terça-feira, abril 19, 2016

Em busca do Yangtsé

Wuhan foi, para nós, apenas um lugar para pernoitar. Chegamos tarde ao Hotel Howard Johnson Pearl Plaza e fomos recebidos com uma faixa luminosa de boas vindas. Poderosa essa Sinorama, hein!

     

A verdade é que estavam no Howard Johnson todos os grupos da agência, de várias necionalidades, que fariam o mesmo trajeto. 

O hotel era o mais luxuoso dos que estivéramos até então. Ficava às margens do Rio Yangtsé, com vista linda para o nascer do sol e para a ponte que cruza o rio. (Mal sabíamos que veríamos muitas outras pontes iguais ao longo do passeio.) Acordamos com uma bola vermelha no céu diante de nossa janela. Um desbunde!

      
   
Não pudemos, infelizmente, desfrutar de todo o luxo do hotel. Logo cedo, deixamos Wuhan, para uma viagem de mais de quatro horas de ônibus até Jingzhou, onde embarcaríamos no Century Diamond para um cruzeiro de quatro dias pelo Yangtsé.

      

E por que não embarcamos em Wuhan, se estávamos na beira do rio? Porque o Diamond é muito grande e não tem condições de aportar em Wuhan. 

Chegamos ao destino na hora do almoço. Aproveitamos o início da tarde para visitar o museu da cidade e caminhar sobre as muralhas, enquanto esperávamos o horário de embarque no Century Diamond. 

     


                           
     
E tocamos para o porto.

A ordem do guia era entrar direto para a cabine, cujos números já eram do nosso conhecimento. Mas já no lobby fomos instadas a escolher o pacote de bebidas que queríamos comprar para usar durante o cruzeiro. Compramos um com 15 cervejas mais duas de brinde, por 600 yuans, para dividir entre Vilma, Ana e eu, já que Rose não bebe. E já tivemos um vislumbre de que os preços praticados no barco não eram nenhuma pechincha.

Nossa cabine no barco era das mais luxuosas. Tínhamos bastante espaço, uma boa varanda e alguns mimos especiais. Além da cama larga e bem confortável, tínhamos um sofá de dois lugares, um bancada enorme para as malas, com gavetões embaixo, espelhões, cadeira, jarro elétrico para aquecer água, TV e geladeira. Na varanda, duas boas cadeiras. E ainda arranjo com flores naturais, um prato com frutas, uma garrafa de vinho, chinelos, roupões e boas amenities. O box do chuveiro era grande e com portas de vidro. Tínhamos duas pias e armários no banheiro. Enfim, estávamos super bem instaladas.

Foi uma delícia poder tirar as roupas de estrada e colocar um vestido para o coquetel do capitão. 

Dormimos essa primeira noite super felizes, navegando no Yangtsé e com a perspectiva de poder acordar mais tarde, tomar café com calma e sair para uma caminhada até uma vila entre montanhas, onde vivia uma antiga comunidade.

Durante a noite, entretanto, o bom tempo que nos acompanhava desde que chegáramos à China, teve uma mudança drástica. A quarta-feira amanheceu chuvosa e com muitíssima névoa. Estávamos ancorados. A navegação estava atrasada e os planos tiveram  de ser mudados.

       
   
Pois é, imprevistos acontecem. E como disse nosso guia Li, todos os problemas do roteiro podiam ser controlados, menos o tempo, pois não somos deuses.

O guia estava: certo!

4 comentários:

  1. A foto comprova o nevoeiro. Há males que vêm para o bem, de vez que, certamente puderam descansar da maratona chinesa, na cabine confortável do navio. Avante !
    Que Ana recupere as imagens perdidas.

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    1. Descansamos mesmo!
      Aguarde os próximos capítulos.

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