamos de uma simpática demonstração de chás chineses, seguida - claro - de uma sessão de vendas do produto.

Foto de uma das Teresas do grupo

Dali cruzamos o centro de Pequim, com seus edifícios modernos e trânsito infernal, rumo a mais um mercado de imitações, para mais uma longa sessão de compras e pechinchas. Dessa vez fomos ao Mercado da Seda. Ali também se vende de tudo, mas nosso foco ficou nas roupas, embora tenhamos comprado bem pouca coisa.

Mais uma foto de Teresa.

E depois das compras, o jantar. Foi o dia de experimentar o famoso pato laqueado. Como quase todos os restaurantes onde estivemos, o dessa noite também ficou na lista dos não identificados: não sabemos o nome do estabelecimento e nem a localização, mas ali pudemos acompanhar toda a cerimônia de preparação do pato laqueado e experimentamos a iguaria. (Eu não achei lá essas coisas, mas eu sou chatinha pra comidas diferentes...)

Fim de mais um longo dia, onde todas as atividades foram acontecendo sem intervalo, até que chegamos exauridas ao hotel para uma noite de descanso, não sem antes fazermos as malas, pois no dia seguinte sairíamos cedo para cumprir mais uma parte do programa antes de embarcar para Xi'an.

Sábado de manhã, já a postos no nosso ônibus, de mala e cuia, rodamos os 10 km que nos separavam do Palácio de Verão, cujo nome chinês -  Yiheyuan - significa "Jardim da Harmonia Cultivada".

Foto: Ana Oliveira

Os jardins, pagodes e pavilhões que circundam o artificial Lago Kunming  são magníficos.



Como todos os lugares que visitamos, havia muita gente pelas dependências de Yiheyuan, mas pudemos caminhar pelas alamedas e observar o senhorzinho que escreve efêmeros poemas no chão usando um pincel molhado em água.

Foto: Ana Oliveira

Ao final da caminhada, avistamos o barco de mármore e voltamos à entrada principal navegando pelo lago, a bordo de um barco-dragão, certamente inspirado no transporte usado pelo imperador que viveu ali no século XVIII.

Foto: Ana Oliveira

Depois de mais um almoço em local indeterminado, lá fomos nós para o aeroporto. Era hora de partir para Xi'an.

No álbum abaixo, há algumas fotos mais desse trecho da viagem. É só navegar nas flechinhas laterais:

Beijing




8 comentários:

  1. Adoro ler sobre lugares que não pretendo visitar, acaba sendo uma viagem de qualquer forma. BjO!

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    1. Rá! Viaje com a gente, então, Paula!
      Obrigada pela visita.
      Beijo!

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  2. Tem que sentar mesmo Carmem. Estou curtindo muito suas histórias chinesas.Bjs

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    1. Não é? Tem história pra mais de metro... Os dias por lá foram muito intensos. Era todo dia nessa toada: sair cedo e voltar só pra dormir. Ufa!

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  3. Affe...isso tá me cheirando a maraturismo! Cansei só de ler...
    Acho que quando eu for, vou procurar um grupo da 4a. idade ;-)

    Adorei o tiozinnho que desenha no chão, com nanquin.

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    1. Como eu já escrevi antes: não é para os fracos. Maraturismo puro!
      O tiozinho que desenha poemas no chão usa um pincel molhado apenas em água. Nada de nanquim. É poesia efêmera, mesmo. Quando seca, desaparece. E no dia seguinte ele volta e começa tudo de novo. Ah, a paciência chinesa...

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  4. Sylvio Moraes de Almeida29/07/2016 16:07

    Reproduzindo : A final, quem essa tal de Ana de Oliveira, que produz fotos tão bonitas ? Gostei muito do poeta que escreve versos etéreos com pincel molhado apenas n'água.

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    1. Ana Oliveira é fotógrafa exclusiva do blog e o passe dela não está à venda!
      O poeta efêmero é mesmo interessante.
      Obrigada pela visita e pelo comentário reproduzido.

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